Os efeitos da prostaglandina E1 e da n-acetilcisteína na preservação hepática durante a fase de isquemia fria usando a solução UW : estudo experimental em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Louzada, Alessandro Delgado
Orientador(a): Zanotelli, Maria Lucia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/11429
Resumo: Introdução: Para realizar-se transplante de órgãos, é necessário que se preserve o enxerto durante a fase de isquemia fria. Entretanto, as soluções de preservação atuais não apresentam capacidade de oxigenar o tecido, o que causa, inevitavelmente, lesão celular. Em vista disso, busca-se associar substâncias antiinflamatórias, vasodilatadoras e antioxidantes à solução de preservação, tentando, assim, melhorar a qualidade da preservação hepática durante a fase de isquemia fria. Animais e métodos: Realizou-se a hepatectomia do doador em 36 ratos Wistar, divididos em 3 grupos de 12 animais. Os fígados desses ratos foram perfundidos e preservados durante 36 horas. No grupo 1, considerado grupo controle, foi utilizada a Solução da Universidade de Wisconsin (UW); o grupo 2 teve a UW acrescida de prostaglandina E1; o grupo 3 teve a UW acrescida de N-acetilcisteína. Realizaram-se biópsias hepáticas e coletaramse amostras da solução de preservação nos tempos de 12, 24 e 36 horas. Resultados: O estudo bioquímico da solução de preservação demonstrou que os níveis de transaminases se elevam com o passar do tempo, mas isso ocorreu em menor nível quando a UW foi acrescida de N-acetilcisteína. A análise histopatológica das lâminas das biópsias revelaram um infiltrado inflamatório portal menor quando a UW foi acrescida de prostaglandina E1. Conclusão: Assim, entendemos que a prostaglandina E1, considerada um potente antiinflamatório e vasodilatador, e a N-acetilcisteína, tida como um excelente antioxidante, acarretam efeito protetor ao enxerto hepático quando associadas à solução de preservação.
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spelling Louzada, Alessandro DelgadoZanotelli, Maria Lucia2007-12-29T05:11:13Z2007http://hdl.handle.net/10183/11429000615570Introdução: Para realizar-se transplante de órgãos, é necessário que se preserve o enxerto durante a fase de isquemia fria. Entretanto, as soluções de preservação atuais não apresentam capacidade de oxigenar o tecido, o que causa, inevitavelmente, lesão celular. Em vista disso, busca-se associar substâncias antiinflamatórias, vasodilatadoras e antioxidantes à solução de preservação, tentando, assim, melhorar a qualidade da preservação hepática durante a fase de isquemia fria. Animais e métodos: Realizou-se a hepatectomia do doador em 36 ratos Wistar, divididos em 3 grupos de 12 animais. Os fígados desses ratos foram perfundidos e preservados durante 36 horas. No grupo 1, considerado grupo controle, foi utilizada a Solução da Universidade de Wisconsin (UW); o grupo 2 teve a UW acrescida de prostaglandina E1; o grupo 3 teve a UW acrescida de N-acetilcisteína. Realizaram-se biópsias hepáticas e coletaramse amostras da solução de preservação nos tempos de 12, 24 e 36 horas. Resultados: O estudo bioquímico da solução de preservação demonstrou que os níveis de transaminases se elevam com o passar do tempo, mas isso ocorreu em menor nível quando a UW foi acrescida de N-acetilcisteína. A análise histopatológica das lâminas das biópsias revelaram um infiltrado inflamatório portal menor quando a UW foi acrescida de prostaglandina E1. Conclusão: Assim, entendemos que a prostaglandina E1, considerada um potente antiinflamatório e vasodilatador, e a N-acetilcisteína, tida como um excelente antioxidante, acarretam efeito protetor ao enxerto hepático quando associadas à solução de preservação.Introduction: In order to transplant an organ, it is necessary to preserve the graft during the cold ischemia period. The current preservation solutions are not able to oxygenate the tissue, which inevitably causes cell damage. We intend to associate non-inflammatory, vessel dilating and non-oxidative substances to the preservation solution to try to improve the quality of the liver preservation during the cold ischemia.Animals and methods: We performed the donor’s hepatectomy in 36 Wistar mice divided into 3 groups of 12 mice. The animals’ livers were perfused and preserved for 36 hours. In group 1, the control group, University of Wisconsin solution (UW) was used. In group 2, the UW was used together with prostaglandin 1 (0.5mcg/ml) and in group 3 UW was used together with N-acetylcysteine (0.3mg/ml). Hepatic biopsies were carried out, and samples of the preservation solution were collected in the preservation periods of 12, 24 and 36 hours. Results: The biochemical study of the preservation solution showed that the levels of transaminases increase over time, but this occurred less when UW was added to N-acetylcysteine (p>0,05). The hystopathological analysis of the biopsies showed a smaller portal inflammatory injury when UW was added to prostaglandin E1 (p<0,05). Conclusion: We therefore understand that prostaglandin E1, which is considered to be powerful non-inflammatory and vessel dilator, and Nacetylcysteine, which is an excellent non-oxidative substance, have a protective effect on the liver graft when associated with the preservation solution.application/pdfporTransplante de fígadoIsquemia friaSoluções para preservação de órgãosRatosModelos animais de doençasProstaglandin E1N-acetylcysteineLiver transplantationPreservation solutionOs efeitos da prostaglandina E1 e da n-acetilcisteína na preservação hepática durante a fase de isquemia fria usando a solução UW : estudo experimental em ratosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Medicina: CirurgiaPorto Alegre, BR-RS2007mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000615570.pdf000615570.pdfTexto completoapplication/pdf683808http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/11429/1/000615570.pdf10548cc20811a702e9907f4be85e8f2dMD51TEXT000615570.pdf.txt000615570.pdf.txtExtracted Texttext/plain112102http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/11429/2/000615570.pdf.txtadbbdb30ffba80e553d711d83a792c7fMD52THUMBNAIL000615570.pdf.jpg000615570.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1216http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/11429/3/000615570.pdf.jpgcc38360e32a7c74378983cc8ee058731MD5310183/114292018-10-15 08:53:21.533oai:www.lume.ufrgs.br:10183/11429Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-15T11:53:21Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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