As formas do silêncio nas obras Hilstianas
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Espanhol: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302575 |
Resumo: | A dissertação “As formas do silêncio nas obras Hilstianas” investiga o papel estético, simbólico e existencial do silêncio na poesia de Hilda Hilst (1930–2004), com ênfase na relação entre linguagem, ausência e transcendência. Partindo de uma leitura crítico-interpretativa, o estudo compreende o silêncio não apenas como suspensão da palavra, mas como estrutura de significação e experiência de entrelugar, articulando tensão entre desejo, mutismo e finitude. O corpo teórico fundamenta-se em reflexões sobre linguagem e poesia, como Eco (2003), que discute a “intenção do texto”, e Culler (1999), que aborda a disrupção formal e o “escândalo da poesia”, contribuindo para a compreensão da densidade semântica do dizer poético. A organização do trabalho estrutura-se em quatro eixos: (1) Presságios, que apresentam as primeiras publicações de Hilst e a emergência de um lirismo introspectivo; (2) As baladas poéticas de Hilda Hilst, onde se analisam as formas tradicionais (baladas, sonetos, elegias) e sua posterior transgressão; (3) Roteiro do silêncio (1959), obra central para a leitura do silêncio enquanto forma, contemplação espiritual e enfrentamento da finitude; e (4) Entre silêncio e júbilo: o entrelugar Hilstiano, que compara Roteiro do silêncio com Júbilo, memória e noviciado da paixão (1974), apontando o silêncio como eixo de mudanças e reinvenção estética. Metodologicamente, o estudo adota uma perspectiva analítica e cronológica, permitindo acompanhar a evolução da escrita Hilstiana desde a adesão a modelos formais até a progressiva experimentação linguística e existencial. O silêncio emerge como gesto de resistência ao dizer pleno e como campo simbólico que tensiona eros, morte, espiritualidade e impossibilidade da linguagem. Assim, demonstra-se que a poética de Hilst se funda em um movimento de libertação das convenções, instaurando um projeto literário radicalmente inovador, coerente com sua inquietação estética e ética. Conclui-se que o silêncio, nas obras analisadas, funciona como princípio organizador, espaço de transcendência e marca decisiva da singularidade poética de Hilda Hilst, reafirmando sua relevância na literatura brasileira contemporânea. |
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Berres, Schena KarlecSanseverino, Antônio Marcos Vieira2026-03-26T07:56:14Z2026http://hdl.handle.net/10183/302575001303761A dissertação “As formas do silêncio nas obras Hilstianas” investiga o papel estético, simbólico e existencial do silêncio na poesia de Hilda Hilst (1930–2004), com ênfase na relação entre linguagem, ausência e transcendência. Partindo de uma leitura crítico-interpretativa, o estudo compreende o silêncio não apenas como suspensão da palavra, mas como estrutura de significação e experiência de entrelugar, articulando tensão entre desejo, mutismo e finitude. O corpo teórico fundamenta-se em reflexões sobre linguagem e poesia, como Eco (2003), que discute a “intenção do texto”, e Culler (1999), que aborda a disrupção formal e o “escândalo da poesia”, contribuindo para a compreensão da densidade semântica do dizer poético. A organização do trabalho estrutura-se em quatro eixos: (1) Presságios, que apresentam as primeiras publicações de Hilst e a emergência de um lirismo introspectivo; (2) As baladas poéticas de Hilda Hilst, onde se analisam as formas tradicionais (baladas, sonetos, elegias) e sua posterior transgressão; (3) Roteiro do silêncio (1959), obra central para a leitura do silêncio enquanto forma, contemplação espiritual e enfrentamento da finitude; e (4) Entre silêncio e júbilo: o entrelugar Hilstiano, que compara Roteiro do silêncio com Júbilo, memória e noviciado da paixão (1974), apontando o silêncio como eixo de mudanças e reinvenção estética. Metodologicamente, o estudo adota uma perspectiva analítica e cronológica, permitindo acompanhar a evolução da escrita Hilstiana desde a adesão a modelos formais até a progressiva experimentação linguística e existencial. O silêncio emerge como gesto de resistência ao dizer pleno e como campo simbólico que tensiona eros, morte, espiritualidade e impossibilidade da linguagem. Assim, demonstra-se que a poética de Hilst se funda em um movimento de libertação das convenções, instaurando um projeto literário radicalmente inovador, coerente com sua inquietação estética e ética. Conclui-se que o silêncio, nas obras analisadas, funciona como princípio organizador, espaço de transcendência e marca decisiva da singularidade poética de Hilda Hilst, reafirmando sua relevância na literatura brasileira contemporânea.La disertación As formas do silêncio nas obras Hilstianas investiga el papel estético, simbólico y existencial del silencio en la poesía de Hilda Hilst (1930–2004), con énfasis en la relación entre lenguaje, ausencia y trascendencia. A partir de una lectura crítico-interpretativa, el estudio comprende el silencio no solo como suspensión de la palabra, sino como estructura de significación y experiencia de entre lugar, articulando la tensión entre deseo, mutismo y finitud. El marco teórico se fundamenta en reflexiones sobre lenguaje y poesía, como Eco (2003), quien discute la “intención del texto”, y Culler (1999), que aborda la disrupción formal y el “escándalo de la poesía”, contribuyendo a la comprensión de la densidad semántica del discurso poético. La organización del trabajo se estructura en cuatro ejes: (1) Presagios, que presentan las primeras publicaciones de Hilst y la emergencia de un lirismo introspectivo; (2) Las baladas poéticas de Hilda Hilst, donde se analizan las formas tradicionales (baladas, sonetos, elegías) y su posterior transgresión; (3) Roteiro do silêncio (1959), obra central para la lectura del silencio como forma, contemplación espiritual y confrontación con la finitud; y (4) Entre silencio y júbilo: el entre lugar Hilstiano, que compara Roteiro do silêncio con Júbilo, memória e noviciado da paixão (1974), señalando el silencio como eje de cambio y reinvención estética. Metodológicamente, el estudio adopta una perspectiva analítica y cronológica, que permite acompañar la evolución de la escritura de Hilst desde la adhesión a modelos formales hasta la progresiva experimentación lingüística y existencial. El silencio emerge como un gesto de resistencia frente al decir pleno y como un campo simbólico que tensa eros, muerte, espiritualidad e imposibilidad del lenguaje. Así, se demuestra que la poética de Hilst se funda en un movimiento de liberación de las convenciones, instaurando un proyecto literario radicalmente innovador, coherente con su inquietud estética y ética. Se concluye que el silencio, en las obras analizadas, funciona como principio organizador, espacio de trascendencia y marca decisiva de la singularidad poética de Hilda Hilst, reafirmando su relevancia en la literatura brasileña contemporánea.application/pdfporHilst, Hilda, 1930-2004Poesia brasileiraLinguagem poéticaLiteratura brasileiraSilêncio na literaturaPoesía brasileñaSilencioHilda HilstLenguaje poéticoEntre lugarAs formas do silêncio nas obras Hilstianasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em LetrasPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001303761.pdf.txt001303761.pdf.txtExtracted Texttext/plain168074http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302575/2/001303761.pdf.txtd9bb649c8c68e7387d7a472c51e9c5daMD52ORIGINAL001303761.pdfTexto completoapplication/pdf718665http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302575/1/001303761.pdf855693dcc99e3f41cef64e5b2f5a9426MD5110183/3025752026-03-27 08:01:53.721011oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302575Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-27T11:01:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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