Escola e emancipação : o curriculo como espaço-tempo emancipador
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/8690 |
Resumo: | O propósito deste estudo foi identificar em que medida a escola pública, em um contexto de crise da modernidade, pode ser considerada como um espaço de emancipação social. Para tanto procuramos, em um universo empírico de 3 (três) escolas públicas, localizadas em áreas de periferia em 3 (três) regiões distintas do Estado do Rio Grande do Sul, as manifestações do potencial emancipatório do currículo escolar. Inicialmente procuramos situar o debate em torno das características e dos desdobramentos da relação entre sociedade, educação e currículo enfatizando o contexto brasileiro e sublinhando no mesmo a importância da escola. A articulação entre educação e emancipação está, na seqüência, ainda que provisoriamente, embasada numa idéia preliminar de ‘ser sujeito’ que deve, seguramente, acompanhar o corpo desta tese em sua versão final. A seguir, procuramos dar conta da tarefa de caracterizar e analisar, minimamente, a realidade na qual realizamos este estudo. O conjunto de dados foi recolhido junto à realidade escolar a partir do contato com documentos que retratam o cotidiano escolar (Projetos político-pedagógicos, Atas de reuniões, Regimentos, Estatutos), por meio de observações e através de entrevistas. Foram ao todo 53 (cinqüenta e três) depoimentos, além de diálogos informais, que procuraram anotar como os atores, quais sejam, professoras, alunos e pais e/ou mães, percebem a escola e a educação. Paralelamente, buscamos informações junto às Prefeituras Municipais de modo a ter acesso aos instrumentos legais e formais que orientam a educação municipal. Na análise que efetivamos das escolas destacamos como é concebida e vivenciada cada proposta pedagógica, o que caracteriza a gestão da escola, a função da escola, a concepção e materialização do currículo escolar ou organização do trabalho pedagógico, as concepções e procedimentos relativos à avaliação dos alunos, as relações sociais na escola e a relação de cada uma com a instituição mantenedora. De outra parte, conferimos um espaço singular onde consideramos os obstáculos e as potencialidades do trabalho docente. A partir destas categorias procuramos identificar em que medida as tensões vividas e equacionadas no processo de ensino reforçam a reprodução de relações sociais sistêmicas ou constituem sinais, efetivos e potenciais, de um currículo emancipatório. Por outro lado, destacamos em nossa análise que esta tensão é resultado da inobservância do sucesso escolar a partir de outros critérios de valor para além da hegemonia dos critérios cognitivos. Isto é, sustentamos que um currículo emancipatório é resultado da construção de um equilíbrio entre as esferas cognitiva, política e estética de modo que na formação escolar os alunos não sejam considerados apenas pelo que sabem mas, também, se sabem quem são e do que precisam para melhorar sua condição objetiva e subjetiva de vida. Neste sentido, a emancipação deve ser pensada não somente como formas de resistência a realidades sociais adversas, mas sobretudo, como contextos de proteção e de socialização dos quais podem emergir relações e práticas sociais alternativas à dinâmica societária em curso. Neste auditório, a escola publica pode ter sua importância, senão reforçada, ao menos revigorada. |
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Virginio, Alexandre SilvaNeves, Clarissa Eckert Baeta2007-06-06T19:18:16Z2006http://hdl.handle.net/10183/8690000586536O propósito deste estudo foi identificar em que medida a escola pública, em um contexto de crise da modernidade, pode ser considerada como um espaço de emancipação social. Para tanto procuramos, em um universo empírico de 3 (três) escolas públicas, localizadas em áreas de periferia em 3 (três) regiões distintas do Estado do Rio Grande do Sul, as manifestações do potencial emancipatório do currículo escolar. Inicialmente procuramos situar o debate em torno das características e dos desdobramentos da relação entre sociedade, educação e currículo enfatizando o contexto brasileiro e sublinhando no mesmo a importância da escola. A articulação entre educação e emancipação está, na seqüência, ainda que provisoriamente, embasada numa idéia preliminar de ‘ser sujeito’ que deve, seguramente, acompanhar o corpo desta tese em sua versão final. A seguir, procuramos dar conta da tarefa de caracterizar e analisar, minimamente, a realidade na qual realizamos este estudo. O conjunto de dados foi recolhido junto à realidade escolar a partir do contato com documentos que retratam o cotidiano escolar (Projetos político-pedagógicos, Atas de reuniões, Regimentos, Estatutos), por meio de observações e através de entrevistas. Foram ao todo 53 (cinqüenta e três) depoimentos, além de diálogos informais, que procuraram anotar como os atores, quais sejam, professoras, alunos e pais e/ou mães, percebem a escola e a educação. Paralelamente, buscamos informações junto às Prefeituras Municipais de modo a ter acesso aos instrumentos legais e formais que orientam a educação municipal. Na análise que efetivamos das escolas destacamos como é concebida e vivenciada cada proposta pedagógica, o que caracteriza a gestão da escola, a função da escola, a concepção e materialização do currículo escolar ou organização do trabalho pedagógico, as concepções e procedimentos relativos à avaliação dos alunos, as relações sociais na escola e a relação de cada uma com a instituição mantenedora. De outra parte, conferimos um espaço singular onde consideramos os obstáculos e as potencialidades do trabalho docente. A partir destas categorias procuramos identificar em que medida as tensões vividas e equacionadas no processo de ensino reforçam a reprodução de relações sociais sistêmicas ou constituem sinais, efetivos e potenciais, de um currículo emancipatório. Por outro lado, destacamos em nossa análise que esta tensão é resultado da inobservância do sucesso escolar a partir de outros critérios de valor para além da hegemonia dos critérios cognitivos. Isto é, sustentamos que um currículo emancipatório é resultado da construção de um equilíbrio entre as esferas cognitiva, política e estética de modo que na formação escolar os alunos não sejam considerados apenas pelo que sabem mas, também, se sabem quem são e do que precisam para melhorar sua condição objetiva e subjetiva de vida. Neste sentido, a emancipação deve ser pensada não somente como formas de resistência a realidades sociais adversas, mas sobretudo, como contextos de proteção e de socialização dos quais podem emergir relações e práticas sociais alternativas à dinâmica societária em curso. Neste auditório, a escola publica pode ter sua importância, senão reforçada, ao menos revigorada.This study aims at identifying to what extent state schools, within the context of the contemporary crisis, may be regarded as a space of social emancipation. To such an effect, we sought potential emancipative manifestations in the school curriculum of three state schools located in the peripheral areas in three different regions in the State of Rio Grande do Sul. At first, we attempted to locate the work around characteristics and developments of the relationship between society, education and curriculum by emphasising the Brazilian context and underlining the importance of school. The articulation between education and emancipation is based on the preliminary idea of "being a subject", which will be qualified in the course of this dissertation. The data were collect by means of documents portraying school life (political-pedagogical projects, meeting minutes, regulations, statutes), observations, and interviews. There were 53 interviews, as well as informal dialogues attempting to note how players such as teachers, students and parents perceive school and education. In parallel, we looked for information with city governments so as to be able to access the legal and formal instruments guiding municipal education. In the analysis made about the schools, we highlighted how each pedagogical proposal is conceived and experienced; what characterises the management and role of school as well as the conception and materialisation of the school curriculum; the conceptions and proceedings related to evaluation; social relationships in school; and the relationship of each one with the funding institution. On the other hand, we have found a singular space to consider the obstacles and potentialities of teaching. Based on these categories, we identified how the tensions experienced and equated within the teaching process reinforce the reproduction of systemic social relationships or constitute real and potential signals of an emancipative curriculum. On the other hand, we highlighted that this tension results from lack of school success based on other value criteria beyond the hegemony of cognitive criteria. That is, we maintained that an emancipative curriculum results from building a balance between cognitive, political and aesthetical branches so as for students in school not to be seen only by what they know, but also by whether they know who they are and what they need to improve their objective and subjective standards of living. In this view, emancipation should be thought not only as a way to resist adverse social realities, but above all as protection and socialisation contexts from which alternative social relationships and practices may emerge in comparison to the current societal dynamics. In this auditorium, state schools may have their importance reinforced, or at least reinvigorated.application/pdfporEmancipação socialEscola públicaSociedadeCurrículo escolarSociologia da educaçãoSocietySchoolReproductionCurriculumEmancipationEscola e emancipação : o curriculo como espaço-tempo emancipadorinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em SociologiaPorto Alegre, BR-RS2006doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000586536.pdf000586536.pdfTexto completoapplication/pdf1653368http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8690/1/000586536.pdfbc102d03a73d8289d2be86feea78fc3dMD51TEXT000586536.pdf.txt000586536.pdf.txtExtracted Texttext/plain901633http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8690/2/000586536.pdf.txt5fbb067a95f5676c33279ded98a005aeMD52THUMBNAIL000586536.pdf.jpg000586536.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1092http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8690/3/000586536.pdf.jpg64f1743b174f44fe2ab4818a7c19dd3dMD5310183/86902018-10-19 10:57:03.111oai:www.lume.ufrgs.br:10183/8690Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-19T13:57:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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O propósito deste estudo foi identificar em que medida a escola pública, em um contexto de crise da modernidade, pode ser considerada como um espaço de emancipação social. Para tanto procuramos, em um universo empírico de 3 (três) escolas públicas, localizadas em áreas de periferia em 3 (três) regiões distintas do Estado do Rio Grande do Sul, as manifestações do potencial emancipatório do currículo escolar. Inicialmente procuramos situar o debate em torno das características e dos desdobramentos da relação entre sociedade, educação e currículo enfatizando o contexto brasileiro e sublinhando no mesmo a importância da escola. A articulação entre educação e emancipação está, na seqüência, ainda que provisoriamente, embasada numa idéia preliminar de ‘ser sujeito’ que deve, seguramente, acompanhar o corpo desta tese em sua versão final. A seguir, procuramos dar conta da tarefa de caracterizar e analisar, minimamente, a realidade na qual realizamos este estudo. O conjunto de dados foi recolhido junto à realidade escolar a partir do contato com documentos que retratam o cotidiano escolar (Projetos político-pedagógicos, Atas de reuniões, Regimentos, Estatutos), por meio de observações e através de entrevistas. Foram ao todo 53 (cinqüenta e três) depoimentos, além de diálogos informais, que procuraram anotar como os atores, quais sejam, professoras, alunos e pais e/ou mães, percebem a escola e a educação. Paralelamente, buscamos informações junto às Prefeituras Municipais de modo a ter acesso aos instrumentos legais e formais que orientam a educação municipal. Na análise que efetivamos das escolas destacamos como é concebida e vivenciada cada proposta pedagógica, o que caracteriza a gestão da escola, a função da escola, a concepção e materialização do currículo escolar ou organização do trabalho pedagógico, as concepções e procedimentos relativos à avaliação dos alunos, as relações sociais na escola e a relação de cada uma com a instituição mantenedora. De outra parte, conferimos um espaço singular onde consideramos os obstáculos e as potencialidades do trabalho docente. A partir destas categorias procuramos identificar em que medida as tensões vividas e equacionadas no processo de ensino reforçam a reprodução de relações sociais sistêmicas ou constituem sinais, efetivos e potenciais, de um currículo emancipatório. Por outro lado, destacamos em nossa análise que esta tensão é resultado da inobservância do sucesso escolar a partir de outros critérios de valor para além da hegemonia dos critérios cognitivos. Isto é, sustentamos que um currículo emancipatório é resultado da construção de um equilíbrio entre as esferas cognitiva, política e estética de modo que na formação escolar os alunos não sejam considerados apenas pelo que sabem mas, também, se sabem quem são e do que precisam para melhorar sua condição objetiva e subjetiva de vida. Neste sentido, a emancipação deve ser pensada não somente como formas de resistência a realidades sociais adversas, mas sobretudo, como contextos de proteção e de socialização dos quais podem emergir relações e práticas sociais alternativas à dinâmica societária em curso. Neste auditório, a escola publica pode ter sua importância, senão reforçada, ao menos revigorada. |
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