Análise das variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 na suscetibilidade e sintomatologia do Transtorno do Espectro Autista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Fândhrs, Andressa Gonçalves Rodrigues
Orientador(a): Chies, Jose Artur Bogo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/300359
Resumo: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento com início precoce caracterizado por prejuízos na comunicação social, comportamentos repetitivos e um padrão restrito de interesses. O TEA tem origem multifatorial com um considerável componente genético e altas taxas de herdabilidade, mas que também é influenciado por fatores ambientais que aumentam o risco de sua incidência. Conjuntamente, estas condições fazem o TEA ser heterogêneo com relação as manifestações clínicas e graus de severidade. Além disso, fatores de risco imunológicos vêm sendo relacionados com o desenvolvimento do TEA. Quimiocinas e seus receptores são moléculas envolvidas em diversos processos fisiológicos do sistema imune, mas que também possuem uma função na neurogênese e em processos patológicos. Sendo assim, nós buscamos avaliar se as variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 podem contribuir na suscetibilidade ao TEA, e também possuir um papel na sintomatologia presente em crianças autistas. Nossa amostra era composta por 184 crianças com TEA e seus pais biológicos (172 mães e 128 pais). Todos os grupos encontravam-se em EHW. Nas comparações entre as frequências genotípicas entre as crianças autistas, suas mães e pais com as frequências fornecidas pelo banco de dados AbraOM não foi possível observar nenhuma associação estatisticamente significativa para as variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024. Da mesma forma, nenhuma associação estatisticamente significativa foi observada nas comparações feitas entre as frequências alélicas dos trios familiares e do banco de dados AbraOM. Na análise dos sintomas, o teste de regressão logística mostrou uma associação estatisticamente significativa entre o alelo C da variante rs2228014 e labilidade de humor (p=0,037), assim como, do alelo A da variante rs3093024 com os sintomas de hiperatividade (p=0,047) e hetero-agressão (p=0,045). Em resumo, nenhuma associação foi observada para os polimorfismos CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 com a suscetibilidade ao TEA, contudo, nós identificamos uma associação entre labilidade de humor em crianças autistas com o alelo C do CXCR4 rs2228014 e associações entre hetero-agressão e hiperatividade com o alelo A da variante CCR6 rs3093024, estes resultados devem ser levados em consideração com cuidado devido as limitações de tamanho amostral, mas estimulam novas investigações com relação ao papel de fatores imunogenéticos envolvidos na sintomatologia do TEA.
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spelling Fândhrs, Andressa Gonçalves RodriguesChies, Jose Artur Bogo2026-01-17T08:00:23Z2023http://hdl.handle.net/10183/300359001293933O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento com início precoce caracterizado por prejuízos na comunicação social, comportamentos repetitivos e um padrão restrito de interesses. O TEA tem origem multifatorial com um considerável componente genético e altas taxas de herdabilidade, mas que também é influenciado por fatores ambientais que aumentam o risco de sua incidência. Conjuntamente, estas condições fazem o TEA ser heterogêneo com relação as manifestações clínicas e graus de severidade. Além disso, fatores de risco imunológicos vêm sendo relacionados com o desenvolvimento do TEA. Quimiocinas e seus receptores são moléculas envolvidas em diversos processos fisiológicos do sistema imune, mas que também possuem uma função na neurogênese e em processos patológicos. Sendo assim, nós buscamos avaliar se as variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 podem contribuir na suscetibilidade ao TEA, e também possuir um papel na sintomatologia presente em crianças autistas. Nossa amostra era composta por 184 crianças com TEA e seus pais biológicos (172 mães e 128 pais). Todos os grupos encontravam-se em EHW. Nas comparações entre as frequências genotípicas entre as crianças autistas, suas mães e pais com as frequências fornecidas pelo banco de dados AbraOM não foi possível observar nenhuma associação estatisticamente significativa para as variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024. Da mesma forma, nenhuma associação estatisticamente significativa foi observada nas comparações feitas entre as frequências alélicas dos trios familiares e do banco de dados AbraOM. Na análise dos sintomas, o teste de regressão logística mostrou uma associação estatisticamente significativa entre o alelo C da variante rs2228014 e labilidade de humor (p=0,037), assim como, do alelo A da variante rs3093024 com os sintomas de hiperatividade (p=0,047) e hetero-agressão (p=0,045). Em resumo, nenhuma associação foi observada para os polimorfismos CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 com a suscetibilidade ao TEA, contudo, nós identificamos uma associação entre labilidade de humor em crianças autistas com o alelo C do CXCR4 rs2228014 e associações entre hetero-agressão e hiperatividade com o alelo A da variante CCR6 rs3093024, estes resultados devem ser levados em consideração com cuidado devido as limitações de tamanho amostral, mas estimulam novas investigações com relação ao papel de fatores imunogenéticos envolvidos na sintomatologia do TEA.Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder with early-onset characterized by impairments in social communication, repetitive and restricted patterns of behavior and interests. ASD is multifactorial with a robust genetic component and high heritability estimates, but also with several environmental factors increasing the its incidence risk. Altogether, these aspects make ASD a heterogeneous condition regarding its clinical manifestations and severity degrees. Moreover, immunological risk factors have been related to the development of ASD. Chemokine and their receptors are molecules involved in multiples physiological processes in immune system, but also play a role in neurogenesis and pathological processes. Therefore, we hypothesized that gene variants in CXCR4 (rs2228014) and CCR6 (rs3093024) may contribute to ASD susceptibility, as well as, hold an influence in the symptomatology of autistic children. Our sample population was constituted of autistic children (n=184) and their biological parents (172 mothers and 141 fathers). All the groups were in HWE. In the genotypic frequencies comparisons between autistic children, and their mothers and fathers with the AbraOM database frequencies, no statistically significant associations were found for the CXCR4 rs2228014 and CCR6 rs3093024 variants. Likewise, no statistical significance was observed when comparing the allelic frequencies between the group of children with ASD and their parents with the AbraOM frequency of the CXCR4 rs2228014 and CCR6 rs3093024 variants. In the symptoms analysis, the logistic regression test showed a statistically significant association between the rs2228014 variant and mood instability (p=0.037), as well as, the A allele of the rs3093024 variant with hyperactivity (p=0.047) and hetero-aggression (p=0.045). In summary, no associations of the rs2228014 and rs3093024 polymorphisms with the susceptibility to ASD were observed, however, an association with mood instability in autistic children was found with the C allele of CXCR4 rs2228014 variant and hetero- aggression and hyperactivity were associated with the A allele of CCR6 rs3093024, these results should be taken with caution due to sample size limitations, but encourage further investigations regarding the role of immunogenetic factors in the ASD symptomatology.application/pdfporTranstorno do espectro autistaSuscetibilidade genéticaGenesAutism Spectrum DisorderSusceptibilitySymptomatologyAnálise das variantes CXCR4 rs2228014 e CCR6 rs3093024 na suscetibilidade e sintomatologia do Transtorno do Espectro Autistainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em Genética e Biologia MolecularPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001293933.pdf.txt001293933.pdf.txtExtracted Texttext/plain144628http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300359/2/001293933.pdf.txtdf541250267aa206bddca1ea90b6288aMD52ORIGINAL001293933.pdfTexto parcialapplication/pdf1120227http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/300359/1/001293933.pdf2daca13a3a81e513f24fad6f104f703bMD5110183/3003592026-01-18 09:03:09.190145oai:www.lume.ufrgs.br:10183/300359Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-01-18T11:03:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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