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Sistemas convectivos associados a desastres no Rio Grande do Sul entre 2011 e 2016

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lima, Karina Bruno
Orientador(a): Aquino, Francisco Eliseu
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
ONI
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/299943
Resumo: O Rio Grande do Sul (RS) localiza-se em uma região favorável a condições de tempo severo que, em conjunto com suas vulnerabilidades, resultam em muitas ocorrências de desastres hidrometeorológicos que podem estar associados a Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCMs) e Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs). Por meio de informações sobre desastres provenientes de relatórios oficiais, imagens de satélite e dados de sistemas convectivos obtidos por meio do pacote Python TATHU, foi possível criar um banco de dados e analisar características dos sistemas associados aos desastres no RS entre 2011 e 2016. Foram analisados 1.151 registros de desastres, com maior quantidade de casos no trimestre Outubro-Novembro-Dezembro. A proporção de CCMs entre os sistemas associados aos desastres se mostrou estatisticamente maior do que na população geral de sistemas que passaram sobre o RS, sugerindo uma relação importante entre este tipo de tempestade e as ocorrências. Foi verificado que a formação dos fenômenos ocorre principalmente durante a tarde na maior parte do ano e que os CCMs podem ter duração média superior a 20 horas em alguns períodos. O valor médio de temperatura do núcleo dos sistemas que passaram pelo RS é em torno de 214K, enquanto na amostra dos sistemas associados a desastres, a média é de 212K. A relação de frequência de SCMs e CCMs com as anomalias calculadas pelo índice oceânico ONI se mostraram consistentes com aumento de ocorrência geral dos sistemas e também de associações a desastres em períodos de anomalia positiva e neutralidade. Os resultados mostram que cerca de 75% das ocorrências dos desastres relacionados à chuva e a tempestades pôde ser associada à passagem de sistemas convectivos, uma proporção significativa.
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