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Recebimento de TARV durante o parto em gestantes vivendo com HIV/Aids em Porto Alegre : um estudo sobre a profilaxia para crianças expostas ao HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Danielle Lodi
Orientador(a): Teixeira, Luciana Barcellos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/299080
Resumo: Desde o surgimento do HIV/Aids, compreender os mecanismos de transmissão do vírus e buscar intervenções eficazes se tornou uma prioridade em saúde pública. A introdução da terapia antirretroviral (TARV) melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e reduziu a transmissão do HIV. No Brasil, o protocolo de utilização da TARV durante o parto, visa reduzir o risco da transmissão vertical do HIV. Entrando, em alguns cenários, as gestantes vivendo com HIV não recebem a TARV durante o parto. Esse estudo será composto por 2 artigos com esta temática. O primeiro artigo trata-se de uma avaliação dos fatores associados ao não recebimento de TARV durante o parto, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Foi delineado um estudo de coorte histórica de 2000 a 2017, sendo as razões de chances estimadas por modelos de Regressão de Poisson. Os resultados apontam que 1320 (16,1%) gestantes não receberam TARV durante o parto, sendo mais frequente entre mulheres pretas e sem escolaridade ou com 1 a 3 anos de estudo. As variáveis que apresentaram associação com o desfecho foram: escolaridade (p = 0,015), uso de drogas injetáveis (p = 0,001), baixo número de consultas de pré-natal (p = 0,002), período de início da TARV (p= 0,003) e tipo de parto (p<0,01). O segundo artigo verifica a vulnerabilidade social e o não recebimento de TARV no parto, através de um estudo com dados georreferenciados, com as gestantes vivendo com HIV moradoras de Porto Alegre. Para explorar a vulnerabilidade social utilizou-se uma variável composta - unificando escolaridade e raça/cor. Gestantes classificadas como de alta vulnerabilidade social tiveram maior proporção de não recebimento da TARV (14,6%) em relação às de menor vulnerabilidade (9,6%) (p<0,001). Mulheres em bairros periféricos, com piores indicadores socioeconômicos, apresentaram as menores taxas de recebimento da TARV. Os resultados deste estudo evidenciam que mulheres mais vulneráveis receberam menores proporções de TARV no parto, sugerindo não apenas questões relacionadas aos protocolos ou barreiras de acesso estruturais, mas também a existência de falhas nos serviços de saúde em considerar as vulnerabilidades de determinados grupos.
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Os resultados apontam que 1320 (16,1%) gestantes não receberam TARV durante o parto, sendo mais frequente entre mulheres pretas e sem escolaridade ou com 1 a 3 anos de estudo. As variáveis que apresentaram associação com o desfecho foram: escolaridade (p = 0,015), uso de drogas injetáveis (p = 0,001), baixo número de consultas de pré-natal (p = 0,002), período de início da TARV (p= 0,003) e tipo de parto (p<0,01). O segundo artigo verifica a vulnerabilidade social e o não recebimento de TARV no parto, através de um estudo com dados georreferenciados, com as gestantes vivendo com HIV moradoras de Porto Alegre. Para explorar a vulnerabilidade social utilizou-se uma variável composta - unificando escolaridade e raça/cor. Gestantes classificadas como de alta vulnerabilidade social tiveram maior proporção de não recebimento da TARV (14,6%) em relação às de menor vulnerabilidade (9,6%) (p<0,001). Mulheres em bairros periféricos, com piores indicadores socioeconômicos, apresentaram as menores taxas de recebimento da TARV. Os resultados deste estudo evidenciam que mulheres mais vulneráveis receberam menores proporções de TARV no parto, sugerindo não apenas questões relacionadas aos protocolos ou barreiras de acesso estruturais, mas também a existência de falhas nos serviços de saúde em considerar as vulnerabilidades de determinados grupos.Since the emergence of HIV/Aids, understanding the mechanisms of virus transmission and seeking effective interventions has become a public health priority. The introduction of antiretroviral therapy (ART) has improved the quality of life for people living with HIV and reduced HIV transmission. In Brazil, the protocol for the use of ART during childbirth aims to reduce the risk of vertical transmission of HIV. However, in some scenarios, pregnant women living with HIV do not receive ART during labor. This study will consist of two articles on this topic. The first article is an evaluation of the factors associated with not receiving ART during childbirth in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. A historical cohort study was designed from 2000 to 2017, with odds ratios estimated by Poisson Regression models. The results indicate that 1,320 (16.1%) pregnant women did not receive ART during childbirth, occurring more frequently among Black women and those with no schooling or only 1 to 3 years of education. The variables associated with the outcome were: education level (p = 0.015), use of injectable drugs (p = 0.001), low number of prenatal visits (p = 0.002), timing of ART initiation (p = 0.003), and type of delivery (p < 0.01). The second article examines social vulnerability and non-receipt of ART during childbirth through a study using georeferenced data, focusing on pregnant women living with HIV residing in Porto Alegre. To explore social vulnerability, a composite variable was used—combining education level and race/skin color. Pregnant women classified as highly socially vulnerable had a higher proportion of not receiving ART (14.6%) compared to those with lower vulnerability (9.6%) (p < 0.001). Women in peripheral neighborhoods, with worse socioeconomic indicators, had the lowest rates of ART receipt. The results of this study show that more vulnerable women received lower proportions of ART during childbirth, suggesting not only issues related to protocols or structural access barriers but also the existence of failures in health services to consider the vulnerabilities of certain groups.application/pdfporHIVPartoAntirretroviraisGravidezTransmissão vertical de doenças infecciosasSíndrome da imunodeficiência adquiridaPorto Alegre (RS)Antiretroviral therapyPregnant womenVertical transmissionRecebimento de TARV durante o parto em gestantes vivendo com HIV/Aids em Porto Alegre : um estudo sobre a profilaxia para crianças expostas ao HIVinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001297256.pdf.txt001297256.pdf.txtExtracted Texttext/plain107613http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299080/2/001297256.pdf.txt31ca01cedf9b20d3d3fb31efd2374e41MD52ORIGINAL001297256.pdfTexto parcialapplication/pdf3366358http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299080/1/001297256.pdf7dfabe12afcda481a53ca5edf54475cdMD5110183/2990802025-12-18 07:57:15.292468oai:www.lume.ufrgs.br:10183/299080Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-12-18T09:57:15Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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