Evolutionary game theory : cooperation, spatial networks, and ecological interactions

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Flores, Lucas Silvestrim
Orientador(a): Vainstein, Mendeli Henning
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/296373
Resumo: Compreender como a cooperação surge e persiste entre indivíduos egoístas continua sendo uma questão fundamental na dinâamica evolutiva. A Teoria dos Jogos Evolutivos (EGT) fornece uma abordagem para essa questão, modelando agentes em uma população interagindo nos chamados dilemas sociais. Muitos mecanismos foram propostos ao longo dos anos para explicar fenômenos cooperativos observados na natureza, como reciprocidade direta, reciprocidade indireta, redes espaciais, seleção de grupo e seleção de parentesco. Neste trabalho, exploramos múltiplos mecanismos para sustentar a cooperação em redes espaciais. Em populações estruturadas, o agrupamento espacial permite que os cooperadores resistam à exploração, levando à sobrevivência e à manutenção da cooperação. Primeiramente, examinamos o papel da topologia de rede modelando o Jogo dos Bens Públicos (PGG) e o Dilema do Prisioneiro (PD) em múltiplas redes regulares. No PGG, os jogadores compõem um grupo e podem contribuir para um fundo comum, onde o valor resultante é multiplicado por um fator e compartilhado igualmente entre os indivíduos. Mostramos que grupos maiores aumentam a cooperação no PGG, enquanto para o PD, um mapeamento para o PGG é possível sob certas parametrizações. Examinamos ainda como os diferentes níveis de contribuição afetam a cooperação no PGG. Encontramos um valor ideal de contribuição que maximiza os níveis de cooperação, dependendo da estrutura da rede. Em um cenário onde estratégias e contribuições coevoluem, descobrimos que a contribuição excessiva dos cooperadores pode prejudicar aqueles que contribuem menos, um fenômeno particularmente prejudicial na rede quadrada com vizinhança de von Neumann, mas insignificante em outras topologias. Essas descobertas destacam o papel crítico da estrutura espacial na formação da evolução da cooperação em múltiplas situações. Outro possível mecanismo para sustentar a cooperação são as estratégias condicionais, onde os agentes podem reagir a uma determinada situação alterando seu comportamento pretendido originalmente. Usando o conceito de comprometimento, podemos modelar essa abordagem onde, dependendo do comprometimento de cooperação dos vizinhos que interagem, os agentes podem se adaptar e evitar a exploração. Demonstramos que cooperadores condicionais apresentam melhor desempenho do que cooperadores estáticos e também que incentivos de punição e recompensa aumentam significativamente os níveis de cooperação. Para finalizar, integramos a tomada de decisão individual com um modelo epidemiológico de SIRS, revelando que a adesão a intervenções não farmacêuticas (NPIs) pode ser um dilema social dependendo do período do ano. A decisão de seguir NPIs em um contexto sazonal pode amplificar ou suprimir picos de infecção, dependendo da escala temporal da adesão.
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Primeiramente, examinamos o papel da topologia de rede modelando o Jogo dos Bens Públicos (PGG) e o Dilema do Prisioneiro (PD) em múltiplas redes regulares. No PGG, os jogadores compõem um grupo e podem contribuir para um fundo comum, onde o valor resultante é multiplicado por um fator e compartilhado igualmente entre os indivíduos. Mostramos que grupos maiores aumentam a cooperação no PGG, enquanto para o PD, um mapeamento para o PGG é possível sob certas parametrizações. Examinamos ainda como os diferentes níveis de contribuição afetam a cooperação no PGG. Encontramos um valor ideal de contribuição que maximiza os níveis de cooperação, dependendo da estrutura da rede. Em um cenário onde estratégias e contribuições coevoluem, descobrimos que a contribuição excessiva dos cooperadores pode prejudicar aqueles que contribuem menos, um fenômeno particularmente prejudicial na rede quadrada com vizinhança de von Neumann, mas insignificante em outras topologias. Essas descobertas destacam o papel crítico da estrutura espacial na formação da evolução da cooperação em múltiplas situações. Outro possível mecanismo para sustentar a cooperação são as estratégias condicionais, onde os agentes podem reagir a uma determinada situação alterando seu comportamento pretendido originalmente. Usando o conceito de comprometimento, podemos modelar essa abordagem onde, dependendo do comprometimento de cooperação dos vizinhos que interagem, os agentes podem se adaptar e evitar a exploração. Demonstramos que cooperadores condicionais apresentam melhor desempenho do que cooperadores estáticos e também que incentivos de punição e recompensa aumentam significativamente os níveis de cooperação. Para finalizar, integramos a tomada de decisão individual com um modelo epidemiológico de SIRS, revelando que a adesão a intervenções não farmacêuticas (NPIs) pode ser um dilema social dependendo do período do ano. A decisão de seguir NPIs em um contexto sazonal pode amplificar ou suprimir picos de infecção, dependendo da escala temporal da adesão.Understanding how cooperation emerges and persists among selfish individuals remains a fundamental question in evolutionary dynamics. Evolutionary Game Theory (EGT) provides a framework to address this question by modeling agents in a population interacting in the so-called social dilemmas. Many mechanisms were proposed over the years to explain cooperative phenomena observed in nature, such as direct reciprocity, indirect reciprocity, spatial networks, group selection, and kin selection. In this work, we explore multiple mechanisms to sustain cooperation within spatial networks. In structured populations, spatial clustering enables cooperators to resist exploitation, leading to the survival and maintenance of cooperation. We first examine the role of network topology by modeling the Public Goods Game (PGG) and the Prisoner’s Dilemma (PD) across multiple regular lattices. In the PGG, players compose a group and can contribute to a common pool, where the resulting value is multiplied by a factor and shared equally among individuals. We show that larger group sizes enhance cooperation in the PGG, while for the PD, a mapping to the PGG is possible under certain payoff parametrizations. We further examine how varying contribution levels affect cooperation in the PGG. We find an optimal contribution value that maximizes cooperation levels, depending on the lattice structure. In a scenario where strategies and contributions coevolve, we find that over-contribution by cooperators can harm those contributing less, a phenomenon particularly detrimental in square lattices with von Neumann neighborhoods, yet negligible in other topologies. These findings highlight the critical role of spatial structure in shaping the evolution of cooperation in multiple situations. Another possible mechanism to sustain cooperation is conditional strategies, where agents can react to a given situation changing their original intended behavior. Using the concept of commitment, we can model this approach where depending on the commitment to cooperate from interacting neighbors, agents can adapt and avoid exploitation. We show that conditional cooperators perform better than static ones, and also that punishment and reward incentives significantly enhance cooperative levels. To finalise, we integrate individual decision-making with an epidemiological SIRS model, revealing that adherence to non-pharmaceutical interventions (NPIs) can be a social dilemma depending on the period of the year. The decision to follow NPIs in a seasonal context can either amplify or suppress infection peaks, depending on the time scale of adherence.application/pdfengTeoria dos jogosDilema do prisioneiroCooperaçãoEvolutionary game theory : cooperation, spatial networks, and ecological interactionsTeoria dos jogos evolutiva : cooperação, redes, e interações ecológicasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de FísicaPrograma de Pós-Graduação em FísicaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001292625.pdf.txt001292625.pdf.txtExtracted Texttext/plain215081http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296373/2/001292625.pdf.txt837b113a02eef7d6abd14c7a62c53149MD52ORIGINAL001292625.pdfTexto completo (inglês)application/pdf6086019http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296373/1/001292625.pdfaaee8742d23895eb3fb8b396f0969feaMD5110183/2963732025-09-10 07:55:53.763963oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296373Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-10T10:55:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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