Dançar de sapato branco : tap dance, improvisação e branquitude

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Dias, Leonardo Costa
Orientador(a): Silva, Suzane Weber da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/302085
Resumo: Esta pesquisa tem por foco analisar a improvisação no Tap Dance. A investigação brota da vivência do pesquisador enquanto professor e performer dessa linguagem. O estudo tem como fio condutor um questionamento sobre racialidade, articulado a partir do contraste entre a matriz afrodiaspórica da improvisação no Tap e os modos como essa herança tem sido apagada nas práticas de ensino da dança, especialmente quando observados a partir da vivência branca, masculina e sul-brasileira do autor. Com inspiração metodológica de base etnográfica em pesquisas em dança (DANTAS, 2007; WEBER, 2010) a investigação organiza-se em três eixos de pensamento. No primeiro, realiza-se uma revisão bibliográfica que situa a improvisação em Tap Dance no contexto das artes afrodiaspóricas, tendo como conceito articulador as motrizes culturais (LIGIÉRO, 2012) e dialogando com a literatura estadunidense sobre o tema (GOTTSCHILD, 2005, 2016; PETERS, 2011). O segundo eixo propõe uma retrospectiva da experiência do pesquisador, mobilizando o conceito de branquitude como alavanca de deslocamento crítico, a fim de tensionar percepções e formular questionamentos sobre sua prática de campo em improvisação. Por fim, o terceiro eixo analisa uma experiência docente, sintetizando proposições para a prática de improviso em Tap com o objetivo de escurecer referências e contornar o apagamento de saberes, histórias e corporeidades negras.
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