À escuta da imagem : sobrevivências entre memória e utopia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Tietboehl, Léo Karam
Orientador(a): Sousa, Edson Luiz Andre de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/203831
Resumo: Este escrito se estrutura por um funcionamento que busca afinidades com o método de transmissão que o historiador da arte Aby Warburg propõe em seus painéis de imagens, que resta inacabado, intitulado Atlas Mnemosyne (1924-29). Ao longo desta argumentação, procuro contrapor em avesso alguns referenciais da poesia, da filosofia, da psicanálise e dos estudos utópicos para pensar as formas de constituição de uma narrativa. Para tanto, faço operar dois conceitos principais, que orbitam e eventualmente atravessam a sistemática que aqui se propõe – e que tenta não se ater, necessariamente, a um funcionamento verticalmente linear. O primeiro, de sobrevivência, é interpretado muito a partir das leituras que Georges Didi-Huberman apresenta da obra de Warburg – e se associa de maneira mais íntima com os processos de memória, de registro, de desvio e de elaboração. Para além deste, trago a noção de escuta, tomando a última em um sentido ampliado para pensar as virtualidades de uma percepção, em colocações acerca de uma atenção e das potencialidades de uma ecologia. Tais conceitos se encontram em uma releitura do poema E agora, José?, de Carlos Drummond de Andrade, para pensarem através de um viés utópico as ressignificações que se podem dar a partir de um esgotamento – e a importância, para tanto, do reconhecimento da presença de um corpo que ocupa um tempo e um espaço presentes. Ao longo do escrito, se interpõem imagens fotográficas, esquemas e poemas autorais, com o intuito de se oferecer certa simultaneidade a uma leitura. Entre o só- depois de uma psicanálise, um ainda não do pensamento utópico, um desvio poético e um agora filosófico, este trabalho se encontra na passagem – buscando, mais do que respostas, as conexões que se fazem sub-repticiamente entre os campos de um saber e um agir.
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