Polinização e biologia reprodutiva em Cereus hildmannianus K. Schum. E Pereskia aculeata Mill. (CACTACEAE)
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/212083 |
Resumo: | Cactaceae é um grupo endêmico do continente americano e adaptado a ambientes áridos e semiáridos, porém pode ocorrer em diversas formações naturais devido à sua variada diversidade morfológica. Tal diversidade morfológica se reflete em diferentes estratégias reprodutivas e de atração dos polinizadores. Cereus hildmannianus K. Schum. e Pereskia aculeata Mill. são os representantes mais comuns de suas respectivas tribos na flora do Rio Grande do Sul. Ambas as espécies apresentam potencial econômico subestimado, podendo ser facilmente cultivadas já que possuem propriedades alimentícias, medicinais e ornamentais. O cultivo de espécies nativas da flora requer um maior entendimento das estratégias reprodutivas e interações interespecíficas de polinização nas quais estas plantas estão envolvidas. Cereus hildmannianus é um cacto colunar de hábito arborescente que possui antese noturna e é dependente da polinização exclusiva de mariposas da família Sphingidae, que promovem a xenogamia, sendo praticamente autoincompatível. Testes de germinação mostraram que as sementes de Cereus hildmannianus têm como temperatura ótima de germinação 25° C, na qual demonstra maior índice de germinabilidade e menor sincronia. Já Pereskia aculeta é uma espécie cedodivergente dentro de Cactaceae, apresentando a morfologia e a fisiologia de caráter plesiomórfico. As flores são diurnas e a espécie é autocompatível, apresentando algum grau de incompatibilidade xenogâmica entre morfotipos diferentes. É polinizador-dependente e atrai majoritariamente abelhas nativas da tribo Meliponini, podendo também ser polinizada por outros grupos de abelhas, coleópteros e vespas que se alimentam ou coletam o pólen, evidenciando uma especialização ecológica. |
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Becker, RafaelSinger, Rodrigo BustosSinger, Rosana Farias2020-07-18T03:48:16Z2020http://hdl.handle.net/10183/212083001115822Cactaceae é um grupo endêmico do continente americano e adaptado a ambientes áridos e semiáridos, porém pode ocorrer em diversas formações naturais devido à sua variada diversidade morfológica. Tal diversidade morfológica se reflete em diferentes estratégias reprodutivas e de atração dos polinizadores. Cereus hildmannianus K. Schum. e Pereskia aculeata Mill. são os representantes mais comuns de suas respectivas tribos na flora do Rio Grande do Sul. Ambas as espécies apresentam potencial econômico subestimado, podendo ser facilmente cultivadas já que possuem propriedades alimentícias, medicinais e ornamentais. O cultivo de espécies nativas da flora requer um maior entendimento das estratégias reprodutivas e interações interespecíficas de polinização nas quais estas plantas estão envolvidas. Cereus hildmannianus é um cacto colunar de hábito arborescente que possui antese noturna e é dependente da polinização exclusiva de mariposas da família Sphingidae, que promovem a xenogamia, sendo praticamente autoincompatível. Testes de germinação mostraram que as sementes de Cereus hildmannianus têm como temperatura ótima de germinação 25° C, na qual demonstra maior índice de germinabilidade e menor sincronia. Já Pereskia aculeta é uma espécie cedodivergente dentro de Cactaceae, apresentando a morfologia e a fisiologia de caráter plesiomórfico. As flores são diurnas e a espécie é autocompatível, apresentando algum grau de incompatibilidade xenogâmica entre morfotipos diferentes. É polinizador-dependente e atrai majoritariamente abelhas nativas da tribo Meliponini, podendo também ser polinizada por outros grupos de abelhas, coleópteros e vespas que se alimentam ou coletam o pólen, evidenciando uma especialização ecológica.Cactaceae is an American endemic plant group adapted to arid and semiarid conditions, but also can occurs in others natural formations due its morphologic diversity. This morphologic diversity reflects in differents breeding strategies and pollinators attraction. Cereus hildmannianus K. Schum. and Pereskia aculeata Mill. are the only representatives species of their respective tribes in Rio Grande do Sul flora. Both species show an understimated economic potential and can be easily cultivated since they have nutritional and medicinal properties. The cultivation of native species requires a better understanding of breeding strategies and interspecific interactions with pollinators in which this plants are involved. Cereus hildmannianus is a tree-like columnar cactus with nocturnal anthesis and depends exclusivily hawkmoth pollination, that promote cross-pollination, being predominantly self-incompatible. Germination tests shows C. hildmannianus seeds have optimum temperature at 25° C, which germinability index is higher and synchronization is lower. And Pereskia aculeata is a early divergent species in Cactaceae, showing morphologicaly and physiologicaly plesiomorphic features. Its flowers have diurnal anthesis and are self-compatible, but showing partially xenogamic incompatibility between differents morfotypes. It is pollinator-dependent and attracts mainly Meliponini tribe native bees, but also can be pollinated by another bee groups, as well as beetles and wasps that feed or collect pollen, evidencing a ecologic specialization.application/pdfengCactaceaePolinizaçãoSistema reprodutorCereus hildmannianusPereska aculeataPollinationBreeding systemPolinização e biologia reprodutiva em Cereus hildmannianus K. Schum. E Pereskia aculeata Mill. (CACTACEAE)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em BotânicaPorto Alegre, BR-RS2020mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001115822.pdf.txt001115822.pdf.txtExtracted Texttext/plain140006http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/212083/2/001115822.pdf.txt30f1508fc562b645fd3e663b65562173MD52ORIGINAL001115822.pdfTexto completoapplication/pdf1721333http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/212083/1/001115822.pdfd8c6bc17fd711355175af1802597e250MD5110183/2120832023-09-03 03:42:21.27122oai:www.lume.ufrgs.br:10183/212083Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532023-09-03T06:42:21Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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Cactaceae é um grupo endêmico do continente americano e adaptado a ambientes áridos e semiáridos, porém pode ocorrer em diversas formações naturais devido à sua variada diversidade morfológica. Tal diversidade morfológica se reflete em diferentes estratégias reprodutivas e de atração dos polinizadores. Cereus hildmannianus K. Schum. e Pereskia aculeata Mill. são os representantes mais comuns de suas respectivas tribos na flora do Rio Grande do Sul. Ambas as espécies apresentam potencial econômico subestimado, podendo ser facilmente cultivadas já que possuem propriedades alimentícias, medicinais e ornamentais. O cultivo de espécies nativas da flora requer um maior entendimento das estratégias reprodutivas e interações interespecíficas de polinização nas quais estas plantas estão envolvidas. Cereus hildmannianus é um cacto colunar de hábito arborescente que possui antese noturna e é dependente da polinização exclusiva de mariposas da família Sphingidae, que promovem a xenogamia, sendo praticamente autoincompatível. Testes de germinação mostraram que as sementes de Cereus hildmannianus têm como temperatura ótima de germinação 25° C, na qual demonstra maior índice de germinabilidade e menor sincronia. Já Pereskia aculeta é uma espécie cedodivergente dentro de Cactaceae, apresentando a morfologia e a fisiologia de caráter plesiomórfico. As flores são diurnas e a espécie é autocompatível, apresentando algum grau de incompatibilidade xenogâmica entre morfotipos diferentes. É polinizador-dependente e atrai majoritariamente abelhas nativas da tribo Meliponini, podendo também ser polinizada por outros grupos de abelhas, coleópteros e vespas que se alimentam ou coletam o pólen, evidenciando uma especialização ecológica. |
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