Isso aqui não tem espaço pra todo mundo, não : a soja e a disputa por terras entre os Kaingang e agricultores familiares na Mesorregião Noroeste Riograndense

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Barbosa, Daniele Cavichioli
Orientador(a): Fleury, Lorena Cândido
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Soy
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/281931
Resumo: A presente dissertação buscou investigar as características cosmopolíticas da disputa por terras entre os Kaingang e agricultores familiares na mesorregião noroeste do Rio Grande do Sul. Esses conflitos vêm ganhando notoriedade desde as retomadas indígenas que se intensificaram a partir do início dos anos 2000, contudo, têm origem nos processos de colonização do planalto rio-grandense. A pesquisa retoma brevemente a história da agricultura na região, o que tornou possível perceber como as opções de desenvolvimento escolhidas para essa região configuraram o contexto que incide sobre as atuais disputas por terras entre esses dois grupos. Ao analisar esse confronto como uma disputa cosmopolítica, foi possível observar como os Kaingang e agricultores familiares, ao se relacionarem com a terra, estão implicados com a soja de maneiras diferentes e, que dessas relações se desdobram mundos diferentes onde cada um desses sujeitos habita, ainda que estejam localizados no mesmo espaço físico. A análise do processo histórico e do contexto das atuais disputas aponta que o Estado tem pretendido uma busca por modernidade sintetizada na ideia de desenvolvimento e que esse espírito pauta sua ação na mediação desses conflitos, desconstituindo-o como entidade de onde podem emanar respostas equânimes a essa disputa. Conclui-se que há um embate de mundos, onde a disputa por terra é uma disputa ontológica na qual as possibilidades de práticas cosmopolíticas são tolhidas, dificultando as possibilidades de coexistência sem síntese.
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