Masculinidades em rede : enredos entre o tóxico e o saudável

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Miola, João Luís
Orientador(a): Weinmann, Amadeu de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/300970
Resumo: Masculinidade tóxica foi a palavra do ano em 2018. A partir das interrogações quanto à origem deste termo, seu contexto de emergência e sua aparição no contemporâneo é que tecemos a seguinte dissertação. O que a história pode nos contar sobre a masculinidade de maneira que nos ajude a ler o contemporâneo? Os modos como um homem se constitui estão intrinsicamente ligados aos discursos que incidem sobre ele: os significantes que lhe são herdados e utilizados para que ele seja nomeado e, posteriormente, possa nomear a si mesmo. As relações que homens constroem com suas masculinidades e com as de outros, assim como as relações no geral, são produzidas justamente a partir dos discursos que os enredam. Sendo assim, quais são os discursos contemporâneos sobre a masculinidade? No tempo das redes sociais, ela pode ser tóxica ou saudável, a depender da bolha algorítmica em que estamos. Ir de uma para outra ou o modo como cada uma é significada também dependerá desta mesma bolha. Com estudos sociológicos, históricos, psicanalíticos e de teorias do gênero poderemos ver a complexidade, a dinâmica e a imprecisão – mas nem por isso a inexistência de efeitos positivos e lesivos – em relação aos discursos e aos enredos da masculinidade. Através de uma netnografia no Instagram, produzimos uma pesquisa que coletou significantes sobre a masculinidade saudável para pensar o que ela produz em relação aos discursos sobre a masculinidade. Ao final, contraponto as aparências, percebemos que os discursos ao redor do termo atualizam o mito da virilidade.
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spelling Miola, João LuísWeinmann, Amadeu de OliveiraKveller, Daniel Boianovsky2026-02-05T06:55:59Z2025http://hdl.handle.net/10183/300970001301406Masculinidade tóxica foi a palavra do ano em 2018. A partir das interrogações quanto à origem deste termo, seu contexto de emergência e sua aparição no contemporâneo é que tecemos a seguinte dissertação. O que a história pode nos contar sobre a masculinidade de maneira que nos ajude a ler o contemporâneo? Os modos como um homem se constitui estão intrinsicamente ligados aos discursos que incidem sobre ele: os significantes que lhe são herdados e utilizados para que ele seja nomeado e, posteriormente, possa nomear a si mesmo. As relações que homens constroem com suas masculinidades e com as de outros, assim como as relações no geral, são produzidas justamente a partir dos discursos que os enredam. Sendo assim, quais são os discursos contemporâneos sobre a masculinidade? No tempo das redes sociais, ela pode ser tóxica ou saudável, a depender da bolha algorítmica em que estamos. Ir de uma para outra ou o modo como cada uma é significada também dependerá desta mesma bolha. Com estudos sociológicos, históricos, psicanalíticos e de teorias do gênero poderemos ver a complexidade, a dinâmica e a imprecisão – mas nem por isso a inexistência de efeitos positivos e lesivos – em relação aos discursos e aos enredos da masculinidade. Através de uma netnografia no Instagram, produzimos uma pesquisa que coletou significantes sobre a masculinidade saudável para pensar o que ela produz em relação aos discursos sobre a masculinidade. Ao final, contraponto as aparências, percebemos que os discursos ao redor do termo atualizam o mito da virilidade."Toxic masculinity" was chosen as the word of the year in 2018. This dissertation is woven from the questions surrounding the origin of this term, the context of its emergence, and its manifestation in contemporary times. What can history tell us about masculinity that helps us interpret the present? The ways in which a man is constituted are intrinsically linked to the discourses that act upon him: the signifiers he inherits and that are used to name him, and later, allow him to name himself. The relationships men build with their own masculinities and those of others—just like relationships in general—are shaped by the discourses that entangle them. So, what are the contemporary discourses on masculinity? In the age of social media, masculinity can be seen as toxic or healthy, depending on the algorithmic bubble in which we are immersed. The transition between these forms, and the way each is signified, also depends on that same bubble. Drawing from sociological, historical, psychoanalytic, and gender theory perspectives, this study explores the complexity, fluidity, and imprecision—but not the absence—of both beneficial and harmful effects in the discourses and narratives surrounding masculinity. Through a netnographic study conducted on Instagram, this research collected signifiers related to healthy masculinity in order to reflect on what they produce in relation to broader discourses on masculinity. Through a netnographic study on Instagram, we conducted research that collected signifiers of healthy masculinity in order to analyze what it produces in relation to discourses on masculinity. In the end, contrary to appearances, we observed that the discourses surrounding the term actually serve to update the myth of virility.application/pdfporMasculinidadeGêneroNetnografiaAnálise do discursoRedes sociais onlineMasculinityGenderHistoryNetnographyPsychoanalysisMasculinidades em rede : enredos entre o tóxico e o saudávelNetworked masculinities : plots between the toxic and the healthyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Psicologia, Serviço Social, Saúde e Comunicação HumanaPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Social e InstitucionalPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301406.pdf.txt001301406.pdf.txtExtracted Texttext/plain689511http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300970/2/001301406.pdf.txt83468ecb50751f62509020e1ae8bbf98MD52ORIGINAL001301406.pdfTexto completoapplication/pdf2641198http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300970/1/001301406.pdf58a9db92871ca96cef421449fdc1b31eMD5110183/3009702026-02-06 09:02:39.979788oai:www.lume.ufrgs.br:10183/300970Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-02-06T11:02:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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