Exportação concluída — 

Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Missaggia, Bruna Oliveira
Orientador(a): Bortolini, Maria Cátira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/276240
Resumo: A presente tese investigou a relação entre genes e fenótipos adaptativos em humanos e outros primatas, por meio de dois estudos independentes, um de natureza macroevolutiva e o outro em escala microevolutiva. Ambos os trabalhos visam identificar a epistasia adaptativa, utilizando a metáfora da paisagem de aptidão para compreender os padrões observados nos "mapas genótipo-fenótipo adaptativos". O estudo microevolutivo partiu da "hipótese da vitamina D-folato", a qual propõe a radiação ultravioleta como a principal pressão seletiva para a coloração da pele humana. Segundo esta hipótese, não seria apenas por meio da variação na cor de pele que as populações se adaptam aos seus ambientes. Assim, a cor de pele diferente do esperado em nativos americanos não significa necessariamente que essas populações não estejam adaptadas aos seus ambientes. Tais diferenças poderiam ser atribuídas à complexidade da paisagem de aptidão em relação à radiação, o que envolve diferentes vias e a possível coadaptação de alelos entre elas. Ao testar a hipótese, identificamos redes de alelos em duas rotas genéticas relacionadas à adaptação ao ambiente de radiação — coloração da pele e metabolismo da vitamina D — em populações nativas americanas. As possíveis relações epistáticas que diferem entre grupos que vivem em condições ambientais diferentes podem ajudar a explicar a exceção do padrão de variação de cor nessas populações. O estudo macroevolutivo empregou técnicas de Inteligência Artificial para desenvolver o método ProteinPhenotypeInsights (ProPhIn). Este método enfoca a interpretabilidade e visa auxiliar biólogos evolutivos na compreensão das relações entre proteínas candidatas e fenótipos categóricos de interesse em espécies relacionadas. O ProPhIn tem dois objetivos principais: selecionar variações genéticas associadas ao fenótipo e interpretar os padrões gerais dessas variações em relação ao fenótipo e à relação entre as variações selecionadas e as espécies. Ao aplicar o ProPhIn aos dados de 64 espécies de primatas para genes candidatos do sistema oxitocinérgico, identificamos variações genéticas estatisticamente associadas aos fenótipos monogamia social, cuidado biparental e tamanho de ninhada. Além disso, pudemos visualizar os padrões de variação genética e formular hipóteses sobre a relação entre as espécies, as redes de atributos genéticos e os fenótipos na paisagem adaptativa.
id URGS_c34f4d00a52eb1f3a25725a83d3a97ae
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/276240
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Missaggia, Bruna OliveiraBortolini, Maria CátiraDorn, Márcio2024-07-12T06:09:42Z2024http://hdl.handle.net/10183/276240001205739A presente tese investigou a relação entre genes e fenótipos adaptativos em humanos e outros primatas, por meio de dois estudos independentes, um de natureza macroevolutiva e o outro em escala microevolutiva. Ambos os trabalhos visam identificar a epistasia adaptativa, utilizando a metáfora da paisagem de aptidão para compreender os padrões observados nos "mapas genótipo-fenótipo adaptativos". O estudo microevolutivo partiu da "hipótese da vitamina D-folato", a qual propõe a radiação ultravioleta como a principal pressão seletiva para a coloração da pele humana. Segundo esta hipótese, não seria apenas por meio da variação na cor de pele que as populações se adaptam aos seus ambientes. Assim, a cor de pele diferente do esperado em nativos americanos não significa necessariamente que essas populações não estejam adaptadas aos seus ambientes. Tais diferenças poderiam ser atribuídas à complexidade da paisagem de aptidão em relação à radiação, o que envolve diferentes vias e a possível coadaptação de alelos entre elas. Ao testar a hipótese, identificamos redes de alelos em duas rotas genéticas relacionadas à adaptação ao ambiente de radiação — coloração da pele e metabolismo da vitamina D — em populações nativas americanas. As possíveis relações epistáticas que diferem entre grupos que vivem em condições ambientais diferentes podem ajudar a explicar a exceção do padrão de variação de cor nessas populações. O estudo macroevolutivo empregou técnicas de Inteligência Artificial para desenvolver o método ProteinPhenotypeInsights (ProPhIn). Este método enfoca a interpretabilidade e visa auxiliar biólogos evolutivos na compreensão das relações entre proteínas candidatas e fenótipos categóricos de interesse em espécies relacionadas. O ProPhIn tem dois objetivos principais: selecionar variações genéticas associadas ao fenótipo e interpretar os padrões gerais dessas variações em relação ao fenótipo e à relação entre as variações selecionadas e as espécies. Ao aplicar o ProPhIn aos dados de 64 espécies de primatas para genes candidatos do sistema oxitocinérgico, identificamos variações genéticas estatisticamente associadas aos fenótipos monogamia social, cuidado biparental e tamanho de ninhada. Além disso, pudemos visualizar os padrões de variação genética e formular hipóteses sobre a relação entre as espécies, as redes de atributos genéticos e os fenótipos na paisagem adaptativa.The present thesis investigated the relationship between genes and adaptive phenotypes in humans and other primates through two independent studies, one of macroevolutionary nature and the other on a microevolutionary scale. Both endeavors aimed to identify adaptive epistasis, utilizing the fitness landscape metaphor to comprehend the patterns observed in adaptive genotype-phenotype maps. The microevolutionary study was grounded on the "vitamin D-folate hypothesis," proposing ultraviolet radiation as the primary selective pressure for human skin coloration. According to this hypothesis, population adaptation to environments cannot be solely explained by skin color variation. Thus, unexpected skin color in Native American populations does not necessarily indicate lack of adaptation to their environments. These differences could be attributed to the complexity of the fitness landscape concerning radiation, which entails considering different pathways of phenotypic adaptation and the potential co-adaptation of alleles among them. Testing this hypothesis, we identified allele networks in two genetic pathways related to radiation environment adaptation - skin coloration and vitamin D metabolism - in Native American populations. Epistatic relationships differing among groups living in different environmental conditions may help explain deviations from the color variation pattern in these populations. The macroevolutionary study employed Artificial Intelligence techniques to develop the ProteinPhenotypeInsights (ProPhIn) method. This method focuses on interpretability and aims to assist evolutionary biologists in understanding the relationships between candidate proteins and categorical phenotypes of interest in related species. ProPhIn has two primary objectives: selecting genetic variations associated with the phenotype and interpreting the general patterns of these variations concerning the phenotype and the relationship between the selected variations and the species. Applying ProPhIn to data from 64 primate species for candidate genes related to the oxytocinergic system, we identified genetic variations statistically associated with social monogamy, biparental care, and litter size phenotypes. Additionally, we visualized patterns of genetic variation and formulated hypotheses about the relationship between species, genetic attribute networks, and phenotypes in the adaptive landscape.application/pdfporEpistasia genéticaFenótipoEvoluçãoAdaptive epistasisGenome evolutionExplorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em Genética e Biologia MolecularPorto Alegre, BR-RS2024doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001205739.pdf.txt001205739.pdf.txtExtracted Texttext/plain60698http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/276240/2/001205739.pdf.txt6246e93d3ba81d65a69a05bc1c6f5cf6MD52ORIGINAL001205739.pdfTexto parcialapplication/pdf248720http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/276240/1/001205739.pdf85e2c32fe9e8b4ca49024ae0ae14bb56MD5110183/2762402024-07-13 06:42:33.466643oai:www.lume.ufrgs.br:10183/276240Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-07-13T09:42:33Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
title Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
spellingShingle Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
Missaggia, Bruna Oliveira
Epistasia genética
Fenótipo
Evolução
Adaptive epistasis
Genome evolution
title_short Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
title_full Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
title_fullStr Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
title_full_unstemmed Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
title_sort Explorando epistasia adaptativa em humanos e outros primatas
author Missaggia, Bruna Oliveira
author_facet Missaggia, Bruna Oliveira
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Missaggia, Bruna Oliveira
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Bortolini, Maria Cátira
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Dorn, Márcio
contributor_str_mv Bortolini, Maria Cátira
Dorn, Márcio
dc.subject.por.fl_str_mv Epistasia genética
Fenótipo
Evolução
topic Epistasia genética
Fenótipo
Evolução
Adaptive epistasis
Genome evolution
dc.subject.eng.fl_str_mv Adaptive epistasis
Genome evolution
description A presente tese investigou a relação entre genes e fenótipos adaptativos em humanos e outros primatas, por meio de dois estudos independentes, um de natureza macroevolutiva e o outro em escala microevolutiva. Ambos os trabalhos visam identificar a epistasia adaptativa, utilizando a metáfora da paisagem de aptidão para compreender os padrões observados nos "mapas genótipo-fenótipo adaptativos". O estudo microevolutivo partiu da "hipótese da vitamina D-folato", a qual propõe a radiação ultravioleta como a principal pressão seletiva para a coloração da pele humana. Segundo esta hipótese, não seria apenas por meio da variação na cor de pele que as populações se adaptam aos seus ambientes. Assim, a cor de pele diferente do esperado em nativos americanos não significa necessariamente que essas populações não estejam adaptadas aos seus ambientes. Tais diferenças poderiam ser atribuídas à complexidade da paisagem de aptidão em relação à radiação, o que envolve diferentes vias e a possível coadaptação de alelos entre elas. Ao testar a hipótese, identificamos redes de alelos em duas rotas genéticas relacionadas à adaptação ao ambiente de radiação — coloração da pele e metabolismo da vitamina D — em populações nativas americanas. As possíveis relações epistáticas que diferem entre grupos que vivem em condições ambientais diferentes podem ajudar a explicar a exceção do padrão de variação de cor nessas populações. O estudo macroevolutivo empregou técnicas de Inteligência Artificial para desenvolver o método ProteinPhenotypeInsights (ProPhIn). Este método enfoca a interpretabilidade e visa auxiliar biólogos evolutivos na compreensão das relações entre proteínas candidatas e fenótipos categóricos de interesse em espécies relacionadas. O ProPhIn tem dois objetivos principais: selecionar variações genéticas associadas ao fenótipo e interpretar os padrões gerais dessas variações em relação ao fenótipo e à relação entre as variações selecionadas e as espécies. Ao aplicar o ProPhIn aos dados de 64 espécies de primatas para genes candidatos do sistema oxitocinérgico, identificamos variações genéticas estatisticamente associadas aos fenótipos monogamia social, cuidado biparental e tamanho de ninhada. Além disso, pudemos visualizar os padrões de variação genética e formular hipóteses sobre a relação entre as espécies, as redes de atributos genéticos e os fenótipos na paisagem adaptativa.
publishDate 2024
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-07-12T06:09:42Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2024
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/276240
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001205739
url http://hdl.handle.net/10183/276240
identifier_str_mv 001205739
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/276240/2/001205739.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/276240/1/001205739.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 6246e93d3ba81d65a69a05bc1c6f5cf6
85e2c32fe9e8b4ca49024ae0ae14bb56
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br||lume@ufrgs.br
_version_ 1831316179920093184