ADOÇÃO DE ECOINOVAÇÕES NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS PELOS CAMINHONEIROS AUTÔNOMOS NO BRASIL

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Edgard Ciasca
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/1364
Resumo: Em meio a crescentes preocupações mundiais, relativamente às mudanças climáticas, as ecoinovações assumem um papel fundamental na compatibilização entre as necessidades econômicas e preservação do meio ambiente de forma sustentável. Neste cenário, embora fundamental, o transporte dos bens produzidos por um país é reconhecido como uma das principais fontes de emissões agressivas ao meio ambiente. A matriz do transporte de cargas brasileira baseia-se em rodovia, sendo responsável pelo transporte de 61,1% do total dos bens movimentados. Em 2019, o modal rodoviário emitiu mais de 78 milhões de toneladas de CO2, equivalente a 40% das emissões de gases de efeito estufa oriundos de todo o setor de transporte. A elevada idade média da frota nacional estimada em 14 anos é apontada como raiz do problema, sendo esta influenciada pela idade média da frota operada por caminhoneiros autônomos, a qual supera os 20 anos de uso, não obstante movimentar a metade do volume total transportado. Veículos fabricados há mais de dez anos não incorporam tecnologias limpas, apresentando consumo de combustível e emissões maiores em até 30%. Ecoinovações complementares técnicas e não técnicas, quando aplicadas em veículos antigos, reduzem os impactos negativos ao meio ambiente. Este trabalho, realizado de forma qualitativa, utilizando-se de pesquisa documental e entrevistas realizadas junto a líderes de categoria e caminhoneiros, identificou e avaliou a adoção de ecoinovações no transporte rodoviário de cargas efetuado por caminhoneiros autônomos no Brasil. Os resultados apontam para um baixo nível de adoção das referidas ecoinovações, devido à incapacidade de geração de excedentes de renda auferida pelo transportador, bem como a ineficácia ou inexistência de políticas públicas que direta ou indiretamente possibilitem o acesso de caminhoneiros às ecoinovações, cujos efeitos benéficos abrangem tanto o aspecto econômico quanto o ambiental.
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