Síndrome da fragilidade na insuficiência cardíaca : análise de biomarcadores inflamatórios e humorais
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/221502 |
Resumo: | Introdução: A fragilidade pode estar relacionada à progressão, manifestações e prognóstico da insuficiência cardíaca (IC), e embora ambas venham sendo associadas à desregulação neuro-hormonal, inflamação, catabolismo e disfunções músculo esqueléticas, ainda não há biomarcadores definidos para se avaliar fragilidade, especialmente sob perspectiva de populações com doenças cardiovasculares. Objetivo: avaliar a fragilidade através de abordagem física e multidimensional em pacientes com IC e analisar sua associação com biomarcadores inflamatórios e humorais. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com pacientes ambulatoriais com diagnóstico de IC e idade ≥60 anos. Variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas de prontuário eletrônico. O teste de caminhada de seis minutos foi realizado para avaliação da capacidade funcional. Para avaliação de fragilidade, utilizou-se o fenótipo da fragilidade (abordagem física) e o indicador de fragilidade de Tilburg (TFI- abordagem multidimensional). As amostras de sangue foram analisadas para quantificação dos biomarcadores (proteína C reativa ultrassensível (PCR-US), interleucina-6 (IL-6), fator de necrose tumoral-α (TNF-α), fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1) e testosterona total) a partir de protocolos padrão do hospital e kits de imunoensaio de alta sensibilidade conforme instruções do fabricante. Resultados: Foram avaliados 106 indivíduos com IC, com idade mediana de 68 (63,0-74,0) anos, a maioria do sexo masculino (67,0%), pertencentes à classe funcional I e II (75,5%) e com média de fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 34,56±11,87%. A prevalência de fragilidade quando avaliada pelo fenótipo foi de 28,30% e pelo TFI, de 47,05%. Em análise univariada, a PCR-US foi associada à fragilidade tanto na avaliação pelo fenótipo, quanto pelo TFI (RP=1,005, Intervalo de confiança de 95% (IC95%) 1,001-1,009, p=0,027 e RP=1,015, IC95% 1,006-1,024, p=0,001, respectivamente), tendo esta permanecido significativa no modelo multivariado final na avaliação da fragilidade pelo fenótipo (RP=1,004, IC95% 1,001-1,008, p = 0,025). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para os demais biomarcadores analisados. Também, a fragilidade foi associada a pior capacidade funcional, tratamento farmacológico não otimizado maior número de medicamentos em uso, idade, sexo feminino, e maior número de comorbidades presentes. Conclusão: A fragilidade é altamente prevalente em pacientes com IC e está associada a níveis mais altos de PCR-US, podendo ser considerada um biomarcador promissor de fragilidade nesta população e sugerindo a inflamação como uma importante rota fisiopatológica da relação IC/fragilidade. |
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Ribeiro, Édina Caroline TernusSouza, Gabriela CorrêaPerry, Ingrid Dalira Schweigert2021-05-26T04:34:30Z2021http://hdl.handle.net/10183/221502001124937Introdução: A fragilidade pode estar relacionada à progressão, manifestações e prognóstico da insuficiência cardíaca (IC), e embora ambas venham sendo associadas à desregulação neuro-hormonal, inflamação, catabolismo e disfunções músculo esqueléticas, ainda não há biomarcadores definidos para se avaliar fragilidade, especialmente sob perspectiva de populações com doenças cardiovasculares. Objetivo: avaliar a fragilidade através de abordagem física e multidimensional em pacientes com IC e analisar sua associação com biomarcadores inflamatórios e humorais. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com pacientes ambulatoriais com diagnóstico de IC e idade ≥60 anos. Variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas de prontuário eletrônico. O teste de caminhada de seis minutos foi realizado para avaliação da capacidade funcional. Para avaliação de fragilidade, utilizou-se o fenótipo da fragilidade (abordagem física) e o indicador de fragilidade de Tilburg (TFI- abordagem multidimensional). As amostras de sangue foram analisadas para quantificação dos biomarcadores (proteína C reativa ultrassensível (PCR-US), interleucina-6 (IL-6), fator de necrose tumoral-α (TNF-α), fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1) e testosterona total) a partir de protocolos padrão do hospital e kits de imunoensaio de alta sensibilidade conforme instruções do fabricante. Resultados: Foram avaliados 106 indivíduos com IC, com idade mediana de 68 (63,0-74,0) anos, a maioria do sexo masculino (67,0%), pertencentes à classe funcional I e II (75,5%) e com média de fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 34,56±11,87%. A prevalência de fragilidade quando avaliada pelo fenótipo foi de 28,30% e pelo TFI, de 47,05%. Em análise univariada, a PCR-US foi associada à fragilidade tanto na avaliação pelo fenótipo, quanto pelo TFI (RP=1,005, Intervalo de confiança de 95% (IC95%) 1,001-1,009, p=0,027 e RP=1,015, IC95% 1,006-1,024, p=0,001, respectivamente), tendo esta permanecido significativa no modelo multivariado final na avaliação da fragilidade pelo fenótipo (RP=1,004, IC95% 1,001-1,008, p = 0,025). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para os demais biomarcadores analisados. Também, a fragilidade foi associada a pior capacidade funcional, tratamento farmacológico não otimizado maior número de medicamentos em uso, idade, sexo feminino, e maior número de comorbidades presentes. Conclusão: A fragilidade é altamente prevalente em pacientes com IC e está associada a níveis mais altos de PCR-US, podendo ser considerada um biomarcador promissor de fragilidade nesta população e sugerindo a inflamação como uma importante rota fisiopatológica da relação IC/fragilidade.Introduction: Frailty may be related to the progression, manifestations and prognosis of heart failure (HF), and although both have been associated with neurohormonal dysregulation, inflammation, catabolism and skeletal muscle disorders, there are still no defined biomarkers to assess frailty, especially from the perspective of populations with cardiovascular diseases. Objective: to assess frailty through a physical and multidimensional approach in patients with HF and to analyze its association with inflammatory and humoral biomarkers. Methods: This is a cross-sectional study, with outpatients with a diagnosis of HF and age ≥60 years. Sociodemographic and clinical variables were collected from electronic medical records. The six-minute walk test was performed to assess functional capacity. For frailty assessment, we used the frailty phenotype (physical approach) and the Tilburg frailty indicator (TFI- multidimensional approach). Blood samples were analyzed to quantify biomarkers (high sensitivity C-reactive protein (hs-CRP), interleukin-6 (IL-6), tumor necrosis factor-α (TNF-α), insulin-like growth factor-1 (IGF-1) and total testosterone) using hospital’s standard protocols and high sensitivity immunoassay kits according to the manufacturer's instructions. Results: 106 individuals with HF were evaluated, with a median age of 68 (63.0-74.0) years, mostly male (67.0%), belonging to functional class I and II (75.5%) and with an average left ventricular ejection fraction of 34.56±11.87%. The prevalence of frailty when assessed by the phenotype was 28.30% and by the TFI, 47.05%. In univariate analysis, hs-CRP was associated with frailty in both phenotype and TFI assessment (PR=1.005, 95% confidence interval (95% CI) 1.001-1.009, p = 0.027 and PR=1.015, 95% CI 1.006-1.024, p=0.001, respectively), which remained significant in the final multivariate model in the assessment of frailty by the phenotype (PR=1.004, 95% CI 1.001-1.008, p = 0.025). There was no statistically significant difference between groups for the other biomarkers analyzed. Also, frailty was associated with worse functional capacity, non-optimized pharmacological treatment, greater number of drugs in use, age, female gender, and greater number of comorbidities present. Conclusion: Frailty is highly prevalent in patients with HF and is associated with higher levels of hs-CRP, which can be considered a promising biomarker of frailty in this population and suggesting inflammation as an important pathophysiological route of the HF/frailty relationship.application/pdfporInsuficiência cardíacaFragilidadeBiomarcadoresInflamaçãoTestosteronaFator de crescimento insulin-like IHeart failureFrailtyBiomarkersInflammationTestosteroneInsulin-like growth factor-1Síndrome da fragilidade na insuficiência cardíaca : análise de biomarcadores inflamatórios e humoraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e SaúdePorto Alegre, BR-RS2021mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001124937.pdf.txt001124937.pdf.txtExtracted Texttext/plain136991http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/221502/2/001124937.pdf.txt80c6ed5d03458c289d682229b4a84fb0MD52ORIGINAL001124937.pdfTexto completoapplication/pdf1105128http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/221502/1/001124937.pdf7698a286db6616b26511f7674d72cddeMD5110183/2215022024-12-04 07:54:03.709348oai:www.lume.ufrgs.br:10183/221502Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-12-04T09:54:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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Introdução: A fragilidade pode estar relacionada à progressão, manifestações e prognóstico da insuficiência cardíaca (IC), e embora ambas venham sendo associadas à desregulação neuro-hormonal, inflamação, catabolismo e disfunções músculo esqueléticas, ainda não há biomarcadores definidos para se avaliar fragilidade, especialmente sob perspectiva de populações com doenças cardiovasculares. Objetivo: avaliar a fragilidade através de abordagem física e multidimensional em pacientes com IC e analisar sua associação com biomarcadores inflamatórios e humorais. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com pacientes ambulatoriais com diagnóstico de IC e idade ≥60 anos. Variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas de prontuário eletrônico. O teste de caminhada de seis minutos foi realizado para avaliação da capacidade funcional. Para avaliação de fragilidade, utilizou-se o fenótipo da fragilidade (abordagem física) e o indicador de fragilidade de Tilburg (TFI- abordagem multidimensional). As amostras de sangue foram analisadas para quantificação dos biomarcadores (proteína C reativa ultrassensível (PCR-US), interleucina-6 (IL-6), fator de necrose tumoral-α (TNF-α), fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1) e testosterona total) a partir de protocolos padrão do hospital e kits de imunoensaio de alta sensibilidade conforme instruções do fabricante. Resultados: Foram avaliados 106 indivíduos com IC, com idade mediana de 68 (63,0-74,0) anos, a maioria do sexo masculino (67,0%), pertencentes à classe funcional I e II (75,5%) e com média de fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 34,56±11,87%. A prevalência de fragilidade quando avaliada pelo fenótipo foi de 28,30% e pelo TFI, de 47,05%. Em análise univariada, a PCR-US foi associada à fragilidade tanto na avaliação pelo fenótipo, quanto pelo TFI (RP=1,005, Intervalo de confiança de 95% (IC95%) 1,001-1,009, p=0,027 e RP=1,015, IC95% 1,006-1,024, p=0,001, respectivamente), tendo esta permanecido significativa no modelo multivariado final na avaliação da fragilidade pelo fenótipo (RP=1,004, IC95% 1,001-1,008, p = 0,025). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para os demais biomarcadores analisados. Também, a fragilidade foi associada a pior capacidade funcional, tratamento farmacológico não otimizado maior número de medicamentos em uso, idade, sexo feminino, e maior número de comorbidades presentes. Conclusão: A fragilidade é altamente prevalente em pacientes com IC e está associada a níveis mais altos de PCR-US, podendo ser considerada um biomarcador promissor de fragilidade nesta população e sugerindo a inflamação como uma importante rota fisiopatológica da relação IC/fragilidade. |
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