Uma comparação do perfil profissional de pró-reitores e pró-reitoras das universidades brasileiras
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/265893 |
Resumo: | A sub-representação de mulheres em posições de liderança é um fenômeno que persiste em diversas áreas, incluindo a academia brasileira. Mesmo com avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho, ainda há desigualdades de gênero significativas, especialmente em cargos de prestígio e poder. Na academia brasileira, sérias desigualdades de gênero geram graves impactos negativos no desenvolvimento social, científico e econômico do país, como apontam estudos sobre a diversidade de gênero em educação e ciência. Os desafios enfrentados pelas mulheres para alcançar cargos mais altos na academia são numerosos e complexos e têm recebido atenção considerável nos últimos anos. Esse estudo teve como objetivo avaliar quantitativa e qualitativamente a distribuição discriminada por sexo e o perfil de Pró- Reitores(as) de Pesquisa e Pós-Graduação em 215 Instituições de Ensino Superior Brasileiras no ano de 2019. Utilizando o banco de dados da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a análise incluiu a trajetória das docentes mulheres até alcançarem o cargo, comparando-as com os docentes homens em relação aos anos decorridos entre graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além disso, o estudo comparou a produção acadêmica e científica de docentes homens e mulheres, incluindo publicação de artigos científicos, livros, capítulos de livros, apresentações de trabalhos e participação em bancas examinadoras. Também foi analisada a orientação de alunos de graduação, Programa de Iniciação Científica, especialização, mestrado e doutorado. A análise foi separada em três tipos de indicadores: produção de conhecimento, evolução temporal na carreira e formação de recursos humanos e utilizou, ainda, uma abordagem com alguns conceitos presentes nos estudos de Simone de Beauvoir, Pierre Bourdieu e Judith Butler. Apesar de homens e mulheres em cargos de pró-reitores publicarem quantidades semelhantes de artigos e terem um tempo de carreira similar, os resultados mostraram que apenas cerca de 36% dos cargos de Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação eram ocupados por docentes mulheres, o que não condiz com a proporção de docentes mulheres no ensino superior brasileiro, cerca de 54%. Observou-se ainda que as mulheres produzem mais recursos humanos. Esses resultados indicam que as mulheres enfrentam desafios adicionais para alcançar posições de poder na academia, o que sugere a existência de um "teto de vidro" que impede o avanço das mulheres em suas carreiras. Para que possam superar os obstáculos que dificultam sua ascensão profissional e chegar em maior número aos cargos de liderança na academia, é necessário que sejam criadas e implementadas políticas e ações que incentivem e apoiem a participação e o avanço das mulheres. |
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Nodari, Carolina AndréaBarbosa, Marcia Cristina Bernardes2023-10-12T03:32:48Z2022http://hdl.handle.net/10183/265893001177639A sub-representação de mulheres em posições de liderança é um fenômeno que persiste em diversas áreas, incluindo a academia brasileira. Mesmo com avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho, ainda há desigualdades de gênero significativas, especialmente em cargos de prestígio e poder. Na academia brasileira, sérias desigualdades de gênero geram graves impactos negativos no desenvolvimento social, científico e econômico do país, como apontam estudos sobre a diversidade de gênero em educação e ciência. Os desafios enfrentados pelas mulheres para alcançar cargos mais altos na academia são numerosos e complexos e têm recebido atenção considerável nos últimos anos. Esse estudo teve como objetivo avaliar quantitativa e qualitativamente a distribuição discriminada por sexo e o perfil de Pró- Reitores(as) de Pesquisa e Pós-Graduação em 215 Instituições de Ensino Superior Brasileiras no ano de 2019. Utilizando o banco de dados da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a análise incluiu a trajetória das docentes mulheres até alcançarem o cargo, comparando-as com os docentes homens em relação aos anos decorridos entre graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além disso, o estudo comparou a produção acadêmica e científica de docentes homens e mulheres, incluindo publicação de artigos científicos, livros, capítulos de livros, apresentações de trabalhos e participação em bancas examinadoras. Também foi analisada a orientação de alunos de graduação, Programa de Iniciação Científica, especialização, mestrado e doutorado. A análise foi separada em três tipos de indicadores: produção de conhecimento, evolução temporal na carreira e formação de recursos humanos e utilizou, ainda, uma abordagem com alguns conceitos presentes nos estudos de Simone de Beauvoir, Pierre Bourdieu e Judith Butler. Apesar de homens e mulheres em cargos de pró-reitores publicarem quantidades semelhantes de artigos e terem um tempo de carreira similar, os resultados mostraram que apenas cerca de 36% dos cargos de Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação eram ocupados por docentes mulheres, o que não condiz com a proporção de docentes mulheres no ensino superior brasileiro, cerca de 54%. Observou-se ainda que as mulheres produzem mais recursos humanos. Esses resultados indicam que as mulheres enfrentam desafios adicionais para alcançar posições de poder na academia, o que sugere a existência de um "teto de vidro" que impede o avanço das mulheres em suas carreiras. Para que possam superar os obstáculos que dificultam sua ascensão profissional e chegar em maior número aos cargos de liderança na academia, é necessário que sejam criadas e implementadas políticas e ações que incentivem e apoiem a participação e o avanço das mulheres.The underrepresentation of women in positions of power and leadership is a persistent issue in Brazilian academia. Despite advancements in gender equality in the labor market, women continue to face significant barriers in accessing more prestigious and senior positions within academia. This gender imbalance has detrimental effects on the social, scientific, and economic development of the country and challenges women face in their pursuit of higher and more influential positions in academia are multifaceted and complex as evidenced by recent research on gender diversity in education and science. This study aimed to quantitatively and qualitatively evaluate the distribution broken down by sex and analyze the profile of Deans of Research and Graduate Studies in 215 Brazilian Higher Education Institutions in the year of 2019. Using data from the Lattes Platform, which is maintained by the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq), the study analyzed the career trajectories of women professors leading up to their appointment as deans. A comparison was made between professors in terms of the time elapsed between their undergraduate, master's, doctorate, and post-doctorate degrees. Additionally, the study examined the academic and scientific output of the professors, including publications, presentations, and participation in examining boards. The supervision provided to undergraduate students, participation in scientific initiation programs, specialization, master's, and doctorate programs was also evaluated. The analysis employed three categories of indicators: knowledge production, career progression over time, and the training of human resources.The study also drew on concepts from the works of Simone de Beauvoir, Pierre Bourdieu, and Judith Butler to provide a theoretical framework.Despite similar publication rates and similar career time, the study revealed that only around 36% of these dean positions were occupied by women. This imbalance is not consistent with the proportion of women professors in Brazilian higher education, which stands at approximately 54%. Furthermore, the study found that women tend to produce more human resources than their male counterparts. These results indicate that women face additional challenges in reaching positions of power in academia, which suggests the existence of a "glass ceiling" that prevents women from advancing in their careers. In order for them to overcome the obstacles that hinder their professional advancement and reach leadership positions in academia in greater numbers, it is necessary to create and implement policies and actions that encourage and support the participation and advancement of women.application/pdfporPerfil profissionalEquidade de gêneroSexismoMulheresUniversidadesGenderWomen in higher educationGlass ceilingAcademic leadership inequityUma comparação do perfil profissional de pró-reitores e pró-reitoras das universidades brasileirasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Ciências Básicas da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e SaúdePorto Alegre, BR-RS2022mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001177639.pdf.txt001177639.pdf.txtExtracted Texttext/plain195629http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/265893/2/001177639.pdf.txt8d7f48d1fa250a6498ea121382d1aefdMD52ORIGINAL001177639.pdfTexto completoapplication/pdf5685705http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/265893/1/001177639.pdf93f9aed4ad5b02d12341cfaefdc0287bMD5110183/2658932024-02-07 06:00:58.22977oai:www.lume.ufrgs.br:10183/265893Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-02-07T08:00:58Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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