Analysis of the mean transverse momentum as a function of charged-particle multiplicity in proton-lead collisions at 5.02 TeV and 8.16 TeV using the CMS detector at the LHC
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Instituição de defesa: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302479 |
Resumo: | Colisões de íons pesados ultrarrelativísticas criam um volume substancial de um estado desconfinado de matéria de curta duração conhecido como plasma de quarks e glúons (QGP). Além disso, experimentos realizados no Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) e no Large Hadron Collider (LHC) demonstraram que o QGP produzido em colisões de íons pesados de alta energia se comporta como um fluido quase perfeito fortemente acoplado. O comportamento coletivo em sistemas de colisão pode ser estudado por meio da análise da correlação entre o momento transversal médio <pT> e a multiplicidade de partículas carregadas Nch. Ademais, o quadrado da velocidade do som c 2 s , uma quantidade termodinâmica de grande interesse que indica como um sistema responde a variações na densidade de energia, pode ser calculado em termos desses observáveis. Apesar das extensas evidências experimentais acumuladas nos últimos anos para a produção de QGP em sistemas de colisão como ouro–ouro (AuAu) e chumbo–chumbo (PbPb), a formação desse meio em colisões de sistemas menores, como próton–chumbo (pPb), permanece uma questão em aberto. Nos últimos anos, observações experimentais em colisões pPb revelaram assinaturas semelhantes de dinâmica coletiva, levantando a questão sobre o surgimento do QGP em sistemas pequenos. Este trabalho apresenta um estudo da correlação entre o momento transversal médio das partículas carregadas <pT>e a multiplicidade de partículas carregadas Nch em colisões pPb a energias no centro de massa por par de núcleons de 5.02 TeV e 8.16 TeV, detectadas pelo experimento CMS no LHC. A análise dessa correlação em duas energias de colisão distintas permite a estimativa de c 2 s em sistemas pPb, desde que se defina uma temperatura efetiva Teff para o sistema com base no momento transversal médio. Dessa forma, o quadrado da velocidade do som é calculado para o sistema criado em colisões pPb como função da temperatura a Dessa forma, o quadrado da velocidade do som é calculado para o sistema criado em colisões pPb como função da temperatura efetiva. Os resultados para c 2 s (Teff) são comparados com modelos não coletivos e hidrodinâmicos, com o objetivo de investigar o possível surgimento de um comportamento semelhante ao de um meio em sistemas pPb. Os resultados obtidos para c 2 s mostram-se aproximadamente compatíveis com cálculos de QCD na rede (lattice QCD), apresentando um aumento consistente do valor extraído de c 2 s com Teff, embora sejam sistematicamente superiores aos valores previstos pelo modelo hidrodinâmico. Em contraste, comparações com modelos que não incorporam efeitos de meio em colisões pPb apresentam um acordo muito pobre com os dados. Cortes cinemáticos no momento transversal pT e na pseudorapidez η também são aplicados com o objetivo de estudar a robustez da metodologia e investigar diferentes regiões da produção de partículas. |
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Carvalho, Lucas Doria deBernardes, César Augusto2026-03-24T07:57:40Z2026http://hdl.handle.net/10183/302479001302210Colisões de íons pesados ultrarrelativísticas criam um volume substancial de um estado desconfinado de matéria de curta duração conhecido como plasma de quarks e glúons (QGP). Além disso, experimentos realizados no Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) e no Large Hadron Collider (LHC) demonstraram que o QGP produzido em colisões de íons pesados de alta energia se comporta como um fluido quase perfeito fortemente acoplado. O comportamento coletivo em sistemas de colisão pode ser estudado por meio da análise da correlação entre o momento transversal médio <pT> e a multiplicidade de partículas carregadas Nch. Ademais, o quadrado da velocidade do som c 2 s , uma quantidade termodinâmica de grande interesse que indica como um sistema responde a variações na densidade de energia, pode ser calculado em termos desses observáveis. Apesar das extensas evidências experimentais acumuladas nos últimos anos para a produção de QGP em sistemas de colisão como ouro–ouro (AuAu) e chumbo–chumbo (PbPb), a formação desse meio em colisões de sistemas menores, como próton–chumbo (pPb), permanece uma questão em aberto. Nos últimos anos, observações experimentais em colisões pPb revelaram assinaturas semelhantes de dinâmica coletiva, levantando a questão sobre o surgimento do QGP em sistemas pequenos. Este trabalho apresenta um estudo da correlação entre o momento transversal médio das partículas carregadas <pT>e a multiplicidade de partículas carregadas Nch em colisões pPb a energias no centro de massa por par de núcleons de 5.02 TeV e 8.16 TeV, detectadas pelo experimento CMS no LHC. A análise dessa correlação em duas energias de colisão distintas permite a estimativa de c 2 s em sistemas pPb, desde que se defina uma temperatura efetiva Teff para o sistema com base no momento transversal médio. Dessa forma, o quadrado da velocidade do som é calculado para o sistema criado em colisões pPb como função da temperatura a Dessa forma, o quadrado da velocidade do som é calculado para o sistema criado em colisões pPb como função da temperatura efetiva. Os resultados para c 2 s (Teff) são comparados com modelos não coletivos e hidrodinâmicos, com o objetivo de investigar o possível surgimento de um comportamento semelhante ao de um meio em sistemas pPb. Os resultados obtidos para c 2 s mostram-se aproximadamente compatíveis com cálculos de QCD na rede (lattice QCD), apresentando um aumento consistente do valor extraído de c 2 s com Teff, embora sejam sistematicamente superiores aos valores previstos pelo modelo hidrodinâmico. Em contraste, comparações com modelos que não incorporam efeitos de meio em colisões pPb apresentam um acordo muito pobre com os dados. Cortes cinemáticos no momento transversal pT e na pseudorapidez η também são aplicados com o objetivo de estudar a robustez da metodologia e investigar diferentes regiões da produção de partículas.Ultrarelativistic heavy-ion collisions create a substantial volume of a short-lived deconfined state of matter known as quark-gluon plasma (QGP). Furthermore, experiments carried by the Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) and Large Hadron Collider (LHC) have shown that the QGP produced in high-energy heavy-ion collisions behaves like a strongly coupled almost perfect fluid. Collective behaviour in collision systems can be studied by analyzing the correlation between the mean transverse momentum ⟨pT⟩ and chargedparticle multiplicity Nch. The speed of sound squared c 2 s , an interesting thermodynamic quantity which indicates how a system responds to variations in energy density, can be calculated in terms of these direct observables. Despite the extensive experimental evidence gathered over the last years for the production of QGP in colliding systems such as gold-gold (AuAu) and lead-lead (PbPb), the formation of such a medium in the collision of smaller systems such as proton-lead (pPb) remains an open question. In recent years, experimental observations in pPb collisions have revealed similar signatures of collective dynamics, ultimately raising the question about the emergence of QGP matter in so called small systems. This work presents a study of the correlation between the mean transverse momentum of charged particles ⟨pT⟩ and the charged-particle multiplicity Nch in pPb collisions at center-of-mass energies of 5.02 TeV and 8.16 TeV, detected by the CMS experiment at the LHC. The analysis of this correlation at two different collision energies allows for the calculation of c 2 s in pPb systems if one defines an effective temperature Teff based on the mean transverse momentum. Thus, the speed-of-sound squared is calculated for the system created in pPb collisions as a function of this effective temperature. The results for c 2 s (Teff) are compared with non-collective and hydrodynamic models, in order to study the possible emergence of medium-like behaviour in pPb systems. The results for c 2 s are found to be approximately compatible with lattice QCD calculations, showing consistent increase of the extracted c 2 s with Teff, but are consistently higher than those predicted by the hydrodynamic model. However, comparisons with models that do not incorporate medium effects in pPb collisions show a very poor agreement with data. Kinematic cuts in transverse momentum pT and pseudorapidity η are also applied as to study the robustness of the methodology and to study different regions of particle production.application/pdfporColisao de ions pesadosAnálise de dadosPlasma de quarks e gluonsHeavy-ion collisionsData analysisQuark–gluon plasmaAnalysis of the mean transverse momentum as a function of charged-particle multiplicity in proton-lead collisions at 5.02 TeV and 8.16 TeV using the CMS detector at the LHCinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de FísicaPrograma de Pós-Graduação em FísicaPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001302210.pdf.txt001302210.pdf.txtExtracted Texttext/plain124362http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302479/2/001302210.pdf.txt17ba07728a804059333bf2911b76f87bMD52ORIGINAL001302210.pdfTexto completo (inglês)application/pdf4818614http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302479/1/001302210.pdf44432dd4a42a503c51109d55a86c363dMD5110183/3024792026-04-04 07:59:14.056275oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302479Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-04-04T10:59:14Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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Analysis of the mean transverse momentum as a function of charged-particle multiplicity in proton-lead collisions at 5.02 TeV and 8.16 TeV using the CMS detector at the LHC Carvalho, Lucas Doria de Colisao de ions pesados Análise de dados Plasma de quarks e gluons Heavy-ion collisions Data analysis Quark–gluon plasma |
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