Como contar histórias ?: o hipertexto jornalístico na reportagem hipermídia
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/158497 |
Resumo: | Compreender como as histórias são contadas nas reportagens hipermídia, a partir da Teoria do Hipertexto, a fim de elaborar elementos que apontem para as especificidades deste gênero no espaço de escrita digital é o objetivo principal desta tese. Para tanto refletimos sobre as características do hipertexto e sugerimos adequações ao campo do jornalismo. Definimos também o termo hipermídia como uma forma de mídia, resultante da remediação de todas as formas de mídia, de linguagem e de modos expressivos midiáticos que a antecederam. Sobre o gênero reportagem, discutimos a reportagem hipermídia e identificamos os recursos que potencializam a contextualização das histórias. A partir dessas discussões teóricas elaboramos nossa matriz metodológica que alia as especificidades do hipertexto jornalístico (a tipologia dos links, a multivocalidade e a estrutura de navegação) e as questões pertinentes às reportagens hipermídia, as quais denominamos de eixos estruturantes (camadas informativas, modalidades comunicativas e variantes contextuais). A análise foi realizada em três reportagens hipermídia: Snow Fall: The Avalanche at Tunnel Creek – The New York Times (Estados Unidos), Filhos da Guerra: Quem é o filho que António deixou na guerra – Público (Portugal) e Crise da água: Líquido e Incerto – Folha de S. Paulo (Brasil). Os resultados nos apontam para padrões de recorrência nas reportagens hipermídia que indicam um perfil próprio desse gênero no espaço de escrita digital. Destacamos alguns traços desse perfil: a reportagem hipermídia utiliza links narrativos para complementar, particularizar, ilustrar e detalhar as informações; emprega múltiplas vozes; a participação do leitor é restrita; a estrutura de navegação é diversificada; a estrutura da reportagem conta com duas camadas informativas; as modalidades comunicativas estão integradas entre si; o texto é a peça-chave que conduz a história; a contextualização das histórias ocorre por meio da humanização dos relatos, de bases de dados, de recursos imersivos e das histórias em formato longo. |
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Baccin, Alciane NolibosMielniczuk, Luciana PellinCanavilhas, João2017-05-25T02:27:20Z2017http://hdl.handle.net/10183/158497001021578Compreender como as histórias são contadas nas reportagens hipermídia, a partir da Teoria do Hipertexto, a fim de elaborar elementos que apontem para as especificidades deste gênero no espaço de escrita digital é o objetivo principal desta tese. Para tanto refletimos sobre as características do hipertexto e sugerimos adequações ao campo do jornalismo. Definimos também o termo hipermídia como uma forma de mídia, resultante da remediação de todas as formas de mídia, de linguagem e de modos expressivos midiáticos que a antecederam. Sobre o gênero reportagem, discutimos a reportagem hipermídia e identificamos os recursos que potencializam a contextualização das histórias. A partir dessas discussões teóricas elaboramos nossa matriz metodológica que alia as especificidades do hipertexto jornalístico (a tipologia dos links, a multivocalidade e a estrutura de navegação) e as questões pertinentes às reportagens hipermídia, as quais denominamos de eixos estruturantes (camadas informativas, modalidades comunicativas e variantes contextuais). A análise foi realizada em três reportagens hipermídia: Snow Fall: The Avalanche at Tunnel Creek – The New York Times (Estados Unidos), Filhos da Guerra: Quem é o filho que António deixou na guerra – Público (Portugal) e Crise da água: Líquido e Incerto – Folha de S. Paulo (Brasil). Os resultados nos apontam para padrões de recorrência nas reportagens hipermídia que indicam um perfil próprio desse gênero no espaço de escrita digital. Destacamos alguns traços desse perfil: a reportagem hipermídia utiliza links narrativos para complementar, particularizar, ilustrar e detalhar as informações; emprega múltiplas vozes; a participação do leitor é restrita; a estrutura de navegação é diversificada; a estrutura da reportagem conta com duas camadas informativas; as modalidades comunicativas estão integradas entre si; o texto é a peça-chave que conduz a história; a contextualização das histórias ocorre por meio da humanização dos relatos, de bases de dados, de recursos imersivos e das histórias em formato longo.The main goal of this thesis is to understand how stories are being told in hypermedia reporting, considering Hypertext as theoretical framework, in order to elaborate features that indicates the specificities of this genre in digital writing space. For this purpose, we consider hypertext characteristics in order to suggest adjustments to journalism field. We also define hypermedia as a new media format, resulting from the remediation of all types of media, language and expressive mediatic modes that preceeded it. When it comes to reporting as a genre, we discuss the hypermedia reporting and identify the resources that strengthen stories contextualization. From these theoretical discussions, we elaborate our methodological framework that combines the specificities of journalistic hypertext (the typology of links, the multivocality and the navigation structure) and the pertinent issues to hypermedia reports, which we denominate the structuring axes (informative layers, communicative modalities and contextual variants). We select as an analysis sample three hypermedia reports: Snow Fall: The Avalanche at Tunnel Creek – The New York Times (United States), Filhos da Guerra: Quem é o filho que António deixou na guerra – Público (Portugal) and Crise da água: Líquido e Incerto – Folha de S. Paulo (Brazil). The study findings lead us to identify a standard in hypermedia reports which compose a profile of its own kind in the digital writing field. We highlighted some features of this profile: the hypermedia report uses narrative links as complement, to particularize, to illustrate and to detail the information; it employs multiple voices; it uses restrict reader participation; it uses a diverse navigation structure; it's structure has two informative layers. We also find that the communicative modalities are integrated with each other; the text is the key element that conducts the story; the story contextualization occurs using resources such as personification, databases, immersive language and long-form stories.application/pdfporHipertextoHipermídiaReportagemJornalismo onlineHypertextJournalist hypertextHypermedia reportDigital journalismHypertext theoryComo contar histórias ?: o hipertexto jornalístico na reportagem hipermídiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em Comunicação e InformaçãoPorto Alegre, BR-RS2017doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL001021578.pdf001021578.pdfTexto completoapplication/pdf8120311http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/158497/1/001021578.pdfcc7bd4db583ac03e9e31f4e8605cb893MD51TEXT001021578.pdf.txt001021578.pdf.txtExtracted Texttext/plain653189http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/158497/2/001021578.pdf.txt3e34c437e46b79e1180d22477d455678MD5210183/1584972017-05-26 02:30:12.929419oai:www.lume.ufrgs.br:10183/158497Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532017-05-26T05:30:12Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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