Teorias de metamorfose na literatura : da violência divina à alteridade em Ovídio, Apuleio, Kafka, Lispector e King

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Alisson Preto
Orientador(a): Rebello, Lúcia Sá
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/296574
Resumo: O objetivo da tese é investigar a metamorfose em suas variadas formas enquanto narrativa, considerando a transformação física, psicológica ou textual da subjetividade das personagens ou dos narradores em obras literárias. Do ponto de vista metodológico, primeiro, buscou-se textos que fundamentassem o signo da metamorfose em Richard Buxton (2009) e Paul Forbes Irving (1990). Em seguida, produziu-se um panorama histórico que derivou de pesquisa bibliográfica de artigos e ensaios, incluindo os textos críticos de Gustavo Bernardo (2018) e de Vera Silva (1984) que exploram circunstâncias históricas do tema na literatura. Após, pesquisou-se teorias que se aproximassem do que a metamorfose apresentava enquanto movimento ontológico e linguístico, sendo elas as teorias de Kai Mikkonen (1996), Gaston Bachelard (1986) e Deleuze e Guatarri (2002). Paralelamente, foram lidas Metamorfoses, de Públio Ovídio, O asno de ouro, de Lúcio Apuleio, A metamorfose, de Franz Kafka, A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector e A Short History of Indians in Canada, de Thomas King, objetivando identificar trechos narrativos em que a metamorfose ocorresse para um capítulo de análises. Se antes, a metamorfose era lida pelo fogo, enquanto metáfora conceitual da natureza humana, proposta por Bachelard (1986), com o recorte das obras analisadas e a ótica Deleuze e Guatarri (2002), percebeu-se a exibição de uma subjetividade desviante, caracterizada pelo experimentalismo artístico. A importância da vida corporal enquanto mito de Stanley Keleman (2001) e, por último, a leitura pós-colonial sobre a pedagogia e a performance, de Homi K. Bhabha (1998), permitiu compreender a condição corpórea e cultural da metamorfose, seja fisicamente materializada no texto ou enquanto metafísica para a construção interior das personagens ou narradores. Aparecendo fisicamente em Ovídio e Apuleio, as transformações exibem a violência sob os corpos femininos e animais; em Clarice, a metamorfose surge como método filosófico para trabalhar uma transformação da essência, do estado e do interior da narradora. Se, em Kafka, a metamorfose aparece ligada às indústrias e ao caráter maquinário de produção, em King, ela se associa à instituição, à identidade indígena e ao discurso colonial. Comparativamente, há nessas narrativas, elementos como o agente de metamorfose, o ser/objeto metamorfoseado e as noções de resistência e hierarquia. A resistência alude à questão da identidade e da subjetividade, entrelaçadas à noção de pedagogia e performance. Os sucessivos entrecruzamentos do processo metamórfico com a história, a filosofia, a linguagem e a recepção literária mostraram que a criação de narrativas de metamorfose se transformam a partir de acontecimentos históricos, de condições econômicas e de uma arquitetura sociocultural, podendo ser formas de releituras filosóficas para teorias contemporâneas da ficção. Concluiu-se que as metamorfoses nas narrativas pressupõem uma condição de poder complexa, mostrada através da violência naquilo ou naqueles que questionam a ordem, representando a vontade emudecida de construções exiladas, que expressam resistência. A condição para uma narrativa de metamorfose é constituída de três elementos essenciais: a instabilidade, a violência, e a alteridade.
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Paralelamente, foram lidas Metamorfoses, de Públio Ovídio, O asno de ouro, de Lúcio Apuleio, A metamorfose, de Franz Kafka, A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector e A Short History of Indians in Canada, de Thomas King, objetivando identificar trechos narrativos em que a metamorfose ocorresse para um capítulo de análises. Se antes, a metamorfose era lida pelo fogo, enquanto metáfora conceitual da natureza humana, proposta por Bachelard (1986), com o recorte das obras analisadas e a ótica Deleuze e Guatarri (2002), percebeu-se a exibição de uma subjetividade desviante, caracterizada pelo experimentalismo artístico. A importância da vida corporal enquanto mito de Stanley Keleman (2001) e, por último, a leitura pós-colonial sobre a pedagogia e a performance, de Homi K. Bhabha (1998), permitiu compreender a condição corpórea e cultural da metamorfose, seja fisicamente materializada no texto ou enquanto metafísica para a construção interior das personagens ou narradores. Aparecendo fisicamente em Ovídio e Apuleio, as transformações exibem a violência sob os corpos femininos e animais; em Clarice, a metamorfose surge como método filosófico para trabalhar uma transformação da essência, do estado e do interior da narradora. Se, em Kafka, a metamorfose aparece ligada às indústrias e ao caráter maquinário de produção, em King, ela se associa à instituição, à identidade indígena e ao discurso colonial. Comparativamente, há nessas narrativas, elementos como o agente de metamorfose, o ser/objeto metamorfoseado e as noções de resistência e hierarquia. A resistência alude à questão da identidade e da subjetividade, entrelaçadas à noção de pedagogia e performance. Os sucessivos entrecruzamentos do processo metamórfico com a história, a filosofia, a linguagem e a recepção literária mostraram que a criação de narrativas de metamorfose se transformam a partir de acontecimentos históricos, de condições econômicas e de uma arquitetura sociocultural, podendo ser formas de releituras filosóficas para teorias contemporâneas da ficção. Concluiu-se que as metamorfoses nas narrativas pressupõem uma condição de poder complexa, mostrada através da violência naquilo ou naqueles que questionam a ordem, representando a vontade emudecida de construções exiladas, que expressam resistência. A condição para uma narrativa de metamorfose é constituída de três elementos essenciais: a instabilidade, a violência, e a alteridade.The aim of the thesis is to investigate metamorphosis in its various forms as a narrative, considering the physical, psychological or textual transformation of the subjectivity of characters or narrators in literary works. Methodologically, first, texts were sought to ground the sign of metamorphosis in Richard Buxton (2009) and Paul Forbes Irving (1990). Then, a historical overview was produced based on bibliographic research of articles and essays, including the critical texts of Gustavo Bernardo (2018) and Vera Silva (1984) that explore historical circumstances of the theme in literature. Afterward, theories were researched that approached what metamorphosis presented as an ontological and linguistic movement, namely the theories of Kai Mikkonen (1996), Gaston Bachelard (1986), and Deleuze and Guatarri (1995). Simultaneously, Metamorphoses by Publius Ovidius, The Golden Ass by Lucius Apuleius, The Metamorphosis by Franz Kafka, The Passion According to G.H. by Clarice Lispector, and A Short History of Indians in Canada by Thomas King, were read to identify narrative passages where metamorphosis occurred for a chapter of analysis. Simultaneously, Metamorphoses by Publius Ovidius, The Golden Ass by Lucius Apuleius, The Metamorphosis by Franz Kafka, The Passion According to G.H. by Clarice Lispector, and A Short History of Indians in Canada by Thomas King were read to identify narrative passages where metamorphosis occurred for a chapter of analysis. If previously, metamorphosis was read through fire as a conceptual metaphor for human nature, proposed by Bachelard (1986), with the selection of the analyzed works and the perspective of Deleuze and Guatarri (1995), an exhibition of a deviant subjectivity characterized by artistic experimentation was perceived. The importance of bodily life as a myth by Stanley Keleman (2001) and, finally, the post colonial reading on pedagogy and performance by Homi K. Bhabha (1998) allowed understanding the bodily and cultural condition of metamorphosis, whether physically materialized in the text or as metaphysical for the inner construction of characters or narrators. Appearing physically in Ovidius and Apuleius, the transformations exhibit violence under female and animal bodies; in Clarice, metamorphosis emerges as a philosophical method to work a transformation of essence, state, and interior of the narrator. If in Kafka, metamorphosis is linked to industries and the mechanical character of production, in King, it is associated with institution, indigenous identity, and colonial discourse. Comparatively, in these narratives, there are elements such as the agent of metamorphosis, the metamorphosed being/object, and notions of resistance and hierarchy. Resistance alludes to the question of identity and subjectivity, intertwined with the notion of pedagogy and performance. The successive interweaving of the metamorphic process with history, philosophy, language, and literary reception showed that the creation of metamorphic narratives transforms based on historical events, economic conditions, and socio-cultural architecture, potentially serving as forms of philosophical re-readings for contemporary theories of fiction. It was concluded that metamorphoses in narratives presuppose a complex condition of power, shown through violence in that or those, who question the order, representing the silenced will of exiled constructions, expressing resistance. The condition for a narrative of metamorphosis is constituted by three essential elements: instability, violence, and alterity.application/pdfporMetamorfoseLiteraturaViolênciaIdentidadeMetamorphosisLiteratureViolenceIdentityTeorias de metamorfose na literatura : da violência divina à alteridade em Ovídio, Apuleio, Kafka, Lispector e KingTheories of metamorphosis in literature : from the godly violence to the alterity in Ovid, Apuleius, Kafka, Lispector and Kinginfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2024doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001211495.pdf.txt001211495.pdf.txtExtracted Texttext/plain974290http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296574/2/001211495.pdf.txt9a35f207ee4f9acfddd40f3525de7b74MD52ORIGINAL001211495.pdfTexto completoapplication/pdf2793898http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/296574/1/001211495.pdf93a7d927acc14e62ffa77006235edaf0MD5110183/2965742025-09-12 07:56:59.716274oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296574Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-12T10:56:59Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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