Biologia e tabela de vida ecológica da mosca-branca Bemisia tabaci (Gennadius) biótipo B (Hemiptera: Aleyrodidae) em meloeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: RODRIGUES, Jasmine Asnathe Martins
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Agronomia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Entomologia Agrícola
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9230
Resumo: A mosca-branca, Bemisia tabaci biótipo B (Hemiptera: Aleyrodidae), é considerada uma das principais pragas do meloeiro (Cucumis melo L.), em várias regiões do mundo. Informação sobre os aspectos bioecológicos da mosca-branca em meloeiro torna-se de suma importância para o conhecimento de sua dinâmica populacional e, consequentemente, o desenvolvimento de programas de manejo integrado. Dessa maneira, os objetivos deste estudo foram: i) Determinar a duração e sobrevivência das fases imaturas da mosca-branca, em um ambiente semiárido; e ii) Conhecer os fatores chaves de mortalidade que atuam sobre a mosca-branca, mediante construção de tabelas de vida ecológica, em meloeiro. Para isso, plantas de meloeiro foram infestadas com ovos de B. tabaci e avaliadas em condições de campo, para conhecer o desenvolvimento das fases imaturas e elaborar tabelas de vida ecológica para quantificar os fatores de mortalidade. O ciclo da mosca-branca teve menor duração no período seco, com duração média da fase de ovo a adulto de 19,4 ± 0,23. A sobrevivência das fases imaturas da mosca-branca foi similar no período seco e de chuva, sendo de 87,8% e 87,9% para a fase de ovo, 92,8% e 96,7% para a fase ninfal, e 80,6% e 84,7% para a fase de ovo a adulto, respectivamente. O desalojamento (r² = 0,93) e o parasitismo (r² = 0,87) foram os fatores mais relacionados com a mortalidade geracional, especialmente no quarto instar. Com isso, pode-se concluir que o período seco favoreceu o desenvolvimento da praga e que fatores de mortalidade como desalojamento e parasitismo apresentaram potencial de impacto para a população da mosca-branca nas condições do estudo.
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