Comunicação organizacional e grupos de afinidade : sentidos comunicados pela Dow Chemical Company

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Kehl, Renata Karoline
Orientador(a): Baldissera, Rudimar
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/299663
Resumo: A presente dissertação de mestrado versa sobre os grupos de afinidade, a partir da perspectiva da comunicação organizacional. Nessa direção, o estudo analisou os conteúdos produzidos por uma organização com práticas e políticas de diversidades consideradas exemplares, a Dow Chemical Company, com o objetivo de problematizar os sentidos sobre Grupos de Afinidade e/ou Employee Resource Groups (ERGs) comunicados pela empresa em perspectiva crítica. Para tal, examina os sentidos postos em circulação e os modos como são construídos na comunicação da organização. Na direção de explicitar reflexões fundamentais, no quadro teórico são mobilizadas noções basilares, como as de: diversidades, identidades e diferenças (Silva, 2013; Brah, 2006); gestão das diversidades, abordagem orientadora em contextos empresariais (Fleury, 2000; Alves; Galeão-Silva, 2004; Saraiva; Irigaray, 2009); cultura, organizações e cultura organizacional (Geertz, 2008; Uribe, 2007; Schein, 2009); comunicação organizacional (Baldissera, 2008, 2009a, 2009b); comunicação para/sobre/com as pessoas representantes de grupos diferentes (Baldissera et el, 2022; Rossato, 2022; Oliveira; 2021); Grupos de Afinidade e Employee Resource Groups, funções atribuídas e relações estabelecidas com a organização, benefícios e retornos esperados, dentre outros aspectos (Dupuis-Déri, 2010; Douglas, 2008; Githens, 2009; Van Aken; Monetta; Sink, 1994; Colgan; McKearney, 2012; Welbourne; McLaughlin, 2013; McNulty et al., 2018; Dennissen; Benschop; Van Den Brink, 2019). O estudo de caso (Yin, 2001) foi sistematizado por procedimentos metodológicos da análise temática de conteúdo (Bardin, 1977), aplicados para analisar as 114 sequências textuais que versavam sobre Grupos de Afinidade e/ou ERGs, selecionadas de 47 materialidades publicadas, em 2024, pela Dow Chemical Company. O estudo evidenciou que os grupos de afinidade são comunicados pela organização como: instrumentos para promoção das diversidades; recursos estratégicos; consequências da agência organizacional; e capital social das/para as diversidades. Além disso, foi identificado que, no processo de construção de tais sentidos, as noções mobilizadas são articuladas, combinadas e justapostas, assumindo um caráter estratégico e conformando uma narrativa orientada para a ênfase dos grupos de afinidade como operacionalizadores e embaixadores organizacionais. Assim, inferimos que a comunicação da Dow Chemical Company, por simplificações das diferenças e apagamentos das dimensões políticas, impede tensões que desafiem os sistemas de desigualdade e gerem debates mais aprofundados. Problematizando os resultados evidenciados, compreendemos que os sentidos expressos no âmbito da “organização comunicada” propõem (prometem) o agir político, contudo, limitado e orientado pelas instâncias organizacionais, de modo que os grupos de afinidade se encontram entre a luta política, o ativismo autorizado e a técnica gestionária despolitizante.
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spelling Kehl, Renata KarolineBaldissera, Rudimar2025-12-05T06:55:52Z2025http://hdl.handle.net/10183/299663001296311A presente dissertação de mestrado versa sobre os grupos de afinidade, a partir da perspectiva da comunicação organizacional. Nessa direção, o estudo analisou os conteúdos produzidos por uma organização com práticas e políticas de diversidades consideradas exemplares, a Dow Chemical Company, com o objetivo de problematizar os sentidos sobre Grupos de Afinidade e/ou Employee Resource Groups (ERGs) comunicados pela empresa em perspectiva crítica. Para tal, examina os sentidos postos em circulação e os modos como são construídos na comunicação da organização. Na direção de explicitar reflexões fundamentais, no quadro teórico são mobilizadas noções basilares, como as de: diversidades, identidades e diferenças (Silva, 2013; Brah, 2006); gestão das diversidades, abordagem orientadora em contextos empresariais (Fleury, 2000; Alves; Galeão-Silva, 2004; Saraiva; Irigaray, 2009); cultura, organizações e cultura organizacional (Geertz, 2008; Uribe, 2007; Schein, 2009); comunicação organizacional (Baldissera, 2008, 2009a, 2009b); comunicação para/sobre/com as pessoas representantes de grupos diferentes (Baldissera et el, 2022; Rossato, 2022; Oliveira; 2021); Grupos de Afinidade e Employee Resource Groups, funções atribuídas e relações estabelecidas com a organização, benefícios e retornos esperados, dentre outros aspectos (Dupuis-Déri, 2010; Douglas, 2008; Githens, 2009; Van Aken; Monetta; Sink, 1994; Colgan; McKearney, 2012; Welbourne; McLaughlin, 2013; McNulty et al., 2018; Dennissen; Benschop; Van Den Brink, 2019). O estudo de caso (Yin, 2001) foi sistematizado por procedimentos metodológicos da análise temática de conteúdo (Bardin, 1977), aplicados para analisar as 114 sequências textuais que versavam sobre Grupos de Afinidade e/ou ERGs, selecionadas de 47 materialidades publicadas, em 2024, pela Dow Chemical Company. O estudo evidenciou que os grupos de afinidade são comunicados pela organização como: instrumentos para promoção das diversidades; recursos estratégicos; consequências da agência organizacional; e capital social das/para as diversidades. Além disso, foi identificado que, no processo de construção de tais sentidos, as noções mobilizadas são articuladas, combinadas e justapostas, assumindo um caráter estratégico e conformando uma narrativa orientada para a ênfase dos grupos de afinidade como operacionalizadores e embaixadores organizacionais. Assim, inferimos que a comunicação da Dow Chemical Company, por simplificações das diferenças e apagamentos das dimensões políticas, impede tensões que desafiem os sistemas de desigualdade e gerem debates mais aprofundados. Problematizando os resultados evidenciados, compreendemos que os sentidos expressos no âmbito da “organização comunicada” propõem (prometem) o agir político, contudo, limitado e orientado pelas instâncias organizacionais, de modo que os grupos de afinidade se encontram entre a luta política, o ativismo autorizado e a técnica gestionária despolitizante.This master's dissertation addresses affinity groups from the perspective of organizational communication. In this direction, the study analyzed the content produced by an organization with diversity practices and policies considered exemplary, Dow Chemical Company, with the objective of problematizing the meanings of Affinity Groups and/or Employee Resource Groups (ERGs) as communicated by the company from a critical perspective. To this end, it examines the meanings put into circulation and the ways in which they are constructed within the organization's communication. In order to explain fundamental reflections, the theoretical framework mobilizes basic notions, such as: diversities, identities, and differences (Silva, 2013; Brah, 2006); diversity management, a guiding approach in corporate contexts (Fleury, 2000; Alves & Galeão-Silva, 2004; Saraiva & Irigaray, 2009); culture, organizations, and organizational culture (Geertz, 2008; Uribe, 2007; Schein, 2009); organizational communication (Baldissera, 2008, 2009a, 2009b); communication for/about/with representatives of different groups (Baldissera et al., 2022; Rossato, 2022; Oliveira, 2021); Affinity Groups and Employee Resource Groups, assigned functions and relationships established with the organization, expected benefits and returns, among other aspects (DupuisDéri, 2010; Douglas, 2008; Githens, 2009; Van Aken, Monetta, & Sink, 1994; Colgan & McKearney, 2012; Welbourne & McLaughlin, 2013; McNulty et al., 2018; Dennissen, Benschop, & Van Den Brink, 2019). The case study (Yin, 2001) was systematized using methodological procedures from thematic content analysis (Bardin, 1977), applied to analyze the 114 textual sequences concerning Affinity Groups and/or ERGs, selected from 47 materials published in 2024 by Dow Chemical Company. The study demonstrated that affinity groups are communicated by the organization as: instruments for promoting diversity; strategic resources; consequences of organizational agency; and social capital of/for diversities. Furthermore, it was identified that, in the process of constructing these meanings, the mobilized notions are articulated, combined, and juxtaposed, assuming a strategic character and conforming a narrative oriented towards emphasizing affinity groups as organizational operationalizers and ambassadors. Thus, we infer that Dow Chemical Company's communication, through simplifications of differences and the effacement of political dimensions, impedes tensions that might challenge systems of inequality and generate deeper debates. Problematizing the observed results, we understand that the meanings expressed within the "communicated organization" propose (promise) political action; however, this action is limited and guided by organizational instances, so that affinity groups find themselves positioned between political struggle, authorized activism, and depoliticizing managerial techniques.application/pdfporComunicação organizacionalOrganizational communicationDiversities and differencesAffinity groupsMeaningsDow Chemical CompanyComunicação organizacional e grupos de afinidade : sentidos comunicados pela Dow Chemical Companyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001296311.pdf.txt001296311.pdf.txtExtracted Texttext/plain604188http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299663/2/001296311.pdf.txtab9a4a8e23224936d18fde612c3c5b6bMD52ORIGINAL001296311.pdfTexto completoapplication/pdf2261746http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299663/1/001296311.pdfc9af7c5e7146c28764630b8df69749b4MD5110183/2996632025-12-15 10:48:24.889oai:www.lume.ufrgs.br:10183/299663Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-12-15T12:48:24Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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