Poéticas de mulheres indígenas : corpos-territórios em movimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gebelucha, Daniela
Orientador(a): Tettamanzy, Ana Lúcia Liberato
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/299907
Resumo: Em vista da cristalização e reprodução de estereótipos e preconceitos acerca da história e das criações indígenas perpetuados desde a colonização, mulheres indígenas expressam no campo literário a necessidade de abordar os processos de invasão corporal, territorial e epistêmica em seus poemas publicados em livros ou em meios virtuais. Destaca-se nessa produção a importância, seja nas aldeias ou em meio urbano, da transmissão de ensinamentos de geração para geração. A palavra oralizada, repleta de sentidos ancestrais, cosmovisões e ontologias, na contemporaneidade passa a transitar por diversas tecnologias – escrita, audiovisual e musical – mantendo-se em constante movimento e significação. O conceito de corpo-território orienta o diálogo e reflexões acerca da poesia de mulheres indígenas destacadas nesta pesquisa. O referencial teórico privilegia intelectuais e pensamentos indígenas de Abya Yala, sendo abordadas inicialmente as precursoras desta vertente, Eliane Potiguara e Graça Graúna, em suas escritas literárias e teórico-críticas. A construção das reflexões segue com os poemas de Aline Pachamama (2023), Márcia Kambeba (2018), Eva Potiguara (2022a) e Ellen Lima (2022), que foram escolhidos por se aproximarem do conceito de corpo-território e se relacionarem com o pertencimento ancestral, tão significativos para as autoras. Por fim, percebe-se que estas mulheres encontram-se em movimento dadas as diversas linguagens, línguas, cosmologias e subjetividades intermundos e interespécies com que expressam os ataques e violações sofridos em corpos-territórios indígenas, mas também as possibilidades de futuros outros.
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