Avaliação da incontinência urinária após cirurgia para correção de prolapso genital : estudo prospectivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Osório, Cecília Susin
Orientador(a): Picoloto, Ana Selma Bertelli
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/291474
Resumo: Introdução: A incontinência urinária (IU) e o prolapso de órgãos pélvicos (POP) estão frequentemente associados por sua fisiopatogenia e fatores de risco semelhantes. Questiona-se a possibilidade de no mesmo tempo cirúrgico realizar o tratamento de ambos, porém a combinação dos dois procedimentos implica em aumento da morbidade e estudos na área demonstram melhora da IU apenas com a correção do POP. O objetivo deste estudo é avaliar os sintomas de incontinência urinária após a correção cirúrgica do POP comparando o escore do questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-UI-SF). Materiais e métodos: Foram acompanhadas 37 pacientes com indicação cirúrgica de tratamento para POP e que também apresentavam diagnóstico clínico de IU. O tamanho da amostra foi calculado para detectar que a média das diferenças do escore ICIQ-UI-SF entre o pré e pós-operatório fosse maior do que zero. As pacientes responderam ao questionário ICIQ–UI-SF no pré-operatório e três e seis meses após a cirurgia. Resultados: No pré-operatório 72% das pacientes apresentavam IU mista (IUM), 17% IU de urgência e 11% IU de esforço (IUE). Todas as cirurgias foram realizadas por via vaginal, em uma combinação de perineoplastia anterior, histerectomia vaginal e perineoplastia posterior. A mediana do escore ICIQ-UI-SF no pré-operatório foi de 15 pontos [IIQ 12-18 pontos], três meses após cirurgia para correção de POP foi de 4 pontos [IIQ 0-10 pontos] e em seis meses foi de 3 pontos [IIQ 0-7 pontos]. Houve redução de 9 pontos no escore ICIQ-UI-SF em três meses [intervalo de confiança (IC) 95% -11,-6.8; p<0.001] e redução de 10 pontos em seis meses [IC 95% -12,-8.3; p<0.001]. Do total, 43% das pacientes apresentaram cura e 62% ficaram continentes ou com sintomas leves de IU. Conclusões: As pacientes apresentaram uma melhora significativa da IU e 43% das pacientes estavam assintomáticas em seis meses de seguimento após correção cirúrgica do POP.
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O tamanho da amostra foi calculado para detectar que a média das diferenças do escore ICIQ-UI-SF entre o pré e pós-operatório fosse maior do que zero. As pacientes responderam ao questionário ICIQ–UI-SF no pré-operatório e três e seis meses após a cirurgia. Resultados: No pré-operatório 72% das pacientes apresentavam IU mista (IUM), 17% IU de urgência e 11% IU de esforço (IUE). Todas as cirurgias foram realizadas por via vaginal, em uma combinação de perineoplastia anterior, histerectomia vaginal e perineoplastia posterior. A mediana do escore ICIQ-UI-SF no pré-operatório foi de 15 pontos [IIQ 12-18 pontos], três meses após cirurgia para correção de POP foi de 4 pontos [IIQ 0-10 pontos] e em seis meses foi de 3 pontos [IIQ 0-7 pontos]. Houve redução de 9 pontos no escore ICIQ-UI-SF em três meses [intervalo de confiança (IC) 95% -11,-6.8; p<0.001] e redução de 10 pontos em seis meses [IC 95% -12,-8.3; p<0.001]. Do total, 43% das pacientes apresentaram cura e 62% ficaram continentes ou com sintomas leves de IU. Conclusões: As pacientes apresentaram uma melhora significativa da IU e 43% das pacientes estavam assintomáticas em seis meses de seguimento após correção cirúrgica do POP.Introduction: Urinary incontinence (UI) and pelvic organ prolapse (POP) are often associated due to their similar pathophysiology and risk factors. The possibility of treating both conditions during the same surgical procedure has been debated. However, combining the procedures increases morbidity, and studies in the field suggest that UI may improve solely with POP correction. This study aims to evaluate UI symptoms following the surgical correction of POP alone, comparing the International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-UI-SF) scores before and after the procedure. Materials and Methods: Overall, 37 patients with surgical indications for treatment of POP who also reported UI symptoms were evaluated. The sample size was calculated to detect whether the mean difference in ICIQ-UI-SF scores between the preoperative and postoperative periods was greater than zero. The patients completed the ICIQ-UI-SF questionnaire preoperatively, and three and six months postoperatively. Results: Preoperatively, 72% of patients had mixed urinary incontinence (MUI), 17% had urgency urinary incontinence (UUI), and 11% had stress urinary incontinence (SUI). All surgeries were performed via the vaginal route, in a combination that included anterior colporrhaphy, vaginal hysterectomy, and posterior colporrhaphy. The median preoperative ICIQ-UI-SF score was 15 points [IQR: 12–18 points], decreasing to 4 points [IQR: 0–10 points] three months postoperatively and to 3 points [IQR: 0–7 points] at six months. There was a 9-point reduction in the ICIQ-UI-SF score at three months [95% confidence interval (CI): -11 to -6.8; p<0.001] and a 10-point reduction at six months [95% CI: -12 to -8.3; p<0.001]. Overall, 43% of patients were cured, and 62% became continent or had slight symptoms of UI. Conclusions: Patients experienced significant improvement in UI, and 42% achieved complete cure at six months of follow-up following surgical correction of POP alone.application/pdfporCirurgiaDistúrbios do assoalho pélvicoIncontinência urináriaProlapso de órgão pélvicoPelvic floor disordersPelvic organ prolapsePelvic organ prolapse surgeryUrinary incontinenceAvaliação da incontinência urinária após cirurgia para correção de prolapso genital : estudo prospectivoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e ObstetríciaPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001256032.pdf.txt001256032.pdf.txtExtracted Texttext/plain0http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291474/2/001256032.pdf.txtd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD52ORIGINAL001256032.pdfTexto parcialapplication/pdf9129254http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/291474/1/001256032.pdf24353b390ef19d99670fca6f7b643b08MD5110183/2914742025-05-11 06:40:10.025372oai:www.lume.ufrgs.br:10183/291474Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-05-11T09:40:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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