Ações da epitestosterona através de um mecanismo de membrana em células de Sertoli : implicações no desenvolvimento sexual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Castro, Alexandre Luz de
Orientador(a): Loss, Eloisa da Silveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/49121
Resumo: Introdução: A epitestosterona é um epímero α da testosterona. Esse esteroide possui uma atividade antiandrogênica, assim como um efeito neuroprotetor. No entanto, o mecanismo de ação da epitestosterona ainda não foi elucidado. Objetivos: O objetivo desse trabalho é investigar o efeito não clássico da epitestosterona sobre o potencial de membrana de células de Sertoli de testículos de ratos de 15, 21 e 35 dias de idade e sobre a captação de 45Ca2+ no tecido testicular de ratos de 12 dias de idade. Materiais e métodos: O potencial e a resistência de membrana das células de Sertoli foram registrados através da técnica eletrofisiológica de registro intracelular. Foi realizada a aplicação de epitestosterona (0,5, 1 e 2μM) ou de testosterona (1μM), com ou sem a perfusão com flutamida (1μM), verapamil (100μM) ou U73122 (2μM). Os testículos de ratos de 12 dias de idade foram pré-incubados com 45Ca2+, com ou sem flutamida (1μM), e incubados com epitestosterona (1μM) ou testosterona (1μM). Análise estatística: Teste t de Student ou ANOVA para medidas repetidas seguido do pós-teste de Bonferroni. Resultados: A epitestosterona produziu uma resposta de despolarização do potencial de membrana, assim como um aumento na resistência de membrana em células de Sertoli de ratos de 15, 21 e 35 dias de idade. Esse esteroide apresentou uma resposta semelhante à apresentada pela testosterona. Os efeitos da epitestosterona não foram modificados após a perfusão com flutamida, um inibidor do receptor androgênico intracelular. A epitestosterona promoveu um aumento na captação de 45Ca2+ após 5 minutos de incubação, e esse efeito não foi bloqueado pela flutamida. O efeito despolarizante desse esteroide foi parcialmente inibido pelo fármaco verapamil, um bloqueador dos canais de cálcio tipo L, e pelo U73122, um inibidor da enzima fosfolipase C. Conclusão: Esses resultados indicam uma atuação da epitestosterona em células de Sertoli através de uma ação não clássica; esses efeitos são semelhantes aos encontrados para a testosterona em células de Sertoli de testículos de ratos.
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Os testículos de ratos de 12 dias de idade foram pré-incubados com 45Ca2+, com ou sem flutamida (1μM), e incubados com epitestosterona (1μM) ou testosterona (1μM). Análise estatística: Teste t de Student ou ANOVA para medidas repetidas seguido do pós-teste de Bonferroni. Resultados: A epitestosterona produziu uma resposta de despolarização do potencial de membrana, assim como um aumento na resistência de membrana em células de Sertoli de ratos de 15, 21 e 35 dias de idade. Esse esteroide apresentou uma resposta semelhante à apresentada pela testosterona. Os efeitos da epitestosterona não foram modificados após a perfusão com flutamida, um inibidor do receptor androgênico intracelular. A epitestosterona promoveu um aumento na captação de 45Ca2+ após 5 minutos de incubação, e esse efeito não foi bloqueado pela flutamida. O efeito despolarizante desse esteroide foi parcialmente inibido pelo fármaco verapamil, um bloqueador dos canais de cálcio tipo L, e pelo U73122, um inibidor da enzima fosfolipase C. Conclusão: Esses resultados indicam uma atuação da epitestosterona em células de Sertoli através de uma ação não clássica; esses efeitos são semelhantes aos encontrados para a testosterona em células de Sertoli de testículos de ratos.Introduction: Epitestosterone is the 17α-epimer of testosterone. It seems to possess an antiandrogenic activity, as well as a neuroprotective effect. The mechanism of action of epitestosterone has not been elucidated. Objective: The aim of this work is to investigate the non-classical effect of epitestosterone on the membrane of Sertoli cells from testis of 12-, 15-, 21- and 35-day-old rats. Materials and Methods: The membrane potential and the membrane input resistance of Sertoli cells was recorded using a standard single microelectrode technique. Application of epitestosterone (0.5, 1 and 2μM) or testosterone (1μM) alone and after infusion with flutamide (1μM), verapamil (100μM) or U73122 (2μM) was made. The testes from 12-day-old rats were pre-incubated with 45Ca2+ with or without flutamide (1μM) and incubated with epitestosterone (1μM) or testosterone (1μM). Student's t-test or ANOVA for repeated measures with Bonferroni post-test was used. Results: Epitestosterone produced a depolarization in the membrane potential and increased the input membrane resistance on Sertoli cells from 15-, 21- and 35-day-old rats. This steroid showed a similar response to testosterone. The effect of epitestosterone was not changed after perfusion with flutamide, an intracellular androgen receptor inhibitor. Epitestosterone increased 45Ca2+ uptake within 5 minutes and this effect was also not inhibited by flutamide. The depolarizing effect was slightly inhibited by verapamil, a voltage-dependent calcium channel blocker, and by U73122, a PLC inhibitor. Conclusion: These results indicate that epitestosterone acts on the Sertoli cells via a non-classical signaling pathway; the effects are similar to that of testosterone in Sertoli cells in whole seminiferous tubules from rat testes.application/pdfporEpitestosteronaCélulas de SertoliDesenvolvimento sexualAções da epitestosterona através de um mecanismo de membrana em células de Sertoli : implicações no desenvolvimento sexualinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Ciências Básicas da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: FisiologiaPorto Alegre, BR-RS2012mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000835118.pdf000835118.pdfTexto completoapplication/pdf2046555http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/49121/1/000835118.pdf499649e887c08dc961c8cc9102d4f6e3MD51TEXT000835118.pdf.txt000835118.pdf.txtExtracted Texttext/plain104749http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/49121/2/000835118.pdf.txte9809d7bceb44f43590c485463bb8672MD52THUMBNAIL000835118.pdf.jpg000835118.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1419http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/49121/3/000835118.pdf.jpgf1a4cb95624d07e8bbfc84df11dea4d7MD5310183/491212022-12-11 06:03:00.761303oai:www.lume.ufrgs.br:10183/49121Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-12-11T08:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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