Trajetória e participação do assentamento Serra Grande na governança das cadeias curtas de alimentos na Região Metropolitana do Recife
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/299061 |
Resumo: | No estado de Pernambuco, existem aproximadamente 275 mil estabelecimentos de produção familiar, correspondendo a cerca de 2,5 milhões de hectares. Na região da Zona da Mata Pernambucana, onde está inserida a cidade do Recife e sua região metropolitana com 13 municípios, existem um total de 147 assentamentos da Reforma Agrária, dentre eles o Assentamento Serra Grande, que produzem agroecologicamente frutas, raízes, hortaliças e outros produtos que abastecem os mercados locais. Estes agricultores assentados enfrentam inúmeros desafios cotidianamente, onde podemos citar: sazonalidades climáticas; acesso a políticas públicas; acesso a crédito; orientação técnica; comercialização dos produtos; dentre outros. Neste sentindo, o presente trabalho tem como objetivo compreender a trajetória e participação do Assentamento Serra Grande na governança das cadeias curtas de alimentos na região metropolitana de Recife. Desta maneira, iremos: a) caracterizar a trajetória do Assentamento Serra Grande; b) entender a organização das famílias para participação nas cadeias curtas e; c) analisar a participação da associação na governança das cadeias curtas. Foi realizada pesquisa quantitativaqualitativa, utilizando-se de visitas de campo para realização de entrevistas semiestruturadas e observação participante para conhecer a realidade dos produtores. Participaram desta pesquisa um grupo formado por doze agricultores e agricultoras familiares que desenvolvem sua produção agrícola com base na agricultura agroecológica e, que participam ativamente dos circuitos curtos de comercialização de alimentos. Ao longo da pesquisa conseguimos caracterizar a trajetória de formação do assentamento, desde o seu processo de organização na luta pela terra até a consolidação e implementação deste espaço, onde percebemos que houve diversas mudanças na estrutura social e agrária do território. Neste processo de organização, a associação desempenhou um papel fundamental para que os agricultores obtivessem êxito em sua empreitada de luta pela terra, bem como na consolidação do acesso as cadeias curtas para comercialização dos seus produtos e, também, na busca por políticas públicas para dar mais dignidade e qualidade de vida as famílias. Neste sentido, vale salientar que, o grupo de produtores agroecológicos juntamente com a associação consolidaram-se como peças-chave na construção da governança das cadeias curtas na região metropolitana do Recife, uma vez que, através de sua organização conquistaram espaços importantes de representação e diálogo e, que vem fortalecendo a agricultura familiar de base agroecológica em toda região. Esses resultados são fruto de muito esforço e trabalho coletivo dos produtores que buscam cada vez mais consolidar e fortalecer esse modelo de produção como uma alternativa importante para impactar a realidade de suas famílias e comunidade e, para atender as necessidades da população que tem buscado através da alimentação mais saúde e qualidade de vida. |
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Tavares, Maciel AlvesCoelho-de-Souza, Gabriela2025-11-22T08:07:21Z2023http://hdl.handle.net/10183/299061001296865No estado de Pernambuco, existem aproximadamente 275 mil estabelecimentos de produção familiar, correspondendo a cerca de 2,5 milhões de hectares. Na região da Zona da Mata Pernambucana, onde está inserida a cidade do Recife e sua região metropolitana com 13 municípios, existem um total de 147 assentamentos da Reforma Agrária, dentre eles o Assentamento Serra Grande, que produzem agroecologicamente frutas, raízes, hortaliças e outros produtos que abastecem os mercados locais. Estes agricultores assentados enfrentam inúmeros desafios cotidianamente, onde podemos citar: sazonalidades climáticas; acesso a políticas públicas; acesso a crédito; orientação técnica; comercialização dos produtos; dentre outros. Neste sentindo, o presente trabalho tem como objetivo compreender a trajetória e participação do Assentamento Serra Grande na governança das cadeias curtas de alimentos na região metropolitana de Recife. Desta maneira, iremos: a) caracterizar a trajetória do Assentamento Serra Grande; b) entender a organização das famílias para participação nas cadeias curtas e; c) analisar a participação da associação na governança das cadeias curtas. Foi realizada pesquisa quantitativaqualitativa, utilizando-se de visitas de campo para realização de entrevistas semiestruturadas e observação participante para conhecer a realidade dos produtores. Participaram desta pesquisa um grupo formado por doze agricultores e agricultoras familiares que desenvolvem sua produção agrícola com base na agricultura agroecológica e, que participam ativamente dos circuitos curtos de comercialização de alimentos. Ao longo da pesquisa conseguimos caracterizar a trajetória de formação do assentamento, desde o seu processo de organização na luta pela terra até a consolidação e implementação deste espaço, onde percebemos que houve diversas mudanças na estrutura social e agrária do território. Neste processo de organização, a associação desempenhou um papel fundamental para que os agricultores obtivessem êxito em sua empreitada de luta pela terra, bem como na consolidação do acesso as cadeias curtas para comercialização dos seus produtos e, também, na busca por políticas públicas para dar mais dignidade e qualidade de vida as famílias. Neste sentido, vale salientar que, o grupo de produtores agroecológicos juntamente com a associação consolidaram-se como peças-chave na construção da governança das cadeias curtas na região metropolitana do Recife, uma vez que, através de sua organização conquistaram espaços importantes de representação e diálogo e, que vem fortalecendo a agricultura familiar de base agroecológica em toda região. Esses resultados são fruto de muito esforço e trabalho coletivo dos produtores que buscam cada vez mais consolidar e fortalecer esse modelo de produção como uma alternativa importante para impactar a realidade de suas famílias e comunidade e, para atender as necessidades da população que tem buscado através da alimentação mais saúde e qualidade de vida.In the state of Pernambuco, there are approximately 275,000 family production establishments, corresponding to approximately 2.5 million hectares. In the Zona da Mata region of Pernambuco, where the city of Recife and its metropolitan area with 13 municipalities are located, there are a total of 147 Agrarian Reform settlements, including the Serra Grande Settlement, which agroecologically produce fruits, roots, vegetables and others. products that supply local markets. These settled farmers face numerous challenges on a daily basis, such as: climatic seasonality; access to public policies; access to credit; technical guidance; marketing of products; among others. In this sense, the present work aims to understand the trajectory and participation of the Serra Grande Settlement in the governance of short food chains in the metropolitan region of Recife. In this way, we will: a) characterize the trajectory of the Serra Grande Settlement; b) understand the organization of families to participate in short chains and; c) analyze the association's participation in the governance of short chains. Quantitative-qualitative research was carried out, using field visits to carry out semistructured interviews and participant observation to learn about the reality of producers. A group formed by twelve male and female family farmers who develop their agricultural production based on agroecological agriculture and who actively participate in the short circuits of food marketing participated in this research. Throughout the research, we were able to characterize the formation trajectory of the settlement, from its organization process in the struggle for land to the consolidation and implementation of this space, where we noticed that there were several changes in the social and agrarian structure of the territory. In this organization process, the association played a key role in ensuring that farmers were successful in their struggle for land, as well as in consolidating access to short chains for marketing their products and also in the search for public policies to give more dignity and quality of life for families. In this sense, it is worth noting that the group of agroecological producers, together with the association, consolidated themselves as key players in building the governance of short chains in the metropolitan region of Recife, since, through their organization, they conquered important spaces for representation and dialogue and, which has been strengthening family agriculture based on agroecology throughout the region. These results are the result of a lot of effort and collective work by producers who are increasingly seeking to consolidate and strengthen this production model as an important alternative to impact the reality of their families and community and, to meet the needs of the population that has been seeking through more health and quality of life.application/pdfporAgroecologiaAgricultura familiarGovernançaAgroecologyFamily farmingGovernanceLand reformShort chainsTrajetória e participação do assentamento Serra Grande na governança das cadeias curtas de alimentos na Região Metropolitana do Recifeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Ciências EconômicasPrograma de Pós-Graduação em Desenvolvimento RuralPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001296865.pdf.txt001296865.pdf.txtExtracted Texttext/plain224072http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299061/2/001296865.pdf.txt0f55ae53d0a09dff9caca55b2292ba8aMD52ORIGINAL001296865.pdfTexto completoapplication/pdf1121058http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/299061/1/001296865.pdf228df892036b15d1c0ada503451631b1MD5110183/2990612025-12-15 08:17:48.006673oai:www.lume.ufrgs.br:10183/299061Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-12-15T10:17:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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No estado de Pernambuco, existem aproximadamente 275 mil estabelecimentos de produção familiar, correspondendo a cerca de 2,5 milhões de hectares. Na região da Zona da Mata Pernambucana, onde está inserida a cidade do Recife e sua região metropolitana com 13 municípios, existem um total de 147 assentamentos da Reforma Agrária, dentre eles o Assentamento Serra Grande, que produzem agroecologicamente frutas, raízes, hortaliças e outros produtos que abastecem os mercados locais. Estes agricultores assentados enfrentam inúmeros desafios cotidianamente, onde podemos citar: sazonalidades climáticas; acesso a políticas públicas; acesso a crédito; orientação técnica; comercialização dos produtos; dentre outros. Neste sentindo, o presente trabalho tem como objetivo compreender a trajetória e participação do Assentamento Serra Grande na governança das cadeias curtas de alimentos na região metropolitana de Recife. Desta maneira, iremos: a) caracterizar a trajetória do Assentamento Serra Grande; b) entender a organização das famílias para participação nas cadeias curtas e; c) analisar a participação da associação na governança das cadeias curtas. Foi realizada pesquisa quantitativaqualitativa, utilizando-se de visitas de campo para realização de entrevistas semiestruturadas e observação participante para conhecer a realidade dos produtores. Participaram desta pesquisa um grupo formado por doze agricultores e agricultoras familiares que desenvolvem sua produção agrícola com base na agricultura agroecológica e, que participam ativamente dos circuitos curtos de comercialização de alimentos. Ao longo da pesquisa conseguimos caracterizar a trajetória de formação do assentamento, desde o seu processo de organização na luta pela terra até a consolidação e implementação deste espaço, onde percebemos que houve diversas mudanças na estrutura social e agrária do território. Neste processo de organização, a associação desempenhou um papel fundamental para que os agricultores obtivessem êxito em sua empreitada de luta pela terra, bem como na consolidação do acesso as cadeias curtas para comercialização dos seus produtos e, também, na busca por políticas públicas para dar mais dignidade e qualidade de vida as famílias. Neste sentido, vale salientar que, o grupo de produtores agroecológicos juntamente com a associação consolidaram-se como peças-chave na construção da governança das cadeias curtas na região metropolitana do Recife, uma vez que, através de sua organização conquistaram espaços importantes de representação e diálogo e, que vem fortalecendo a agricultura familiar de base agroecológica em toda região. Esses resultados são fruto de muito esforço e trabalho coletivo dos produtores que buscam cada vez mais consolidar e fortalecer esse modelo de produção como uma alternativa importante para impactar a realidade de suas famílias e comunidade e, para atender as necessidades da população que tem buscado através da alimentação mais saúde e qualidade de vida. |
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