Efeitos de diferentes tipos e frequências de feedbacks visuais aumentados na aprendizagem dos seis fundamentos básicos do voleibol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Holderbaum, Guilherme Garcia
Orientador(a): Petersen, Ricardo Demetrio de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/63138
Resumo: HOLDERBAUM, G. G. Efeitos de diferentes tipos e freqüências de feedbacks visuais aumentados na aprendizagem dos seis fundamentos básicos do voleibol. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. Escola de Educação Física. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005. O voleibol é um dos esportes mais difundidos e praticados no mundo. No entanto, estudos que buscam o ampliar o conhecimento acerca do processo de ensino-aprendizagem dos fundamentos desta modalidade ainda são escassos. Talvez esta lacuna esteja relacionada com as dificuldades encontradas na construção de metodologias para o ensino do voleibol. Dessa forma, a utilização de feedback visual aumentado (FVA) parece ser adequada para o desenvolvimento deste esporte, uma vez que este recurso vem sendo apontado, já há algum tempo, na literatura como uma estratégia que pode influenciar o processo de ensino-aprendizagem de um gesto técnico esportivo. Tendo em vista a necessidade de novas estratégias bem como metodologias de ensino para o voleibol, o objetivo deste estudo foi verificar a influência de diferentes tipos e freqüências de FVAs no processo de ensino-aprendizagem dos seis fundamentos básicos do voleibol. Foram testados seis tipos diferentes de FVAs: (1) FVA-D (demonstrativo); (2) FVA-C (comparativo); (3) FVA-DI (demonstrativo com informações); (4) FVA-CI (comparativo com informações); (5) FVA-DIC (demonstrativo com informações e confirmação) e FVA-CIC (comparativo com informações e confirmação) combinados com quatro freqüências de fornecimento destes feedbacks: F50% (feedback a cada duas tentativas); F33% (feedback a cada três tentativas); F20% (feedback a cada cinco tentativas) e Fredu (feedback a F50% no 1º e 2º dias; a F33% no 3º e 4º dias e a F20% no quinto dia de prática). Participaram deste estudo 300 sujeitos de ambos os sexos, sem experiência em voleibol, estudantes de primeiro ano de ensino médio de escolas estaduais do município de Montenegro. Estes foram divididos em 24 grupos experimentais, ou seja, seis grupos de FVA para cada uma das quatro freqüências (n=12 em cada grupo) e grupo controle (n=12). O desenho experimental constou de três etapas: (1) período de pré-experimento, (2) sessões de prática e (3) período de pósexperimento. Este protocolo foi utilizado para o ensino de cada fundamento do voleibol: (1) saque, (2) passe, (3) levantamento, (4) ataque, (5) bloqueio e (6) defesa. Todos os grupos foram submetidos, em um primeiro momento, ao ensino do fundamento saque e ao final deste seguiu-se o mesmo protocolo para os demais fundamentos. Uma escala de pontuação específica foi desenvolvida para avaliar o desempenho dos grupos: Índice de desempenho (ID). O período de préexperimento constou de 10 tentativas de cada fundamento do voleibol. Nas sessões de prática foram realizadas 30 tentativas por dia, durante cinco dias. O período de pós-experimento foi dividido em três momentos: (1) pós-teste, (2) teste de transferência e (3) teste de retenção. O pós-teste foi realizado 24 horas após a última sessão de prática e constou dos mesmos procedimentos do préexperimento. O teste de transferência foi realizado 24 horas após o pós-teste e consistiu na execução do mesmo fundamento realizado nos períodos de avaliação, porém com alterações nas suas características. O teste de retenção foi realizado uma semana após o pós-teste e foi exatamente igual ao mesmo. Para análise dos resultados utilizou-se estatística descritiva (médias, desvios-padrão e coeficiente de variação). Estas medidas foram utilizadas para a comparação dos efeitos relativos às variáveis independentes (tipo de feedbacks, freqüência de feedback e momento). Os resultados mostraram que todos os tipos de FVA bem como todas as freqüências avaliadas apresentaram médias de ID superiores ao grupo controle em todas as comparações possíveis. A variação foi maior para o grupo controle em quase todas as comparações. Os grupos FVAs quando combinados com Fredu e F33% apresentaram resultados nas médias de ID muito próximos, embora maiores para a Fredu. Tanto a Fredu quanto a F33% apresentaram resultados consideravelmente melhores quando comparadas a F50% e a F20%. O grupo FVA-CIC apresentou as maiores médias de ID em todos os momentos avaliados. Este grupo também apresentou a menor variação na aprendizagem em quase todas as comparações possíveis. Os achados deste estudo mostraram que o FVA-CIC combinado com a freqüência reduzida apresenta-se como uma importante ferramenta no ensino dos seis fundamentos básicos do voleibol.
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Dessa forma, a utilização de feedback visual aumentado (FVA) parece ser adequada para o desenvolvimento deste esporte, uma vez que este recurso vem sendo apontado, já há algum tempo, na literatura como uma estratégia que pode influenciar o processo de ensino-aprendizagem de um gesto técnico esportivo. Tendo em vista a necessidade de novas estratégias bem como metodologias de ensino para o voleibol, o objetivo deste estudo foi verificar a influência de diferentes tipos e freqüências de FVAs no processo de ensino-aprendizagem dos seis fundamentos básicos do voleibol. Foram testados seis tipos diferentes de FVAs: (1) FVA-D (demonstrativo); (2) FVA-C (comparativo); (3) FVA-DI (demonstrativo com informações); (4) FVA-CI (comparativo com informações); (5) FVA-DIC (demonstrativo com informações e confirmação) e FVA-CIC (comparativo com informações e confirmação) combinados com quatro freqüências de fornecimento destes feedbacks: F50% (feedback a cada duas tentativas); F33% (feedback a cada três tentativas); F20% (feedback a cada cinco tentativas) e Fredu (feedback a F50% no 1º e 2º dias; a F33% no 3º e 4º dias e a F20% no quinto dia de prática). Participaram deste estudo 300 sujeitos de ambos os sexos, sem experiência em voleibol, estudantes de primeiro ano de ensino médio de escolas estaduais do município de Montenegro. Estes foram divididos em 24 grupos experimentais, ou seja, seis grupos de FVA para cada uma das quatro freqüências (n=12 em cada grupo) e grupo controle (n=12). O desenho experimental constou de três etapas: (1) período de pré-experimento, (2) sessões de prática e (3) período de pósexperimento. Este protocolo foi utilizado para o ensino de cada fundamento do voleibol: (1) saque, (2) passe, (3) levantamento, (4) ataque, (5) bloqueio e (6) defesa. Todos os grupos foram submetidos, em um primeiro momento, ao ensino do fundamento saque e ao final deste seguiu-se o mesmo protocolo para os demais fundamentos. Uma escala de pontuação específica foi desenvolvida para avaliar o desempenho dos grupos: Índice de desempenho (ID). O período de préexperimento constou de 10 tentativas de cada fundamento do voleibol. Nas sessões de prática foram realizadas 30 tentativas por dia, durante cinco dias. O período de pós-experimento foi dividido em três momentos: (1) pós-teste, (2) teste de transferência e (3) teste de retenção. O pós-teste foi realizado 24 horas após a última sessão de prática e constou dos mesmos procedimentos do préexperimento. 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Tanto a Fredu quanto a F33% apresentaram resultados consideravelmente melhores quando comparadas a F50% e a F20%. O grupo FVA-CIC apresentou as maiores médias de ID em todos os momentos avaliados. Este grupo também apresentou a menor variação na aprendizagem em quase todas as comparações possíveis. Os achados deste estudo mostraram que o FVA-CIC combinado com a freqüência reduzida apresenta-se como uma importante ferramenta no ensino dos seis fundamentos básicos do voleibol.HOLDERBAUM, G. G. Effects of different types and frequency of visual augmented feedback on the learning of the six volleyball basic skills. Doctoral Dissertation. Human Movement Sciences Graduate Program. School of Physical Education. Federal University of Rio Grande do Sul, 2011. Volleyball is one of the most broadcast sports. However, there aren’t enough studies that investigate about the learning processes of volleyball skills. Perhaps, this gap is related to the difficulty found in the development of learning volleyball methodologies. Therefore, the use of visual augmented feedback (VAF) seems to be adequate to the improvement of this sport, since this resource has been noticed for a long time, in the literature with a strategy that can influence the learning processes of skill acquisition. Concerning the necessity of new strategies as well as methodologies in teaching volleyball, the aim of this study was to verify the influence of different types and frequencies of AVFs in the process of teaching-learning of the six basic volleyball skills. Six types of AVFs were tested: (1) AVF-D (demonstrative); (2) AVF-C (comparative); (3) AVF-DI (demonstrative with information); (4) AVF-CI (comparative with information); (5) AVF-DIC (demonstrative with information and confirmation); (6) AVF-CIC (comparative with information and confirmation) combined to four of these feedback frequencies: F50% (feedback after two trials); F33% (feedback after three trials); F20% (feedback after five trials) and Fredu (feedback the F50% in the 1st and 2nd days; the F33% in the 3rd and 4th days and the F20% in the 5th day of practice). Three hundred participants of both sex with no experience in volleyball took part in this study, with no experience in volleyball: junior high school students from public schools in Montenegro. These were divided in 24 experimental groups, that is, six groups of AVF to each one of the four frequencies (n=12 in each group) and the control group (n=12). The experimental design had three stages: (1) pre-experiment period; (2) practice sessions and (3) post-experimental period. This protocol was used to the teaching of each one of the volleyball basic skills: (1) serve, (2) pass, (3) set, (4) attack, (5) block and (6) defense. All groups were first submitted to the teaching of serve and in the end of this; the same was applied to the other skills. A specific score degrees was developed to evaluate the groups performance: performance index (PI). The preexperimental period was of 10 trials of each volleyball skills. In the practice sessions, 30 trials a day were done during five days. The post-experimental period was divided in three moments: (1) post-test, (2) transfer test and (3) retention test. The post-test was done 24 hours after the last practice sessions and had the same procedure as the pre-experimental. The transfer test was done 24 hours after the post-test and consisted in the accomplishment of the same skills realized in the evaluation period, but with some skill changings. The retention test was realized a week after the post-test and was exactly the same as it. Descriptive statistics was used for the results analysis (arithmetic mean, standard deviation and factor change). These measures were used to compare the effects related to the independent variable (types of feedbacks, feedback frequency and moment). The results showed that all AVF types as well as all the evaluated frequencies presented superior PI mean over the control group in every possible comparison. The variation was bigger to the control group in almost all comparisons. The AVF groups when combined to Fredu and F33% presented very closed results in the PI mean, although bigger to the Fredu. Fredu as much as F33% presented considerably better results when compared to F50% and F20%. The AVF-CIC presented the biggest PI mean in every evaluated moment. This group also presented the smallest variation in the learning in almost all possible comparisons. The findings of this study showed that the AVF-CIC combined to the reduced frequency is an important tool in the teaching of the six basic volleyball skills.application/pdfporVoleibolEnsinoAprendizagem motoraVolleyballTeaching the volleyball basic skillsMotor learningAugmented visual feedbackFeedback frequencyEfeitos de diferentes tipos e frequências de feedbacks visuais aumentados na aprendizagem dos seis fundamentos básicos do voleibolinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de Educação FísicaPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Movimento HumanoPorto Alegre, BR-RS2012doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000869807.pdf000869807.pdfTexto completoapplication/pdf3319320http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/63138/1/000869807.pdf77dc15eac02d9c5979b056886f0762a6MD51TEXT000869807.pdf.txt000869807.pdf.txtExtracted Texttext/plain489472http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/63138/2/000869807.pdf.txt989d1b017cc00eb47a57fb48fe0df4fdMD52THUMBNAIL000869807.pdf.jpg000869807.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1320http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/63138/3/000869807.pdf.jpg3326164bfa23bdb361ead6d6e90b3828MD5310183/631382018-10-11 09:20:36.899oai:www.lume.ufrgs.br:10183/63138Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-11T12:20:36Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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