Dinâmica territorial e redes do circuito de produção do arroz industrializado no/a partir do Rio Grande do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Conceição, Josuan Avila da
Orientador(a): Soares, Paulo Roberto Rodrigues
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Palavras-chave em Espanhol:
Red
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/297295
Resumo: O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor agrícola de arroz do Brasil, sendo responsável por cerca de setenta por cento do total produzido, além de destacar-se nas transações comerciais com o exterior. A lavoura arrozeira gaúcha tem as suas origens já estabelecidas em um processo capitalista em inícios do século XX, a partir dos polos instalados em Cachoeira do Sul e Pelotas, com o fim da economia do charque e da transformação da pecuária. Da mesma forma, o Rio Grande do Sul é, também, o maior beneficiador industrial do grão, sendo o território de origem das principais empresas industriais do setor, com destaque para a multinacional Camil, além das empresas Josapar, Arrozeira Pelotas e Pirahy Alimentos. Tendo como base as categorias de território e rede, este trabalho busca mostrar a dinâmica territorial do circuito de produção do arroz industrializado gaúcho, com o objetivo de desvendar as suas redes materiais e imateriais que desenvolve com outros agentes complementares, seja antes (aprimoramento da matéria-prima e tecnificação agrícola), seja durante (insumos, bens, regulamentações, centros de produção e distribuição), seja depois do beneficiamento no interior da fábrica (mercados consumidores, representantes comerciais, unidades de produção), associando esses dados com a influência política das instituições classistas frente às esferas de poder.A tese mostra um circuito bastante dinâmico, com uma configuração territorial bastante abrangente em múltiplas escalas, com a presença de unidades de produção e representantes comerciais das arrozeiras em várias localidades no Brasil e no exterior, como também a participação do setor de serviços (universidades e centros de pesquisa, instituições financeiras, empresas de equipamentos de bens de capital), que complementam e dão inovação ao beneficiamento de arroz, garantindo a qualidade do produto ao final do processo. O circuito de produção em questão gaúcho interliga com intensidade todos os setores da economia, com a modernização da agricultura empresarial com a adoção de sistemas tipicamente urbanos, que dão ao arroz um maior valor agregado, com incremento de ciência e tecnologia desde a lavoura. Por fim, a tese tem a finalidade de trazer a relação desse circuito com as tendências globais que influenciam a economia do arroz como um todo, como a busca por novas experiências de consumo (o que possibilitou a diversificação da produção, com a adoção de estratégias de escopo pelas arrozeiras), ao mesmo tempo em que ocorre a redução do consumo médio do arroz e feijão pelas famílias brasileiras nos últimos anos, além dos os problemas estruturais presentes na produção arrozeira - como custos elevados de cultivo, retornos menores em relação a commodities, a exemplo da soja, entre outros.
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Tendo como base as categorias de território e rede, este trabalho busca mostrar a dinâmica territorial do circuito de produção do arroz industrializado gaúcho, com o objetivo de desvendar as suas redes materiais e imateriais que desenvolve com outros agentes complementares, seja antes (aprimoramento da matéria-prima e tecnificação agrícola), seja durante (insumos, bens, regulamentações, centros de produção e distribuição), seja depois do beneficiamento no interior da fábrica (mercados consumidores, representantes comerciais, unidades de produção), associando esses dados com a influência política das instituições classistas frente às esferas de poder.A tese mostra um circuito bastante dinâmico, com uma configuração territorial bastante abrangente em múltiplas escalas, com a presença de unidades de produção e representantes comerciais das arrozeiras em várias localidades no Brasil e no exterior, como também a participação do setor de serviços (universidades e centros de pesquisa, instituições financeiras, empresas de equipamentos de bens de capital), que complementam e dão inovação ao beneficiamento de arroz, garantindo a qualidade do produto ao final do processo. O circuito de produção em questão gaúcho interliga com intensidade todos os setores da economia, com a modernização da agricultura empresarial com a adoção de sistemas tipicamente urbanos, que dão ao arroz um maior valor agregado, com incremento de ciência e tecnologia desde a lavoura. Por fim, a tese tem a finalidade de trazer a relação desse circuito com as tendências globais que influenciam a economia do arroz como um todo, como a busca por novas experiências de consumo (o que possibilitou a diversificação da produção, com a adoção de estratégias de escopo pelas arrozeiras), ao mesmo tempo em que ocorre a redução do consumo médio do arroz e feijão pelas famílias brasileiras nos últimos anos, além dos os problemas estruturais presentes na produção arrozeira - como custos elevados de cultivo, retornos menores em relação a commodities, a exemplo da soja, entre outros.The state of Rio Grande do Sul is the largest rice producer in Brazil, accounting for around seventy percent of the total produced, as well as standing out in trade with foreign countries. The origins of rice farming in Rio Grande do Sul are already established in a capitalist process at the beginning of the 20th century, starting with the poles installed in Cachoeira do Sul and Pelotas, with the end of the charque economy and the transformation of livestock farming. In the same way, Rio Grande do Sul is also the largest industrial processor of the grain, being the territory of origin of the main industrial companies in the sector, especially the multinational Camil, as well as the companies Josapar, Arrozeira Pelotas and Pirahy Alimentos. Based on the categories of territory and network, this work seeks to show the territorial dynamics of the industrialized rice production circuit in Rio Grande do Sul, trying to uncover its material and immaterial networks that it develops with other complementary agents, either before (improvement of the raw material and agricultural technification), during (inputs, goods, regulations, production and distribution centers), or after processing inside the factory (consumer markets, commercial representatives, production units), associating this data with the political influence of class institutions in the spheres of power. The thesis shows a very dynamic circuit, with a very comprehensive territorial configuration on multiple scales, with the presence of production units and commercial representatives of rice companies in various locations in Brazil and abroad, as well as the participation of the service sector (universities and research centers, financial institutions, capital goods equipment companies), which complement and bring innovation to rice processing, guaranteeing the quality of the product at the end of the process. The production circuit in question in Rio Grande do Sul strongly interconnects all sectors of the economy, with the modernization of entrepreneurial agriculture and the adoption of typically urban systems, which give rice greater added value, with an increase in science and technology right from the farm. Finally, the thesis seeks to relate this circuit to global trends that influence the rice economy as a whole, such as the search for new consumption experiences (which has made it possible to diversify production, with the adoption of scoping strategies by rice growers), at the same time as there has been a reduction in the average consumption of rice and beans by Brazilian families in recent years, in addition to the structural problems present in rice production - such as high cultivation costs, lower returns in relation to commodities such as soybeans, among others.El estado de Rio Grande do Sul es el mayor productor de arroz de Brasil, con cerca del setenta por ciento del total producido, además de destacarse en el comercio con el exterior. Los orígenes del cultivo de arroz en Rio Grande do Sul se establecieron en un proceso capitalista a principios del siglo XX, a partir de los centros de Cachoeira do Sul y Pelotas, con el fin de la economía charque y la transformación de la ganadería. Del mismo modo, Rio Grande do Sul es también el mayor transformador industrial del grano, siendo el territorio de origen de las principales empresas industriales del sector, especialmente la multinacional Camil, así como las empresas Josapar, Arrozeira Pelotas y Pirahy Alimentos. A partir de las categorías de territorio y red, este trabajo busca mostrar la dinámica territorial del circuito de producción industrializada del arroz en Rio Grande do Sul, intentando desvelar sus redes materiales e inmateriales que desarrolla con otros agentes complementarios, ya sea antes (mejora de la materia prima y tecnificación agrícola), durante (insumos, mercancías, normativas, centros de producción y distribución), o después del procesamiento dentro de la fábrica (mercados de consumo, representantes comerciales, unidades de producción), asociando estos datos a la influencia política de las instituciones de clase en las esferas de poder. La tesis muestra un circuito muy dinámico, con una configuración territorial muy completa en múltiples escalas, con la presencia de unidades de producción y representantes comerciales de empresas arroceras en diversas localidades de Brasil y del extranjero, así como la participación del sector de servicios (universidades y centros de investigación, instituciones financieras, empresas de bienes de equipo), que complementan y aportan innovación al procesamiento del arroz, garantizando la calidad del producto al final del proceso. El circuito productivo en cuestión en Rio Grande do Sul interconecta fuertemente todos los sectores de la economía, con la modernización de la agricultura empresarial y la adopción de sistemas típicamente urbanos que dan mayor valor añadido al arroz, con un aumento de la ciencia y la tecnología desde el campo. Por último, la tesis trata de relacionar este circuito con tendencias globales que influyen en el conjunto de la economía arrocera, como la búsqueda de nuevas experiencias de consumo (que ha permitido diversificar la producción adoptando estrategias de scoping), al mismo tiempo que se ha producido una reducción del consumo medio de arroz y frijoles por parte de las familias brasileñas en los últimos años, además de los problemas estructurales presentes en la producción arrocera - como los elevados costes de cultivo, la menor rentabilidad en relación con commodities como la soja, entre otros.application/pdfporGeografia agráriaProdução de arrozTerritórioIndustrializaçãoRio Grande do SulRiceTerritoryNetworkProduction circuitIndustrializationRedCircuito productivoIndustrializaciónDinâmica territorial e redes do circuito de produção do arroz industrializado no/a partir do Rio Grande do Sulinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de GeociênciasPrograma de Pós-Graduação em GeografiaPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001289944.pdf.txt001289944.pdf.txtExtracted Texttext/plain635545http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297295/2/001289944.pdf.txt1cf54428f98017f70753c4fec68fe483MD52ORIGINAL001289944.pdfTexto completoapplication/pdf18176426http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297295/1/001289944.pdfe562c98579e4badddd2509b9d4ac858dMD5110183/2972952025-09-25 08:03:32.262105oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297295Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-25T11:03:32Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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