Desova esporádica de tartarugas marinhas no sul subtropical do Brasil : seria esta região uma área de desova bioclimaticamente adequada para tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta)?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Cutrim, Daniel Oliveira
Orientador(a): Martins, Márcio Borges
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/302853
Resumo: Foram compiladas evidências de desova de tartarugas marinhas na costa sul do Brasil, obtidas ao longo de quase 30 anos de estudos, com estudo focado na tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta). Foram comparadas áreas de nidificação na costa do Brasil e do mundo para entender a probabilidade com que a ecorregião marinha da Southern Subtropical Shelf (SSS) possa estar dentro da área de adequação ambiental para nidificação da espécie. Avaliou-se como o nicho bioclimático da tartaruga-cabeçuda se comporta em nível global, testando se há ou não evidências de divergência de nicho em diferentes regiões, a fim de melhor estimar a potencial adequação da SSS. Há evidências de que as áreas de desova de tartaruga-cabeçuda podem estar em desequilíbrio bioclimático, por razões comportamentais e biogeográficas. Ao mesmo tempo, já foi sugerido que as mudanças climáticas projetadas para as próximas décadas podem afetar o sucesso reprodutivo nas áreas de desova em regiões de clima tropical, mesmo com possíveis ajustes fenológicos na reprodução. Assim, é importante entender a importância que novas áreas aptas podem ter para a espécie. O Niche Equivalent Test (NOT) e o Niche Divergence Test (NDT) foram realizados utilizando a linguagem R através do pacote Humboldt, além de modelos de nicho baseados no algoritmo de máxima entropia (MAXENT). Como resultado, verificou-se que as praias de desova de tartaruga-cabeçuda ocupam apenas uma fração do nicho bioclimático disponível em áreas costeiras tropicais e subtropicais do mundo, apresentando evidências de desequilíbrio bioclimático. A Southern Subtropical Shelf (SSS) parece apresentar uma adequação bioclimática para desova equivalente aos valores mais baixos observados em praias regulares no Brasil, mas superiores a muitas praias ao redor do mundo.
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