Efeitos da suplementação de sal na profilaxia da síncope vasovagal : ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Kuhmmer, Regina
Orientador(a): Zimerman, Leandro Ioschpe
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/17367
Resumo: Introdução: Síncope e sintomas ortostáticos são comuns em pessoas saudáveis. A suplementação de sal é utilizada em pacientes com melhora na resposta pressora e aumento da tolerância ortostática. Nós testamos à hipótese de que uma suplementação de sal aumentaria a tolerância ortostática em voluntários saudáveis. Métodos e Resultados: Vinte voluntários saudáveis (13 do sexo feminino, idade 29 ± 5,6 anos), sem história de síncope, foram submetidos ao teste inclinação ortostática, em um ângulo de 70 graus, por 35 minutos ou até que sintomas de pré-síncope ou síncope fossem observados. Foram randomizados e cruzados para receber 6g de sal em um dos exames e placebo no outro, 3 horas antes, em um protocolo duplo-cego. Para avaliar para-efeitos, foram avaliados índices clínicos e laboratoriais. A ingestão de sal melhorou a tolerância ortostática em 11 de 12 voluntários (55%) que apresentaram présincope ou síncope (variação de 1 a 6 minutos). O tempo com a suplementação de sal foi de 33,35 ± 4,1 minutos e com placebo 31,95 ± 4,4 minutos (média ± DP; p = 0,009), a tolerância ortostática diferiu em 1,4 ± 2,09 minutos (IC 95%, 0,42 - 2,37 minutos). A pressão arterial sistólica, a diastólica e a freqüência cardíaca na posição supina não alteraram de forma significativa. No entanto, a pressão arterial sistólica e a diastólica (120,85 ± 30,9 e 78,75 ± 20,6 mmHg) mantiveram-se mais elevadas ao término do exame com a suplementação de sal quando comparadas com o placebo (99,2 ± 29,8 e 64 ± 21 mmHg; p = 0,006 e p = 0,007, respectivamente). Conclusão: A suplementação de sal parece melhorar a tolerância ortostática em voluntários saudáveis, sem alterar as variáveis clínicas em repouso.
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spelling Kuhmmer, ReginaZimerman, Leandro Ioschpe2009-09-29T04:17:41Z2007http://hdl.handle.net/10183/17367000715404Introdução: Síncope e sintomas ortostáticos são comuns em pessoas saudáveis. A suplementação de sal é utilizada em pacientes com melhora na resposta pressora e aumento da tolerância ortostática. Nós testamos à hipótese de que uma suplementação de sal aumentaria a tolerância ortostática em voluntários saudáveis. Métodos e Resultados: Vinte voluntários saudáveis (13 do sexo feminino, idade 29 ± 5,6 anos), sem história de síncope, foram submetidos ao teste inclinação ortostática, em um ângulo de 70 graus, por 35 minutos ou até que sintomas de pré-síncope ou síncope fossem observados. Foram randomizados e cruzados para receber 6g de sal em um dos exames e placebo no outro, 3 horas antes, em um protocolo duplo-cego. Para avaliar para-efeitos, foram avaliados índices clínicos e laboratoriais. A ingestão de sal melhorou a tolerância ortostática em 11 de 12 voluntários (55%) que apresentaram présincope ou síncope (variação de 1 a 6 minutos). O tempo com a suplementação de sal foi de 33,35 ± 4,1 minutos e com placebo 31,95 ± 4,4 minutos (média ± DP; p = 0,009), a tolerância ortostática diferiu em 1,4 ± 2,09 minutos (IC 95%, 0,42 - 2,37 minutos). A pressão arterial sistólica, a diastólica e a freqüência cardíaca na posição supina não alteraram de forma significativa. No entanto, a pressão arterial sistólica e a diastólica (120,85 ± 30,9 e 78,75 ± 20,6 mmHg) mantiveram-se mais elevadas ao término do exame com a suplementação de sal quando comparadas com o placebo (99,2 ± 29,8 e 64 ± 21 mmHg; p = 0,006 e p = 0,007, respectivamente). Conclusão: A suplementação de sal parece melhorar a tolerância ortostática em voluntários saudáveis, sem alterar as variáveis clínicas em repouso.Background: Orthostatic symptoms and syncope are common in healthy subjects. Salt supplementation can be used in patients showing improvement in the pressor response and increase in the orthostatic tolerance. We tested the hypothesis that single salt supplementation increases the orthostatic tolerance in healthy subjects. Methods e Results: Twenty healthy volunteers (13 females, 29.05 ± 5.57 years old), without syncope history, were submitted to head-up tilt test, at an angle of 70 degrees, for 35 minutes or until presyncope or syncope were observed. They were randomized and crossover to receive 6g of salt in one of the exams and placebo in the other, 3 hours before, in a double-blind protocol. To evaluate for side effects, there were evaluate clinical and laboratorial indexes. Ingestion of salt improved orthostatic tolerance in 11 out of 12 volunteers who presented presyncope or syncope (variation from 1 to 6 minutes). The time with salt supplementation was of 33.35 ± 4.1 minutes and with placebo it was of 31.95 ± 4.4 minutes (mean ± SD; p = 0.009), orthostatic tolerance differed in 1.4 ± 2.09 minutes (95% CI, 0.42 - 2.37 minutes). Systolic and diastolic blood pressure and heart rate in the supine position did not change significantly with salt or with the placebo. However, Systolic and diastolic blood pressure with salt supplementation (120.85 ± 30.9 mmHg and 78.75 ± 20.6 mmHg) were higher at the end of the exam when compared to placebo (99.2 ± 29.8 and 64 ± 21 mmHg; p = 0.006 and p = 0.007, respectively). Conclusion: Salt supplementation seems to improve orthostatic tolerance in healthy volunteers without changing clinical variables at rest.application/pdfporSíncope vasovagalCloreto de sódioPressão arterialTeste da mesa inclinadaHipotensão ortostáticaSyncopeOrthostatic toleranceSaltHead-up tilt testBlood pressureEfeitos da suplementação de sal na profilaxia da síncope vasovagal : ensaio clínico randomizadoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências CardiovascularesPorto Alegre, BR-RS2007mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000715404.pdf000715404.pdfTexto completoapplication/pdf402217http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17367/1/000715404.pdf1d249c2b21dfd9d3b09009b8397ca2b0MD51TEXT000715404.pdf.txt000715404.pdf.txtExtracted Texttext/plain93280http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17367/2/000715404.pdf.txt1d80fcab98afeec35354082119a1fc95MD52THUMBNAIL000715404.pdf.jpg000715404.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1224http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17367/3/000715404.pdf.jpgf01e6a53740adf4f2f013babfbf67da3MD5310183/173672018-10-09 08:07:56.95oai:www.lume.ufrgs.br:10183/17367Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-09T11:07:56Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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