TRANSPOSIÇÃO DO IMAGINÁRIO RELIGIOSO NO FILME AUTO DA COMPADECIDA DE GUEL ARRAES

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Fábio Diogo da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/916
Resumo: Transposição do Imaginário cultural religioso no Auto da Compadecida de Guel Arraes é o título desta dissertação que tem como objetivo principal demonstrar a passagem do imaginário religioso do registro literário para o cinematográfico de um filme nacional de significativo alcance. Parte da problemática que apresenta o conceito literário da adaptação para se abrir às possibilidades da experiência estética do espectador, sem se constituir em um estudo da recepção, mas na análise dos processos de produção que levam a marca autoral. Os procedimentos metodológicos empregados sustentam-se em um levantamento bibliográfico que deixa em evidência a sutil diferenciação entre adaptação e transposição, assim como nos elementos constitutivos do imaginário de um modo geral e da religiosidade em particular. Decupam-se trechos exemplares do processo de montagem e da encenação no filme. Analisa-se, a partir das categorias da experiência estética, o conteúdo narrativo de O Auto da Compadecida para oferecer uma releitura deste clássico do cinema nacional proveniente da literatura e do seriado televisivo. O traço inovador da releitura do filme justifica não só a mudança de linguagem no contexto da cultura midiática, como também a interpretação da obra de acordo com os efeitos de sentido que esta pretende provocar no espectador. A estrutura é dividida em cinco capítulos. O primeiro traz como resultado a abertura da obra fílmica que se oferece ao espectador em função da transposição, situando-o a partir de diversos pontos de vista, graças ao movimento da câmera na sua interação com os personagens da ação. Percorre o direcionamento do gênero, do Auto na teledramaturgia até sua ancoragem na tela. O segundo aprofunda sobre a experiência antropológica do imaginário, que tem como matéria prima a imagem "alma do cinema", a linguagem velada e revelada da comunicação visual e verbal, e as técnicas de montagem que se materializam nesta posta em cena. O terceiro caracteriza a imagem religiosa na dialética da montagem, na narratividade do cinema de autor e na alegoria simbólica do mito e do rito que revestem o fenômeno religioso. O quarto trata da realidade imediata desse fenômeno no plano figurativo do céu e da terra, na sequência narrativa do protagonismo e na perspectiva salvífica mediada pela Compadecida. O quinto explora a experiência estética do filme a partir da experiência poética, da percepção dos modelos identificatórios e da catarse que se expressa no efeito comunicativo produzido em termos da intencionalidade do diretor. O cinema apresenta-se neste trabalho como uma grande inovação presente nos processos comunicativos contemporâneos, fazendo de um filme como O Auto da Compadecida algo que perpassa a produção cultural convencional, convertendo-se em uma experiência estética universal, na qual o imaginário religioso remete às formas mais originais da expressão e da representação humana.
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Analisa-se, a partir das categorias da experiência estética, o conteúdo narrativo de O Auto da Compadecida para oferecer uma releitura deste clássico do cinema nacional proveniente da literatura e do seriado televisivo. O traço inovador da releitura do filme justifica não só a mudança de linguagem no contexto da cultura midiática, como também a interpretação da obra de acordo com os efeitos de sentido que esta pretende provocar no espectador. A estrutura é dividida em cinco capítulos. O primeiro traz como resultado a abertura da obra fílmica que se oferece ao espectador em função da transposição, situando-o a partir de diversos pontos de vista, graças ao movimento da câmera na sua interação com os personagens da ação. Percorre o direcionamento do gênero, do Auto na teledramaturgia até sua ancoragem na tela. O segundo aprofunda sobre a experiência antropológica do imaginário, que tem como matéria prima a imagem "alma do cinema", a linguagem velada e revelada da comunicação visual e verbal, e as técnicas de montagem que se materializam nesta posta em cena. O terceiro caracteriza a imagem religiosa na dialética da montagem, na narratividade do cinema de autor e na alegoria simbólica do mito e do rito que revestem o fenômeno religioso. O quarto trata da realidade imediata desse fenômeno no plano figurativo do céu e da terra, na sequência narrativa do protagonismo e na perspectiva salvífica mediada pela Compadecida. O quinto explora a experiência estética do filme a partir da experiência poética, da percepção dos modelos identificatórios e da catarse que se expressa no efeito comunicativo produzido em termos da intencionalidade do diretor. O cinema apresenta-se neste trabalho como uma grande inovação presente nos processos comunicativos contemporâneos, fazendo de um filme como O Auto da Compadecida algo que perpassa a produção cultural convencional, convertendo-se em uma experiência estética universal, na qual o imaginário religioso remete às formas mais originais da expressão e da representação humana.Transposition of religious cultural Imaginary in Auto da Compadecida by Guel Arraes is the title of this essay, which main objective is to demonstrate the passage from the literary to the cinematographic register of a meaningful reach national movie. It starts in the problematic that presents the adaptation literary concept and opens itself to the possibilities of the viewer’s esthetic experience, without constituting itself in a study about the reception, but about the production process analysis which leads to authorial brand. The applied methodological procedures sustain themselves in a bibliographic research that emphasizes the slight difference between adaptation and transposition, like in the constitutive elements of the imaginary in general and of the religiousness in particular. It constructs model extracts of the assembling process and the acting in the movie. It analyses Auto da Compadecida narrative content from esthetic experience categories, to offer a replay of this national movie classic that comes from literature and television series. The innovative trace of the movie replay justifies not only the language change in media culture context, but also the interpretation of a work according to the sense effects that this one aims to provoke in the viewer. The structure is divided in five chapters. The first one brings as result the opening of the filmic work that offers itself to the viewer according to the transposition, locating it from several points of view, thanks to the camera movement, in its interaction with the action characters. It goes through the gender orientation, from the Auto in teleplaywright to its support in the screen. The second one goes deep about the anthropological experience of the imaginary, that has as raw material the “cinema soul” image, the veiled and revealed language of visual and verbal communication, and the assembling techniques that materializes themselves in this one put on the screen. The third characterizes the religious image in the assembling dialectic, in the author cinema narrative effect and in symbolic allegory of the myth and the rite that covers the religious phenomenon. The forth relates the immediate reality of this phenomenon in the figurative plan of heaven and earth, in the narrative sequence of protagonist and in savior perspective mediated by Compadecida. The fifth explores the esthetic experience of the movie from the poetic experience, the perception of the identifying models and the catharsis that expresses itself in the communicative effect produced in terms of director’s intentionality. The cinema presents itself in this work as a large innovation present in the contemporary communicative processes, making from a movie as O Auto da Compadecida something that passes through the conventional cultural production, converting itself to a universal esthetic experience, in which the religious imaginary refers to the most original expression and human representation shapes.Profª. Drª. Regina RossettiProfa. Dra. Regina RossettiProf. Dr. João Batista Freitas de CardosoProf. Dr. Juan Guillermo DroguettFábio Diogo da Silva2025-01-24T19:16:16Z2025-01-24T19:16:16Z2010-12-15info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/916porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da USCS (Repositório Digital da Universidade Municipal de São Caetano do Sul)instname:Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)instacron:USCS2025-03-31T01:02:49Zoai:repositorio.uscs.edu.br:123456789/916Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.uscs.edu.br/oai/requestopendoar:2025-03-31T01:02:49Repositório Institucional da USCS (Repositório Digital da Universidade Municipal de São Caetano do Sul) - Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)false
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