Pode um LGBTQIA+ ser super-herói no Brasil? Ciberacontecimentos pop e a guerra semiótica sobre gênero e sexualidade na cultura nerd

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Gonzatti, Christian
Orientador(a): Henn, Ronaldo Cesar
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação
Departamento: Escola da Indústria Criativa
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/11055
Resumo: A tese tem como objetivo entender como são constituídos ciberacontecimentos pop mobilizados pela guerra semiótica envolvendo gênero e sexualidade na cultura nerd. No percurso do estudo, são propostos, também, diálogos entre a semiótica, mais especificamente a semiótica da cultura, a cultura pop e os estudos de gênero e sexualidade. Esse empenho tem como intenção demonstrar a contribuição da semiótica para o estudo desses fenômenos. Para fins de uma análise sistematizada e aprofundada, foi selecionado um caso específico dos ciberacontecimentos mapeados na tese: a tentativa de censura da HQ Vingadores: A Cruzada das Crianças na Bienal do Rio de Janeiro em 2019. O primeiro capítulo contextualiza o problema e os objetivos, desdobrando as lentes epistemológicas da semiótica que são base da pesquisa. O segundo capítulo apresenta o conceito de ciberacontecimento, relacionando-o com plataformas digitais na perspectiva das territorialidades semióticas, e constrói uma semiótica da cultura pop, na qual são delimitados alguns caminhos a partir da semiosfera para compreender a cultura nerd e a superaventura. Nele também são desenvolvidas categorias de ciberacontecimentos pop: performances célebres, mobilizações de fãs, mobilizações de antifãs e haters, fiscalização dos públicos, ações das indústrias culturais, memetizações, metaciberacontecimentos pop. O terceiro capítulo arquiteta uma semiosfera do gênero e sexualidade, na qual a posição de um signo ajuda a entender o seu grau qualitativo de semiodiversidade, e demonstra como as relações em torno dela estão presentes em ciberacontecimentos, na cultura nerd e na superaventura. O quarto capítulo é dedicado aos casos que foram mapeados e contribuíram metodologicamente para a caracterização dos fenômenos examinados. A maior parte deles são caracterizados como ciberacontecimentos que envolvem a fiscalização dos públicos, a superaventura – super-heroínas e super-heróis –, estão relacionados às pessoas LGBTQIA+, são fechados em relação à diversidade, utilizam comentários odiosos e múltiplas estratégias das mobilizações conservadores e de extremadireita, e são mobilizados por representações LGBTQIA+. O quinto capítulo analisa as semioses que originaram o ciberacontecimento selecionado. Para isso, são construídos e examinados os sentidos sobre gênero e sexualidade presentes no plot do objeto midiático colocado em discussão, a força inaugural do ciberacontecimento, a cobertura jornalística em torno dele e as constelações de sentidos que ele gerou no Twitter. Assim, o capítulo 6 articula todas as pistas e inferências do que chamei cartografia semiótica e transviada, classificando fenômenos que são próprios do contexto estudado, como a ideia de que as crianças estão ameaçadas, o engendramento entre nerds e a extrema-direita e a relação dos super-heróis com masculinidades. São propostos, também, caminhos entusiastas da diversidade para ultrapassar a guerra estudada, como o uso pedagógico do pop em relação à gênero e sexualidade. Por fim, a cultura nerd é destacada como um território em constante disputa de sentidos, assim como a infância.
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spelling 2022-04-12T22:01:00Z2022-04-12T22:01:00Z2022-03-30Submitted by Anna Barbara Alves Beraldine (annabarbara@unisinos.br) on 2022-04-12T22:01:00Z No. of bitstreams: 1 Christian Gonzatti_.pdf: 7289813 bytes, checksum: eec9c8480bbde1974612bc337552e90f (MD5)Made available in DSpace on 2022-04-12T22:01:00Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Christian Gonzatti_.pdf: 7289813 bytes, checksum: eec9c8480bbde1974612bc337552e90f (MD5) Previous issue date: 2022-03-30A tese tem como objetivo entender como são constituídos ciberacontecimentos pop mobilizados pela guerra semiótica envolvendo gênero e sexualidade na cultura nerd. No percurso do estudo, são propostos, também, diálogos entre a semiótica, mais especificamente a semiótica da cultura, a cultura pop e os estudos de gênero e sexualidade. Esse empenho tem como intenção demonstrar a contribuição da semiótica para o estudo desses fenômenos. Para fins de uma análise sistematizada e aprofundada, foi selecionado um caso específico dos ciberacontecimentos mapeados na tese: a tentativa de censura da HQ Vingadores: A Cruzada das Crianças na Bienal do Rio de Janeiro em 2019. O primeiro capítulo contextualiza o problema e os objetivos, desdobrando as lentes epistemológicas da semiótica que são base da pesquisa. O segundo capítulo apresenta o conceito de ciberacontecimento, relacionando-o com plataformas digitais na perspectiva das territorialidades semióticas, e constrói uma semiótica da cultura pop, na qual são delimitados alguns caminhos a partir da semiosfera para compreender a cultura nerd e a superaventura. Nele também são desenvolvidas categorias de ciberacontecimentos pop: performances célebres, mobilizações de fãs, mobilizações de antifãs e haters, fiscalização dos públicos, ações das indústrias culturais, memetizações, metaciberacontecimentos pop. O terceiro capítulo arquiteta uma semiosfera do gênero e sexualidade, na qual a posição de um signo ajuda a entender o seu grau qualitativo de semiodiversidade, e demonstra como as relações em torno dela estão presentes em ciberacontecimentos, na cultura nerd e na superaventura. O quarto capítulo é dedicado aos casos que foram mapeados e contribuíram metodologicamente para a caracterização dos fenômenos examinados. A maior parte deles são caracterizados como ciberacontecimentos que envolvem a fiscalização dos públicos, a superaventura – super-heroínas e super-heróis –, estão relacionados às pessoas LGBTQIA+, são fechados em relação à diversidade, utilizam comentários odiosos e múltiplas estratégias das mobilizações conservadores e de extremadireita, e são mobilizados por representações LGBTQIA+. O quinto capítulo analisa as semioses que originaram o ciberacontecimento selecionado. Para isso, são construídos e examinados os sentidos sobre gênero e sexualidade presentes no plot do objeto midiático colocado em discussão, a força inaugural do ciberacontecimento, a cobertura jornalística em torno dele e as constelações de sentidos que ele gerou no Twitter. Assim, o capítulo 6 articula todas as pistas e inferências do que chamei cartografia semiótica e transviada, classificando fenômenos que são próprios do contexto estudado, como a ideia de que as crianças estão ameaçadas, o engendramento entre nerds e a extrema-direita e a relação dos super-heróis com masculinidades. São propostos, também, caminhos entusiastas da diversidade para ultrapassar a guerra estudada, como o uso pedagógico do pop em relação à gênero e sexualidade. Por fim, a cultura nerd é destacada como um território em constante disputa de sentidos, assim como a infância.The thesis aims to understand how pop cyberevents that are mobilized by the semiotic war involving gender and sexuality in geek culture are constituted. In the course of the study, dialogues are also proposed between semiotics, more specifically the semiotics of culture, pop culture and studies of gender and sexuality. This effort is intended to demonstrate the contribution of semiotics to the study of these phenomena. For the purposes of a systematic and in-depth analysis, a specific case of the cyberevents mapped in the thesis was selected: the attempt to censor the comic Vingadores: A Cruzada das Crianças at the Bienal of Rio de Janeiro in 2019. The first chapter contextualizes the problem and objectives , unfolding the epistemological lenses of semiotics that are the basis of the research. The second chapter presents the concept of cyberevent, relating it to digital platforms from the perspective of semiotic territorialities, and builds a semiotics of pop culture, in which some paths from the semiosphere are delimited to understand nerd culture and super adventure. Categories of pop cyberevents are also developed: famous performances, fan mobilizations, anti-fans and haters mobilizations, public inspection, actions of the cultural industries, memetizations, pop metacyberevents. The third chapter builds a semiosphere of gender and sexuality, in which the position of a sign helps to understand its qualitative degree of semiodiversity, and demonstrates how the relationships around it are present in cyberevents, in geek culture and in superadventure. The fourth chapter is dedicated to the cases that were mapped and contributed methodologically to the characterization of the phenomena examined. Most of them are characterized as cyberevents that involve the inspection of the public, the superadventure – superheroines and superheroes –, are related to LGBTQIA+ people, are closed in relation to diversity, use hateful comments and multiple strategies of conservative and far-right, and are mobilized by LGBTQIA+ representations. The fifth chapter analyzes the semiosis that originated the selected cyberevent. For this, the meanings about gender and sexuality present in the plot of the media object put under discussion, the inaugural force of the cyberevent, the journalistic coverage around it and the constellations of meanings that it generated on Twitter are constructed and examined. Thus, chapter 6 articulates all the clues and inferences of what I called semiotic and queer cartography, classifying phenomena that are typical of the context studied, such as the idea that children are threatened, the engendering between nerds and the extreme right and the relationship of superheroes with masculinities. Enthusiastic ways of diversity are also proposed to overcome the studied war, such as the pedagogical use of pop in relation to gender and sexuality. Finally, nerd culture is highlighted as a territory in constant dispute of meanings, as well as childhood.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorGonzatti, Christianhttp://lattes.cnpq.br/3424217300381419http://lattes.cnpq.br/5890836961761762Henn, Ronaldo CesarUniversidade do Vale do Rio dos SinosPrograma de Pós-Graduação em Ciências da ComunicaçãoUnisinosBrasilEscola da Indústria CriativaPode um LGBTQIA+ ser super-herói no Brasil? Ciberacontecimentos pop e a guerra semiótica sobre gênero e sexualidade na cultura nerdACCNPQ::Ciências Sociais Aplicadas::ComunicaçãoCultura nerdSuper-heróiGêneroSemióticaCultura digitalGeek cultureSuperheroGenderSemioticsDigital cultureinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/11055info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos)instname:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)instacron:UNISINOSORIGINALChristian Gonzatti_.pdfChristian Gonzatti_.pdfapplication/pdf7289813http://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/UNISINOS/11055/1/Christian+Gonzatti_.pdfeec9c8480bbde1974612bc337552e90fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82175http://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/UNISINOS/11055/2/license.txt320e21f23402402ac4988605e1edd177MD52UNISINOS/110552022-04-12 19:01:30.982oai:www.repositorio.jesuita.org.br:UNISINOS/11055Ck5PVEE6IENPTE9RVUUgQVFVSSBBIFNVQSBQUsOTUFJJQSBMSUNFTsOHQQoKRXN0YSBsaWNlbsOnYSBkZSBleGVtcGxvIMOpIGZvcm5lY2lkYSBhcGVuYXMgcGFyYSBmaW5zIGluZm9ybWF0aXZvcy4KCkxpY2Vuw6dhIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCgpDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIApVbml2ZXJzaWRhZGUgZG8gVmFsZSBkbyBSaW8gZG9zIFNpbm9zIChVTklTSU5PUykgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSAKZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSAKZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbyAKcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFNpZ2xhIGRlIFVuaXZlcnNpZGFkZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgYSBzdWEgdGVzZSBvdSAKZGlzc2VydGHDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFjay11cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IApjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogCmRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgCm9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSAKaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBURVNFIE9VIERJU1NFUlRBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgCkFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgU0lHTEEgREUgClVOSVZFUlNJREFERSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gClRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIApkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyAKY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KBiblioteca Digital de Teses e DissertaçõesPRIhttp://www.repositorio.jesuita.org.br/oai/requestmaicons@unisinos.br ||dspace@unisinos.bropendoar:2022-04-12T22:01:30Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)false
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