Avaliação dos casos de microcefalia congênita notificados no estado do Rio Grande do Sul 2017-2022

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Terra, Anna Pires
Orientador(a): Faccini, Lavinia Schuler
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/300339
Resumo: O Nordeste do Brasil foi a primeira região a detectar um aumento significativo de bebês nascidos com microcefalia associada à infecção pré-natal pelo vírus zika em 2015. O estado do Rio Grande do Sul (RS) foi menos impactado devido ao clima temperado que impediu a propagação do vetor. Esta tese teve como objetivo geral, identificar as principais causas de microcefalia congênita notificadas no estado Rio Grande do Sul, Brasil, a partir do ano de 2015 e está composta por dois artigos. No primeiro artigo investigou-se a prevalência e a etiologia da microcefalia congênita no RS em dois períodos diferentes. Este estudo descritivo transversal incluiu todos os nascidos vivos com microcefalia congênita no RS de 2015 a 2022. Os casos foram divididos em dois grupos: P1 “surto” (2015-16); e P2 “endêmico” (2017-22). Houve 58 casos de microcefalia (3,8/10 mil) em P1 e 148 (1,97/10 mil) em P2. A infecção congênita pelo Zika Vírus foi a etiologia em 5,2% (n=3) em P1 e 6,7% (n=10) em P2. No segundo artigo, realizou-se um estudo observacional transversal para comparar casos de microcefalia congênita já analisados por Herber et al. (2019) com o período pós-surto (período endêmico) de 2017 a 2022 no RS. De 2015 a 2019, foram registrados 204 nascimentos de crianças com microcefalia no RS. Destes, 60,0% foram atribuídos a síndromes genéticas e anomalias congênitas, enquanto 40,0% estavam relacionados a causas infecciosas. Entre 2020 e 2022, foram registrados 40 casos, 52,0% por síndromes genéticas e anomalias congênitas e 48,0% por infecções. Em relação ao grupo de síndromes genéticas e anomalias congênitas (144 pacientes), a maioria dos casos (49,0%) foi atribuída a anomalias congênitas isoladas e erros de desenvolvimento do sistema nervoso central, enquanto 12,5% foram associados a anomalias cromossômicas, 15% foram identificados como defeitos do tubo neural e 7% tiveram causa monogênica. Concluindo, embora o surto de ZIKV no Brasil tenha diminuído, o RS continua sendo uma área de preocupação, com um possível ligeiro aumento de nascidos vivos com microcefalia secundária à infecção pré-natal pelo ZIKV em relação ao número de casos devido a infecções congênitas.
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Houve 58 casos de microcefalia (3,8/10 mil) em P1 e 148 (1,97/10 mil) em P2. A infecção congênita pelo Zika Vírus foi a etiologia em 5,2% (n=3) em P1 e 6,7% (n=10) em P2. No segundo artigo, realizou-se um estudo observacional transversal para comparar casos de microcefalia congênita já analisados por Herber et al. (2019) com o período pós-surto (período endêmico) de 2017 a 2022 no RS. De 2015 a 2019, foram registrados 204 nascimentos de crianças com microcefalia no RS. Destes, 60,0% foram atribuídos a síndromes genéticas e anomalias congênitas, enquanto 40,0% estavam relacionados a causas infecciosas. Entre 2020 e 2022, foram registrados 40 casos, 52,0% por síndromes genéticas e anomalias congênitas e 48,0% por infecções. 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This thesis aimed to identify the main causes of congenital microcephaly reported in the state of Rio Grande do Sul, Brazil, since 2015 and is composed of two articles. The first article investigated the prevalence and etiology of congenital microcephaly in RS in two different periods. This descriptive cross-sectional study included all live births with congenital microcephaly in RS from 2015 to 2022. The cases were divided into two groups: P1 “outbreak” (2015-16); and P2 “endemic” (2017-22). There were 58 cases of microcephaly (3.8/10,000) in P1 and 148 (1.97/10,000) in P2. Congenital Zika virus infection was the etiology in 5.2% (n=3) in P1 and 6.7% (n=10) in P2. In the second article, a cross-sectional observational study was carried out to compare cases of congenital microcephaly already analyzed by Herber et al. (2019) with the post-outbreak period (endemic period) from 2017 to 2022 in RS. From 2015 to 2019, 204 births of children with microcephaly were registered in RS. Of these, 60.0% were attributed to genetic syndromes and congenital anomalies, while 40.0% were related to infectious causes. Between 2020 and 2022, 40 cases were recorded, 52.0% due to genetic syndromes and congenital anomalies and 48.0% due to infections. Regarding the group of genetic syndromes and congenital anomalies (144 patients), most cases (49.0%) were attributed to isolated congenital anomalies and central nervous system development errors, while 12.5% were associated with chromosomal anomalies, 15% were identified as neural tube defects and 7% had a monogenic cause. In conclusion, although the ZIKV outbreak in Brazil has decreased, RS remains an area of concern, with a possible slight increase in live births with microcephaly secondary to prenatal ZIKV infection in relation to the number of cases due to congenital infections.application/pdfporMicrocefaliaZika virusAnomalias congênitasMicrocephalyZika virusCongenital InfectionCongenital Zika Virus SyndromeAvaliação dos casos de microcefalia congênita notificados no estado do Rio Grande do Sul 2017-2022info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em Genética e Biologia MolecularPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001295047.pdf.txt001295047.pdf.txtExtracted Texttext/plain98360http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300339/2/001295047.pdf.txt3bfdd44a7a36447ba68b1e88db44add6MD52ORIGINAL001295047.pdfTexto parcialapplication/pdf1133353http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300339/1/001295047.pdf31f8fb5017ed281c4a988080dee736dfMD5110183/3003392026-01-18 09:03:06.43191oai:www.lume.ufrgs.br:10183/300339Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-01-18T11:03:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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