Jogos adaptados com comunicação alternativa : mediação no letramento de crianças com transtorno do espectro autista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Peixoto, Bianca Nunes
Orientador(a): Passerino, Liliana Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/293093
Resumo: Essa pesquisa tem como objetivo analisar como jogos de alfabetização adaptados com Comunicação Alternativa podem auxiliar no letramento de crianças com TEA matriculados nos primeiros anos de escolarização. A intervenção ocorreu em uma escola pública municipal da zona sul de Porto Alegre com dois meninos com TEA: um com 6 anos e matriculado no primeiro ano e outro com 7 anos e matriculado no segundo ano. Foram selecionados três jogos de alfabetização organizados pelo CEEL/UFPE e Ministério da Educação: bingo da letra inicial, troca letras e palavra dentro de palavra. As adaptações foram realizadas com o uso dos aplicativos Sistema SCALA, Picto4Me e Portal ARASAAC, sobretudo, nas regras, componentes e repertório de palavras dos jogos buscando promover maior participação e compreensão dos sujeitos no momento do jogo. Como resultados obtidos, foi possível observar a importância da mediação no contexto dos jogos, conforme explicitado por Vygotsky (1991), autor reconhecido como um grande expoente da teoria sócio-histórica – base epistemológica da pesquisa. Além disso, conforme Tomasello (2003), os jogos adaptados com CAA promoveram a emergência de cenas de atenção conjunta entre os estudantes, constituindo um aspecto fundamental para a internalização dos símbolos linguísticos. Sendo assim, o letramento mediado pelos jogos com CAA pode ser considerado como a maior contribuição da investigação. A impossibilidade de criar novas versões adaptadas dos jogos a partir das observações realizadas nas intervenções pode ser considerada como uma limitação do estudo, pois, a adequação dos pictogramas e do modo de jogar poderiam ser revistos em estudos futuros no sentido de promover maior interação entre os estudantes e diminuição das dúvidas com relação ao repertório de palavras.
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