Controle e inovação: desafios de inovar no laboratório pela perspectiva do design

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Nascimento, Bianca Moraes do
Orientador(a): Meyer, Guilherme Englert Corrêa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Design
Departamento: Escola da Indústria Criativa
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13870
Resumo: O design é área de inovação. As organizações criam setores para, a partir do design, projetar inovações. A prática do design requer certa liberdade para criar a novidade e está relacionada ainda à originalidade, valores que parecem entrar em fricção com a organização, que é controlada. A inovação almejada pelas organizações está relacionada a uma definição que busca sempre o aumento do capital, o crescimento do mercado e o investimento, mas não o risco. Por isso, na realidade da corporação, é impensável que o projeto surja de um ato criativo descontrolado. Esse paradoxo que relaciona controle e inovação no ambiente da empresa criado para inovar, nesse caso o ambiente do laboratório de inovação, intenciona o objetivo desta pesquisa de compreender como o design pode explorar a relação existente entre práticas de controle e processos de inovação, na perspectiva dos laboratórios de inovação. Para atender ao que se propõe, o objetivo desdobra-se em: compreender como se manifestam as práticas de controle no campo do design, a partir de uma revisão de literatura; caracterizar a inovação pela perspectiva da organização, do design e do laboratório na literatura; compreender como o controle se manifesta e impacta o ambiente organizacional do laboratório de inovação, a partir da perspectiva de profissionais que atuam nesse ambiente; e propor os desafios para o campo do design intencionar projetos de inovação no ambiente organizacional do laboratório de inovação. No atual momento, ao buscar atingir os objetivos, a pesquisa apresenta uma revisão de literatura, abordando temas como controle; controle no design; inovação organizacional; inovação através do design e inovação no laboratório. A metodologia adotada para a etapa de campo foi entrevista com sete profissionais que atuaram em cinco laboratórios de inovação de grandes empresas brasileiras. A análise dos resultados permitiu evidenciar onze formas de controle que podem ser percebidas nos processos de inovação desenvolvidos em laboratório e que tangem o design: o controle pela temporalidade; o controle pela adequação aos objetivos estratégicos; o controle pelo alinhamento com a pesquisa referencial; o controle pelo poder; o controle pela não discussão; o controle pela regulação implícita nos posicionamentos; o controle pelo conceito ou expectativa de inovação; o controle pelo receio ao risco; o controle pela infraestrutura; controle pela percepção de investimento; e o controle pelo retorno projetado no projeto de inovação. Essas formas de controle são discutidas ao formularem desafios ao design, tais como trazer visibilidade às formas de controle e fomentar processos dialógicos; promover a tensão entre liberdade criativa e direcionamento estratégico; conciliar as formas de controle para inovar; e tratar o controle como aparato restritivo ao projeto inovador.
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Por isso, na realidade da corporação, é impensável que o projeto surja de um ato criativo descontrolado. Esse paradoxo que relaciona controle e inovação no ambiente da empresa criado para inovar, nesse caso o ambiente do laboratório de inovação, intenciona o objetivo desta pesquisa de compreender como o design pode explorar a relação existente entre práticas de controle e processos de inovação, na perspectiva dos laboratórios de inovação. Para atender ao que se propõe, o objetivo desdobra-se em: compreender como se manifestam as práticas de controle no campo do design, a partir de uma revisão de literatura; caracterizar a inovação pela perspectiva da organização, do design e do laboratório na literatura; compreender como o controle se manifesta e impacta o ambiente organizacional do laboratório de inovação, a partir da perspectiva de profissionais que atuam nesse ambiente; e propor os desafios para o campo do design intencionar projetos de inovação no ambiente organizacional do laboratório de inovação. No atual momento, ao buscar atingir os objetivos, a pesquisa apresenta uma revisão de literatura, abordando temas como controle; controle no design; inovação organizacional; inovação através do design e inovação no laboratório. A metodologia adotada para a etapa de campo foi entrevista com sete profissionais que atuaram em cinco laboratórios de inovação de grandes empresas brasileiras. A análise dos resultados permitiu evidenciar onze formas de controle que podem ser percebidas nos processos de inovação desenvolvidos em laboratório e que tangem o design: o controle pela temporalidade; o controle pela adequação aos objetivos estratégicos; o controle pelo alinhamento com a pesquisa referencial; o controle pelo poder; o controle pela não discussão; o controle pela regulação implícita nos posicionamentos; o controle pelo conceito ou expectativa de inovação; o controle pelo receio ao risco; o controle pela infraestrutura; controle pela percepção de investimento; e o controle pelo retorno projetado no projeto de inovação. Essas formas de controle são discutidas ao formularem desafios ao design, tais como trazer visibilidade às formas de controle e fomentar processos dialógicos; promover a tensão entre liberdade criativa e direcionamento estratégico; conciliar as formas de controle para inovar; e tratar o controle como aparato restritivo ao projeto inovador.Design is an area of innovation, and organizations create departments to develop innovations based on design. The practice of design requires a certain amount of freedom to create something new and is also related to originality - values that seem to clash with the organization’s controlled nature. The innovation sought by organizations is often defined in terms of capital growth, market expansion, and investment, rather than risk. Therefore, in the corporate reality, it is unthinkable that a project could arise from an uncontrolled creative act. This paradox - between control and innovation in a corporate environment designed to foster innovation, such as an innovation laboratory - shapes the objective of this research: to understand how design can explore the relationship between control practices and innovation processes from the perspective of innovation laboratories. To achieve this, the objective is broken down into: understanding how control practices manifest in the field of design through a literature review; characterizing innovation from the perspective of the organization, design, and laboratory in the literature; understanding how control manifests and impacts the organizational environment of the innovation laboratory, from the perspective of professionals working in these spaces; and proposing challenges for the design field to intentionally shape innovation projects within the organizational environment of innovation laboratories. At this stage, the research presents a literature review addressing topics such as control; control in design; organizational innovation; innovation through design; and innovation in laboratories. It also discusses the methodology adopted for the fieldwork, which involved interviews with seven professionals who worked in five innovation laboratories of large Brazilian companies. The analysis of the results revealed eleven forms of control observed in the innovation processes developed in these laboratories, all of which affect design practices: control through temporality; control by alignment with strategic objectives; control through alignment with reference research; control through power dynamics; control by avoiding discussion; control through implicit regulation in positioning; control via innovation concepts or expectations; control due to fear of risk; control through infrastructure; control through perceptions of investment; and control by the projected return on the innovation project. These forms of control are discussed in light of the challenges they pose to design, such as making control mechanisms visible and encouraging dialogical processes; promoting tension between creative freedom and strategic direction; reconciling various control forms in the pursuit of innovation; and addressing control as a restrictive force in innovative design projects.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorNascimento, Bianca Moraes dohttp://lattes.cnpq.br/4840522064571718http://lattes.cnpq.br/0452457026604900Meyer, Guilherme Englert CorrêaUniversidade do Vale do Rio dos SinosPrograma de Pós-Graduação em DesignUnisinosBrasilEscola da Indústria CriativaControle e inovação: desafios de inovar no laboratório pela perspectiva do designACCNPQ::Ciências Sociais Aplicadas::Desenho IndustrialControleDesignInovação organizacionalLaboratório de inovaçãoControlCorporate innovationInnovation labinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13870info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos)instname:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)instacron:UNISINOSLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82175http://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/UNISINOS/13870/2/license.txt320e21f23402402ac4988605e1edd177MD52ORIGINALBianca Moraes do Nascimento_.pdfBianca Moraes do Nascimento_.pdfapplication/pdf719017http://repositorio.jesuita.org.br/bitstream/UNISINOS/13870/1/Bianca+Moraes+do+Nascimento_.pdf1e1d2c943c5aed26d6f86b187b18201cMD51UNISINOS/138702025-11-21 15:01:46.227oai:www.repositorio.jesuita.org.br:UNISINOS/13870Ck5PVEE6IENPTE9RVUUgQVFVSSBBIFNVQSBQUsOTUFJJQSBMSUNFTsOHQQoKRXN0YSBsaWNlbsOnYSBkZSBleGVtcGxvIMOpIGZvcm5lY2lkYSBhcGVuYXMgcGFyYSBmaW5zIGluZm9ybWF0aXZvcy4KCkxpY2Vuw6dhIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCgpDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8gYXV0b3IgKGVzKSBvdSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yKSBjb25jZWRlIMOgIApVbml2ZXJzaWRhZGUgZG8gVmFsZSBkbyBSaW8gZG9zIFNpbm9zIChVTklTSU5PUykgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSAKZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSAKZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbyAKcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFNpZ2xhIGRlIFVuaXZlcnNpZGFkZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgYSBzdWEgdGVzZSBvdSAKZGlzc2VydGHDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFjay11cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IApjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogCmRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgCm9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSAKaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBURVNFIE9VIERJU1NFUlRBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgCkFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgU0lHTEEgREUgClVOSVZFUlNJREFERSwgVk9Dw4ogREVDTEFSQSBRVUUgUkVTUEVJVE9VIFRPRE9TIEUgUVVBSVNRVUVSIERJUkVJVE9TIERFIFJFVklTw4NPIENPTU8gClRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIApkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGHDp8OjbywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyAKY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KBiblioteca Digital de Teses e DissertaçõesPRIhttp://www.repositorio.jesuita.org.br/oai/requestmaicons@unisinos.br ||dspace@unisinos.bropendoar:2025-11-21T18:01:46Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)false
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