Prevalência de disfagia orofaríngea em pacientes com DPOC : revisão narrativa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Trindade, Paula Eunice Gonçalves
Orientador(a): Knorst, Marli Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/290454
Resumo: Introdução: A disfagia orofaríngea é um fator de risco conhecido para pneumonia e pode acometer indivíduos com diversas doenças. A relação entre doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e disfagia se torna instigante, uma vez que o trato respiratório e o trato digestório compartilham o mesmo conduto inicial e as alterações mecânicas e fisiológicas da DPOC podem interferir no processo da deglutição. Objetivo: Levantar dados da literatura sobre disfagia orofaríngea na DPOC. Métodos: Foram identificados estudos observacionais sobre a prevalência de disfagia orofaríngea em pacientes com DPOC, através da busca nas seguintes bases de dados bibliográficos: Medline (acessada através do PubMed), The Cochrane Central Register of Controlled Trials, EMBASE, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scielo e Google Scholar. Uma busca manual em referências de estudos publicados até março de 2024 também foi realizada. Foram selecionados estudos que utilizaram videofluoroscopia (VFSS), endoscopia flexível (FESS), testes funcionais ou questionários para identificar a disfagia orofaríngea. Resultados: Na revisão narrativa foram incluídos 22 estudos, dos quais 13 usaram VFSS ou FEES, seis usaram testes funcionais e três utilizaram somente questionários para identificar disfagia orofaríngea. A maioria dos estudos (exceto dois) avaliou indivíduos estáveis. Os resultados dos estudos que usaram VFSS ou FESS foram contraditórios, com quatro estudos negativos. A prevalência de penetração no vestíbulo laríngeo variou de 0 a 90% e a aspiração de 0 a 42% na DPOC. No grupo controle a penetração/aspiração variou de 0 a 6,7% nos indivíduos sem doença neurológica e foi de 12,3% em pacientes com acidente vascular cerebral. Dois estudos reportaram a presença de aspiração silenciosa em cerca de 15% dos casos. Quando foram utilizados questionários de rastreio e testes de avaliação funcional as prevalências de disfagia orofaríngea reportadas foram mais elevadas. Conclusões: A prevalência de disfagia orofaríngea é alta em pacientes com DPOC e é maior que a prevalência observada em indivíduos sem DPOC. A disfagia orofaríngea pode estar presente mesmo na ausência de sintomas sugestivos de distúrbio da deglutição. A prevalência encontrada com o uso de testes funcionais da deglutição e questionários é mais elevada do que a identificada por VFSS ou FESS.
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Uma busca manual em referências de estudos publicados até março de 2024 também foi realizada. Foram selecionados estudos que utilizaram videofluoroscopia (VFSS), endoscopia flexível (FESS), testes funcionais ou questionários para identificar a disfagia orofaríngea. Resultados: Na revisão narrativa foram incluídos 22 estudos, dos quais 13 usaram VFSS ou FEES, seis usaram testes funcionais e três utilizaram somente questionários para identificar disfagia orofaríngea. A maioria dos estudos (exceto dois) avaliou indivíduos estáveis. Os resultados dos estudos que usaram VFSS ou FESS foram contraditórios, com quatro estudos negativos. A prevalência de penetração no vestíbulo laríngeo variou de 0 a 90% e a aspiração de 0 a 42% na DPOC. No grupo controle a penetração/aspiração variou de 0 a 6,7% nos indivíduos sem doença neurológica e foi de 12,3% em pacientes com acidente vascular cerebral. Dois estudos reportaram a presença de aspiração silenciosa em cerca de 15% dos casos. Quando foram utilizados questionários de rastreio e testes de avaliação funcional as prevalências de disfagia orofaríngea reportadas foram mais elevadas. Conclusões: A prevalência de disfagia orofaríngea é alta em pacientes com DPOC e é maior que a prevalência observada em indivíduos sem DPOC. A disfagia orofaríngea pode estar presente mesmo na ausência de sintomas sugestivos de distúrbio da deglutição. A prevalência encontrada com o uso de testes funcionais da deglutição e questionários é mais elevada do que a identificada por VFSS ou FESS.Background: Oropharyngeal dysphagia is a known risk factor for pneumonia and can affect individuals with various diseases. The relationship between chronic obstructive pulmonary disease (COPD) and dysphagia becomes intriguing, since the respiratory tract and digestive tract share the same initial conduit and the mechanical and physiological changes caused by COPD can interfere with the swallowing process. Objective: To collect data from the literature on oropharyngeal dysphagia in COPD. Methods: Observational studies on the prevalence of oropharyngeal dysphagia in patients with COPD were identified by searching the following bibliographic databases: Medline (accessed through PubMed), The Cochrane Central Register of Controlled Trials, EMBASE, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scielo and Google Scholar. A manual search of study references published up to March 2024 was also performed. Studies that used videofluoroscopy (VFSS), flexible endoscopy (FESS), functional tests or questionnaires to identify oropharyngeal dysphagia were selected. Results: In the narrative review, 22 studies were included, of which 13 used VFSS or FEES, six used functional tests and three used only questionnaires to identify oropharyngeal dysphagia. Most studies (except two) evaluated stable individuals. Results from studies using VFSS or FESS were contradictory, with four studies being negative. The prevalence of penetration into the laryngeal vestibule ranged from 0 to 90% and aspiration from 0 to 42% in COPD. In the control group, penetration/aspiration ranged from 0 to 6.7% in individuals without neurological disease and was 12.3% in patients with stroke. Two studies reported the presence of silent aspiration in approximately 15% of the cases. When screening questionnaires and functional assessment tests were used, the reported prevalences of oropharyngeal dysphagia were higher. Conclusions: The prevalence of oropharyngeal dysphagia is high in patients with COPD and it is higher than the prevalence observed in individuals without COPD. Oropharyngeal dysphagia may be present even in the absence of symptoms suggestive of a swallowing disorder. The prevalence found with the use of functional swallowing tests and questionnaires is higher than that identified by VFSS or FESS.application/pdfporDoença pulmonar obstrutiva crônicaDisfagiaPrevalênciaFatores de riscoRevisãoCOPDOropharyngeal dysphagiaPrevalenceRisk factorsNarrative reviewPrevalência de disfagia orofaríngea em pacientes com DPOC : revisão narrativainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências PneumológicasPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001248536.pdf.txt001248536.pdf.txtExtracted Texttext/plain51812http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/290454/2/001248536.pdf.txt842e0b0bfba75584e914e8ac8b344902MD52ORIGINAL001248536.pdfTexto parcialapplication/pdf1139100http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/290454/1/001248536.pdf7c07346b3c5b6999ee97fd81812e7a96MD5110183/2904542025-04-19 06:57:17.545655oai:www.lume.ufrgs.br:10183/290454Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532025-04-19T09:57:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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