Avaliação dos impactos da urbanização sobre as comunidades de macroalgas bentônicas no litoral do Espírito Santo, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: CARVALHO, Vanessa Freire de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/57462/0013000005vb6
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Biologia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Botânica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/4992
Resumo: Mundialmente, os impactos causados pela urbanização tem levado ao declínio da biodiversidade de macroalgas. Este trabalho tem como objetivo apresentar estudos sobre os impactos da urbanização nas comunidades de macroalgas da costa do Espírito Santo. Foram determinadas nove praias para amostragem, quatro situadas em áreas urbanizadas e cinco em áreas pouco urbanizadas. As coletas foram feitas em substratos consolidados, na região de mesolitoral, durante as marés de sizigia. Para a amostragem com fotoquadrados, foram plotados três transectos por praia, nos quais foram lançados 30 quadrados, para posterior análise de cobertura percentual de macroalgas. Amostras de macroalgas foram coletadas para a identificação. Foram calculados os índices ecológicos de Shannon-Wiener, Margalef e equitabilidade de Pielou e esses dados foram utilizados para realizar a análise de similaridade (ANOSIM) e análise de variância (ANOVA). Foram identificadas 125 espécies, distribuídas entre 75 Rhodophyta, 30 Chlorophyta e 20 Heterokontophyta (Phaeophyceae). Espécies do gênero Ulva, Colpomenia sinuosa e Arthrocardia variabilis foram as algas predominantes nas praias urbanizadas, enquanto Palisada perforata, Amphyroa anastomosans e Codium intertextum, nas não urbanizadas. Tanto a análise de similaridade qualitativa quanto a quantitativa mostraram diferenças significativas entre as praias. A análise de variância mostrou que a Ilha do Frade apresentou menor riqueza de espécies. A Ilha do Frade e a Ilha do Boi, localizadas na cidade de Vitória, capital do estado, apresentaram a menor diversidade de espécies. Os resultados demonstram que há diferenças na composição de comunidades entre as praias urbanizadas e não urbanizadas no litoral do Espírito Santo.
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