Avanços no manejo do carcinoma diferenciado da tireoide em crianças e adolescentes
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/193156 |
Resumo: | O carcinoma diferenciado de tireoide (CDT) constitui a neoplasia maligna mais comum do sistema endocrinológico na infância. O CDT em crianças e adolescentes costuma se apresentar como uma doença mais extensa e agressiva em relação a população adulta, porém apresenta um prognóstico excelente, mesmo em casos de doença avançada. No entanto, alguns pacientes apresentam doença persistente e/ou recorrente que leva a aumento da morbidade. De fato, um grande desafio no manejo do CDT é a identificação desta parcela de pacientes, com maior risco de desfechos desfavoráveis. Desse modo, um passo fundamental na avaliação dos pacientes com CDT consiste na determinação do prognóstico individual. Para tanto, devem ser analisados os fatores prognósticos conhecidos relacionados ao paciente e ao tumor e os sistemas de estratificação existentes (TNM/AJCCN, classificação de risco da American Thyroid Association e estratificação dinâmica de risco). No artigo de revisão abordamos criticamente o CDT em crianças e adolescentes, com especial ênfase na apresentação clínica, tratamento cirúrgico, avaliação de risco, acompanhamento e perspectivas futuras da doença. Salientamos quatro aspectos importantes: 1) as diversas diferenças existentes entre o CDT pediátrico e adultos na patofisiologia, apresentação clínica e desfechos em longo prazo da doença; 2) existem grandes divergências em relação ao papel dos fatores prognósticos e sua associação com doença persistente/recorrente; 3) os sistemas de estadiamento e classificações de risco provém, na sua maioria, de estudos realizados em adultos, o que dificulta a sua aplicação para a população pediátrica; 4) embora ainda sejam necessários mais estudos, os marcadores moleculares parecem ser um importante fator prognóstico nas crianças e adolescentes com CDT, além de permitirem, futuramente, o uso de terapias-alvo para tratamento individualizado. No nosso estudo que avaliou o papel da tireoglobulina estimulada pós-operatória (sPOTg) como fator prognóstico do CDT em crianças e adolescentes, demonstramos que esse exame possui alta acurácia para predizer o risco de doença persistente nessa população. No nosso estudo que avaliou o papel da estratificação dinâmica de risco em crianças e adolescentes com CDT, encontramos que ela é um forte preditor de desfecho da doença, podendo ser útil na definição de estratégias de acompanhamento da doença. Além disso, reforçamos o papel da sPOTg e sua associação com doença persistente, sendo que o valor de ponto de corte com maior sensibilidade e especificidade foi de 37,8 ng/mL. |
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Zanella, André BorsattoMaia, Ana Luiza Silva2019-04-18T02:34:16Z2018http://hdl.handle.net/10183/193156001089009O carcinoma diferenciado de tireoide (CDT) constitui a neoplasia maligna mais comum do sistema endocrinológico na infância. O CDT em crianças e adolescentes costuma se apresentar como uma doença mais extensa e agressiva em relação a população adulta, porém apresenta um prognóstico excelente, mesmo em casos de doença avançada. No entanto, alguns pacientes apresentam doença persistente e/ou recorrente que leva a aumento da morbidade. De fato, um grande desafio no manejo do CDT é a identificação desta parcela de pacientes, com maior risco de desfechos desfavoráveis. Desse modo, um passo fundamental na avaliação dos pacientes com CDT consiste na determinação do prognóstico individual. Para tanto, devem ser analisados os fatores prognósticos conhecidos relacionados ao paciente e ao tumor e os sistemas de estratificação existentes (TNM/AJCCN, classificação de risco da American Thyroid Association e estratificação dinâmica de risco). No artigo de revisão abordamos criticamente o CDT em crianças e adolescentes, com especial ênfase na apresentação clínica, tratamento cirúrgico, avaliação de risco, acompanhamento e perspectivas futuras da doença. Salientamos quatro aspectos importantes: 1) as diversas diferenças existentes entre o CDT pediátrico e adultos na patofisiologia, apresentação clínica e desfechos em longo prazo da doença; 2) existem grandes divergências em relação ao papel dos fatores prognósticos e sua associação com doença persistente/recorrente; 3) os sistemas de estadiamento e classificações de risco provém, na sua maioria, de estudos realizados em adultos, o que dificulta a sua aplicação para a população pediátrica; 4) embora ainda sejam necessários mais estudos, os marcadores moleculares parecem ser um importante fator prognóstico nas crianças e adolescentes com CDT, além de permitirem, futuramente, o uso de terapias-alvo para tratamento individualizado. No nosso estudo que avaliou o papel da tireoglobulina estimulada pós-operatória (sPOTg) como fator prognóstico do CDT em crianças e adolescentes, demonstramos que esse exame possui alta acurácia para predizer o risco de doença persistente nessa população. No nosso estudo que avaliou o papel da estratificação dinâmica de risco em crianças e adolescentes com CDT, encontramos que ela é um forte preditor de desfecho da doença, podendo ser útil na definição de estratégias de acompanhamento da doença. Além disso, reforçamos o papel da sPOTg e sua associação com doença persistente, sendo que o valor de ponto de corte com maior sensibilidade e especificidade foi de 37,8 ng/mL.application/pdfporFatores de riscoPrognósticoNeoplasias da glândula tireóideTireoglobulinaCriançaAdolescenteAvanços no manejo do carcinoma diferenciado da tireoide em crianças e adolescentesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências Médicas: EndocrinologiaPorto Alegre, BR-RS2018doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001089009.pdf.txt001089009.pdf.txtExtracted Texttext/plain165911http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/193156/2/001089009.pdf.txt76a5d4bba73125cd909c85cd98f4c8fdMD52ORIGINAL001089009.pdfTexto completoapplication/pdf923244http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/193156/1/001089009.pdfb770bb7b91dfc36aab70bfdbd39a8cf8MD5110183/1931562019-04-19 02:33:55.305908oai:www.lume.ufrgs.br:10183/193156Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532019-04-19T05:33:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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