"Tenho o direito de ser quem eu sou" : o movimento de travestis e transexuais em Porto Alegre (1989-2010)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Oliveira, Augusta da Silveira de
Orientador(a): Pinto, Celi Regina Jardim
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/188284
Resumo: Essa dissertação trata do movimento de travestis e transexuais na cidade Porto Alegre no período que compreende os 10 anos que antecedem e os 10 anos posteriores à criação da ONG Igualdade, Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, entre 1989 e 2010. Partindo de um conjunto de entrevistas com militantes travestis e transexuais e pessoas envolvidas no processo de materialização da instituição, buscamos compreender as condições que possibilitaram a emergência e a consolidação do referido movimento na cidade, analisando sua interação com trajetórias individuais. Nesse sentido, a AIDS aparece como fator preponderante em vivências marcadas pelo histórico de marginalização e violência policial decorrentes do estigma pelo exercício do trabalho sexual, necessário para a sobrevivência dessa população. A epidemia de AIDS marca, através da organização da sociedade civil e grupos como o GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS, um ponto de inflexão nessas narrativas e o primeiro contato dessa população com valores de cidadania e direitos humanos. É a partir do GAPA e da capacitação de lideranças trans que se organiza a Igualdade, através do fomento da autonomia do grupo. Através da análise de relatórios de projetos e outros registros de fomentos se examina a consolidação da Igualdade como instituição de referência para a população alvo, a relação com o Estado e com outras entidades e redes, marcando a instituição como representante das travestis e trans em relação a demandas que passam a ir além da AIDS e focam em promover direitos e cidadania para a população.
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