Os agentes comunitários de saúde como mediadores da comunicação com os pacientes de tuberculose em território manauara

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tavares, Judy Lima
Orientador(a): Baldissera, Rudimar
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/272575
Resumo: Esta tese tem por objetivo explicar a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) como mediadores da comunicação entre o Sistema Único de Saúde (SUS), a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e os pacientes residentes na cidade de Manaus/AM, na disputa de sentidos sobre o tratamento da tuberculose (TB). Seus conceitos centrais estão organizados em dois capítulos teóricos, sendo o primeiro voltado para discutir a TB como uma doença tratável e curável, a partir de Filho (2001), Gonçalves (2000), Maciel; Mendes; Gomes; Siqueira-Batista (2012), Massabni; Bonini (2019) e Rosemberg (1999), Silva et al (2017) etc. O segundo capítulo teórico aborda, primeiramente, a questão da mediação da comunicação dos ACSs na disputa de sentidos sobre o tratamento da TB a partir do modelo praxiológico da comunicação, acionando os seguintes autores Queré (2018), França (2016) e Braga (2012; 2017). Discute, ainda, sobre processos, estratégias, técnicas e contextos que permeiam a práxis da comunicação dos ACSs com os pacientes de TB, de acordo com Baldissera (2009a), De Melo Lanzoni et al (2014), Abrunhosa (2011), Rogério et al (2015), etc. Explica o papel de interlocução dos ACSs na perspectiva da Comunicação Pública, a partir de Matos e Gil (2014), Esteves (2019, 2021) e Weber (2007, 2017) etc. Por fim, discorre sobre a área da Comunicação e Saúde como campo de atuação de diversos agentes, conforme Araújo e Cardoso (2007), Araújo, Moreira e Aguiar (2013), Feichas, Schweickardt e Ferla (2020) e outros. Como procedimento metodológico, adotamos a pesquisa bibliográfica (Stumpf, 2005), a pesquisa documental (Marconi; Lakatos, 2003) e a entrevista semiestruturada (Duarte, 2004), tendo como participantes da pesquisa 12 ACSs e cinco lideranças em saúde que coordenam as ações de combate à TB em Manaus. Aderimos como referencial metodológico a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016), utilizando a técnica da Análise Categorial. Como principais resultados, percebemos que: a) a atuação dos ACSs como mediadores da comunicação é caracterizada por perspectivas profissionais e relacionais, sendo agente de políticas públicas de saúde e, também, de afetividades e confiança; b) o ACS realiza movimentos na linguagem que adota diante dos pacientes de TB em prol de que haja maior compreensão sobre o tratamento que necessita ser realizado; c) O ACS aciona os colegas médicos e enfermeiros para dirimir suas dúvidas, além de buscar informações em outras fontes, como a internet; e d) os encontros comunicacionais entre ACSs e pacientes de TB são reduzidos aos aspectos protocolares, normativos e informativos sobre o tratamento.
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Seus conceitos centrais estão organizados em dois capítulos teóricos, sendo o primeiro voltado para discutir a TB como uma doença tratável e curável, a partir de Filho (2001), Gonçalves (2000), Maciel; Mendes; Gomes; Siqueira-Batista (2012), Massabni; Bonini (2019) e Rosemberg (1999), Silva et al (2017) etc. O segundo capítulo teórico aborda, primeiramente, a questão da mediação da comunicação dos ACSs na disputa de sentidos sobre o tratamento da TB a partir do modelo praxiológico da comunicação, acionando os seguintes autores Queré (2018), França (2016) e Braga (2012; 2017). Discute, ainda, sobre processos, estratégias, técnicas e contextos que permeiam a práxis da comunicação dos ACSs com os pacientes de TB, de acordo com Baldissera (2009a), De Melo Lanzoni et al (2014), Abrunhosa (2011), Rogério et al (2015), etc. Explica o papel de interlocução dos ACSs na perspectiva da Comunicação Pública, a partir de Matos e Gil (2014), Esteves (2019, 2021) e Weber (2007, 2017) etc. Por fim, discorre sobre a área da Comunicação e Saúde como campo de atuação de diversos agentes, conforme Araújo e Cardoso (2007), Araújo, Moreira e Aguiar (2013), Feichas, Schweickardt e Ferla (2020) e outros. Como procedimento metodológico, adotamos a pesquisa bibliográfica (Stumpf, 2005), a pesquisa documental (Marconi; Lakatos, 2003) e a entrevista semiestruturada (Duarte, 2004), tendo como participantes da pesquisa 12 ACSs e cinco lideranças em saúde que coordenam as ações de combate à TB em Manaus. Aderimos como referencial metodológico a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016), utilizando a técnica da Análise Categorial. Como principais resultados, percebemos que: a) a atuação dos ACSs como mediadores da comunicação é caracterizada por perspectivas profissionais e relacionais, sendo agente de políticas públicas de saúde e, também, de afetividades e confiança; b) o ACS realiza movimentos na linguagem que adota diante dos pacientes de TB em prol de que haja maior compreensão sobre o tratamento que necessita ser realizado; c) O ACS aciona os colegas médicos e enfermeiros para dirimir suas dúvidas, além de buscar informações em outras fontes, como a internet; e d) os encontros comunicacionais entre ACSs e pacientes de TB são reduzidos aos aspectos protocolares, normativos e informativos sobre o tratamento.The aim of this thesis is to explain the role of Community Health Agents (ACSs) as mediators of communication between the Unified Health System (SUS), based in the Basic Health Units (UBSs), and patients living in the city of Manaus/AM, in the dispute over meanings about the treatment of tuberculosis (TB). Its central concepts are organized into two theoretical chapters, the first of which discusses TB as a treatable and curable disease, based on Filho (2001), Gonçalves (2000), Maciel; Mendes; Gomes; Siqueira-Batista (2012), Massabni; Bonini (2019) and Rosemberg (1999), Silva et al (2017) etc. The second theoretical chapter first addresses the mediation of ACSs communication in the dispute over meanings about TB treatment from the praxeological model of communication, using the following authors Queré (2018), França (2016) and Braga (2012; 2017). It also discusses the processes, strategies, techniques and contexts that permeate the praxis of ACSs communication with TB patients, according to Baldissera (2009a), De Melo Lanzoni et al (2014), Abrunhosa (2011), Rogério et al (2015), etc. It explains the interlocution role of ACSs from the perspective of Public Communication, based on Matos and Gil (2014), Esteves (2019, 2021) and Weber (2007, 2017), etc. Finally, it discusses the area of Communication and Health as a field of action for various agents, according to Araújo and Cardoso (2007), Araújo, Moreira and Aguiar (2013), Feichas, Schweickardt and Ferla (2020), etc. As methodological procedures, we adopted bibliographic research (Stumpf, 2005), documentary research (Marconi; Lakatos, 2003) and semi-structured interviews (Duarte, 2004), with 12 ACSs and five health leaders who coordinate TB actions in Manaus as participants. Our methodological reference was Content Analysis (Bardin, 2016), using the Categorical Analysis technique. As the main results, we found that a) the role of ACSs as mediators of communication is characterized by professional and relational perspectives, being agents of public health policies and also of affection and trust; b) ACSs make movements in the language they adopt towards TB patients so that there is greater understanding of the treatment that needs to be carried out; c) they call on their medical and nursing colleagues to answer their questions, as well as looking for information from other sources, such as the internet; and d) communication encounters between ACSs and TB patients are reduced to protocol, normative and informative aspects of treatment.application/pdfporComunicação em saúdeMediação (Comunicação)MediaçãoCommunicationMediationDispute of meaningsCommunity health agentsOs agentes comunitários de saúde como mediadores da comunicação com os pacientes de tuberculose em território manauarainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2024doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001197544.pdf.txt001197544.pdf.txtExtracted Texttext/plain623011http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/272575/2/001197544.pdf.txt033c3577c0171a0407a7c035c4e17d47MD52ORIGINAL001197544.pdfTexto completoapplication/pdf3088226http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/272575/1/001197544.pdf4eb3a375f8f7cfbd6c0462d29ea66b3aMD5110183/2725752024-04-30 06:47:25.344126oai:www.lume.ufrgs.br:10183/272575Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-04-30T09:47:25Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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