Prevalência e implicações prognósticas da síndrome do T3 baixo em pacientes com sepse e choque séptico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Vidart, Josi
Orientador(a): Wajner, Simone Magagnin
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/217546
Resumo: A síndrome do T3 baixo refere-se a alterações dos níveis séricos dos hormônios tireoidianos em pacientes com doenças sistêmicas e ausência de disfunção primária do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. Sabe-se que os hormônios da tireoide têm função importante na adaptação metabólica à doença crítica e ao estresse, no entanto pacientes criticamente enfermos frequentemente apresentam redução dos níveis destes hormônios. As mudanças no metabolismo dos hormônios tireoidianos que ocorrem na fase aguda da doença crítica são consideradas benéficas, pois reduziriam o gasto energético e o consumo de proteínas, porém o aumento da morbidade e mortalidade associadas à síndrome do T3 baixo e a persistência de alterações na fase crônica da doença, em que o catabolismo é deletério, tem colocado em dúvida o caráter adaptativo dessas alterações. Dessa forma, o primeiro estudo dessa tese consiste em uma revisão sistemática e metanálise que avalia o prognóstico de pacientes internados em unidades de terapia intensiva que desenvolveram alterações dos hormônios tireoidianos. Essa revisão incluiu um total de 25 estudos e 3260 pacientes. A despeito de limitações na qualidade dos estudos incluídos, os resultados sugerem que alterações dos hormônios tireoidianos estão associados a pior desfecho em pacientes críticos. O segundo estudo dessa tese consiste em uma coorte que avaliou o influencia prognóstica da síndrome do T3 baixo em pacientes com sepse e choque séptico internados em unidade de terapia intensiva. O estudo demonstrou que a redução dos níveis séricos de T3 é preditor independente de mortalidade intra-hospitalar e evolução para doença crítica persistente nesta população.
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