Estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos de cinco alagados temporários do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Silva, Flávio Luiz Peixoto da
Orientador(a): Würdig, Norma Luiza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/8339
Resumo: O presente estudo teve como objetivo caracterizar a estrutura da macrofauna bentônica, associada ao substrato de fundo, em cinco alagados temporários no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Brasil. Foram feitas coletas com amostrador tipo corer, com 0,39 m2 de diâmetro, em duas estações do ano: verão (março) e inverno (setembro) de 2004. De cada um dos alagados foram retiradas 6 repetições de sedimento. Nos locais de coleta, foram feitas medidas de temperatura, oxigênio dissolvido, saturação de oxigênio, transparência e profundidade. Foram realizadas coletas de água para análise das variáveis ambientais: nitrogênio total, fósforo total, sólidos totais, DQO e coletas de sedimento para análise granulométrica e de matéria orgânica. A comunidade de macroinvertebrados bentônicos esteve representada por 28 famílias. A partir da média das 6 repetições foram calculadas a densidade e a abundância dos organismos.A riqueza de famílias variou de 10 a 14 no verão, e de 8 a 13 no inverno. A classe Oligochaeta esteve presente em todos os banhados, no verão e no inverno, com as famílias Naididae e Tubificidae. As famílias mais abundantes foram Naididae (Oligochaeta) com 46,8% de abundância relativa e Chironomidae (Insecta: Diptera) com 36,8%. O verão apresentou os maiores valores de densidade da macrofauna bentônica, 5.902 ind/m2 a 46.997 ind/m2, com densidade média de 22.397 ind/m2. No inverno, variou de 4.798 ind/m2 a 14.607 ind/m2, com densidade média de 10.080 ind/m2. O alagado temporário com maior índice de diversidade de Shannon (2,05) foi o arrozal. O resultado da análise de agrupamento, com base na composição e na densidade da macrofauna bentônica, mostra uma nítida separação sazonal entre os alagados temporários, revelando, também, que os alagados, no inverno, foram mais similares entre si do que no verão. Através da análise de correlação de Spearman, verificou-se que Tubificidae correlacionou-se significativamente com a DQO, (r = -0,94; p=0,00) e o Nitrogênio total, (r = -0,91; p = 0,00). Hyallelidae apresentou as maiores correlações significativas com a temperatura (r = -0,91; p = 0,00) e com o oxigênio dissolvido (r = 0,80; p = 0,01). Concluiu-se que os pequenos alagados temporários no Litoral Norte estão sujeitos às mudanças climáticas que ocorrem sazonalmente. A densidade de indivíduos é alta, quando comparada a ambientes lacustres, indicando que a biomassa e a produtividade também devem ser altas nesse tipo de ambiente. No Litoral Norte, esses alagados temporários vêm sofrendo forte pressão antrópica, sendo essas áreas ocupadas para cultivos, pastoreio e urbanização, ocasionando a destruição desses ambientes que deveriam merecer mais atenção das autoridades competentes.
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A partir da média das 6 repetições foram calculadas a densidade e a abundância dos organismos.A riqueza de famílias variou de 10 a 14 no verão, e de 8 a 13 no inverno. A classe Oligochaeta esteve presente em todos os banhados, no verão e no inverno, com as famílias Naididae e Tubificidae. As famílias mais abundantes foram Naididae (Oligochaeta) com 46,8% de abundância relativa e Chironomidae (Insecta: Diptera) com 36,8%. O verão apresentou os maiores valores de densidade da macrofauna bentônica, 5.902 ind/m2 a 46.997 ind/m2, com densidade média de 22.397 ind/m2. No inverno, variou de 4.798 ind/m2 a 14.607 ind/m2, com densidade média de 10.080 ind/m2. O alagado temporário com maior índice de diversidade de Shannon (2,05) foi o arrozal. O resultado da análise de agrupamento, com base na composição e na densidade da macrofauna bentônica, mostra uma nítida separação sazonal entre os alagados temporários, revelando, também, que os alagados, no inverno, foram mais similares entre si do que no verão. Através da análise de correlação de Spearman, verificou-se que Tubificidae correlacionou-se significativamente com a DQO, (r = -0,94; p=0,00) e o Nitrogênio total, (r = -0,91; p = 0,00). Hyallelidae apresentou as maiores correlações significativas com a temperatura (r = -0,91; p = 0,00) e com o oxigênio dissolvido (r = 0,80; p = 0,01). Concluiu-se que os pequenos alagados temporários no Litoral Norte estão sujeitos às mudanças climáticas que ocorrem sazonalmente. A densidade de indivíduos é alta, quando comparada a ambientes lacustres, indicando que a biomassa e a produtividade também devem ser altas nesse tipo de ambiente. No Litoral Norte, esses alagados temporários vêm sofrendo forte pressão antrópica, sendo essas áreas ocupadas para cultivos, pastoreio e urbanização, ocasionando a destruição desses ambientes que deveriam merecer mais atenção das autoridades competentes.The objective of this study was to characterize the structure of macroinvertebrate community, associated to the substratum, in five temporary wetlands in the North Coast of the Rio Grande do Sul, Brazil. The samples were colected using a corer sampler, 0,39 m2 of diameter, in two seasons: summer (March) and winter (September) in 2004. In each wetlands, six replicates of sediment had been colected sampling sites were measured temperature, dissolved oxigen, oxigen saturation, transparency and depth. Water samples were collected to determine total nitrogen, total phosforus, total solids and DQO (chemical demand oxygen), sediment granulometry and analysis of organic matter. The community of benthic macroinvertebrates was represented by 28 families. The richness of families ranged between 10 and 14 in the summer, and 8 to 13 in the winter. The Oligochaeta was present in all temporary wetlands, summer and winter, with the families Naididae and Tubificidae. The most abundant families were Naididae with 46,8% of relative frequency and Chironomidae with 36,8%. The summer presented the biggest values of density of the benthic macroinvertebrates, 5,902 ind/m2 (P1) to 46,997 ind/m2 (P5), with mean density of 22.397 ind/m2. The winter varied of 4.798 ind/m2 (P3) the 14,607 ind/m2 (P5), with mean density of 10.080 ind/m2. The temporary wetlands with bigger index of diversity of Shannon (2,05) was the rice field. The result of the cluster analysis, based on the composition of the benthic macroinvertebrates, shows a clear seasonal separation between the temporary wetlands, revealing, also, that the wetladns in the winter had been more similar between itself of that in the summer. Through the Spearman correlation analysis, it was verified that the Tubificidae family correlated itself significantly with the DQO, (r = -0,94; p = 0,00) and the total Nitrogen, (r = - 0,91; p = 0,00). Hyallelidae presented the biggest significant correlations with the temperature (r = -0,91; p = 0,00), and with the dissolved oxygen (r = 0,80; p = 0,01). In short, that small temporary wetlands in the North Coast are exposed to the climatic changes that occur seasonaly. The density of individuals is high, when compared to lacustrine environments, indicating that the biomass and the productivity also must be high in this type of environment. In the North Coast, these temporary wetlands come suffering a strong anthropic pressure, because these areas are used for plantation, pasturage and urbanization, causing the destruction of these environments that would have to deserve more attention by the competent authorities.application/pdfporMacrofauna bentônicaÁreas úmidas : BrasilRio Grande do Sul, Litoral norteEstrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos de cinco alagados temporários do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em EcologiaPorto Alegre, BR-RS2006mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000573921.pdf000573921.pdfTexto completoapplication/pdf389298http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8339/1/000573921.pdfdeb4a0df8d870ad531af10dbee5d05d3MD51TEXT000573921.pdf.txt000573921.pdf.txtExtracted Texttext/plain101368http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8339/2/000573921.pdf.txt260437ef1deb66c05a69a563a765174eMD52THUMBNAIL000573921.pdf.jpg000573921.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1093http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/8339/3/000573921.pdf.jpgc6d018a60c6416cdca7d355115474281MD5310183/83392018-10-08 08:16:52.906oai:www.lume.ufrgs.br:10183/8339Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-08T11:16:52Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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