Efeito da infecção por SARS-CoV-2 na agregação plaquetária e outros parâmetros da coagulação
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-14022025-174425/ |
Resumo: | Introdução: A COVID-19 está associada a um aumento no risco de eventos trombóticos. No entanto, o papel da reatividade plaquetária (RP) no desenvolvimento dessa complicação permanece incerto. O objetivo principal do presente estudo foi o de avaliar a RP em pacientes hospitalizados com diagnóstico de COVID-19 em comparação com um grupo-controle composto por voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19. Métodos: Estudo observacional, de caso-controle, que incluiu pacientes com COVID-19 confirmada (grupo COVID-19, n = 60) e voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19 (grupo-controle, n = 60) pareados por idade e sexo. A RP foi avaliada em ambos os grupos pelo método point of care Multiple-Electrode Aggregometry (MEA) com difosfato de adenosina (MEA-ADP, baixa RP definida como AUC <53), ácido araquidônico (MEA-ASPI, baixa RP < 86 AUC) e peptídeo ativador do receptor da trombina (MEA-TRAP, baixa RP < 97 AUC). Resultados: As taxas de baixa RP avaliadas por MEA-ADP foram de 27,5% no grupo COVID-19 e 21,7% no grupo de controle (OR = 1,60, p = 0,20); por MEAASPI, as taxas observadas foram, respectivamente, 37,5% e 22,5% (OR = 3,67, p < 0,001); por MEA-TRAP, as taxas observadas foram 48,5% e 18,8%, respectivamente (OR = 9,58, p < 0,001). Os níveis de D-dímero, fibrinogênio e inibidor do ativador do plasminogênio 1 (PAI-1) foram significativamente maiores no grupo COVID-19, em comparação com o grupo de controle (todos p < 0,05). A tromboelastometria foi avaliada em um subgrupo de pacientes e mostrou um estado de hipercoagulabilidade no grupo COVID-19, com o processo se iniciando após a fase inicial de adesão/agregação plaquetária. Conclusão: Os achados do presente estudo sugerem menor RP no grupo de pacientes hospitalizados com COVID-19 não grave, em comparação com controles, apesar de apresentarem níveis mais elevados de D-dímero, fibrinogênio e PAI-1, e hipercoagulabilidade por tromboelastometria |
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Efeito da infecção por SARS-CoV-2 na agregação plaquetária e outros parâmetros da coagulaçãoEffect of SARS-CoV-2 infection on platelet aggregation and other coagulation parametersCoagulaçãoCoagulationCOVID-19COVID-19MultiplateMultiplatePlatelet reactivityReatividade plaquetáriaSARS-COV-2SARS-COV-2ThromboelastometryTromboelastogramaIntrodução: A COVID-19 está associada a um aumento no risco de eventos trombóticos. No entanto, o papel da reatividade plaquetária (RP) no desenvolvimento dessa complicação permanece incerto. O objetivo principal do presente estudo foi o de avaliar a RP em pacientes hospitalizados com diagnóstico de COVID-19 em comparação com um grupo-controle composto por voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19. Métodos: Estudo observacional, de caso-controle, que incluiu pacientes com COVID-19 confirmada (grupo COVID-19, n = 60) e voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19 (grupo-controle, n = 60) pareados por idade e sexo. A RP foi avaliada em ambos os grupos pelo método point of care Multiple-Electrode Aggregometry (MEA) com difosfato de adenosina (MEA-ADP, baixa RP definida como AUC <53), ácido araquidônico (MEA-ASPI, baixa RP < 86 AUC) e peptídeo ativador do receptor da trombina (MEA-TRAP, baixa RP < 97 AUC). Resultados: As taxas de baixa RP avaliadas por MEA-ADP foram de 27,5% no grupo COVID-19 e 21,7% no grupo de controle (OR = 1,60, p = 0,20); por MEAASPI, as taxas observadas foram, respectivamente, 37,5% e 22,5% (OR = 3,67, p < 0,001); por MEA-TRAP, as taxas observadas foram 48,5% e 18,8%, respectivamente (OR = 9,58, p < 0,001). Os níveis de D-dímero, fibrinogênio e inibidor do ativador do plasminogênio 1 (PAI-1) foram significativamente maiores no grupo COVID-19, em comparação com o grupo de controle (todos p < 0,05). A tromboelastometria foi avaliada em um subgrupo de pacientes e mostrou um estado de hipercoagulabilidade no grupo COVID-19, com o processo se iniciando após a fase inicial de adesão/agregação plaquetária. Conclusão: Os achados do presente estudo sugerem menor RP no grupo de pacientes hospitalizados com COVID-19 não grave, em comparação com controles, apesar de apresentarem níveis mais elevados de D-dímero, fibrinogênio e PAI-1, e hipercoagulabilidade por tromboelastometriaIntroduction: COVID-19 is associated with an increased risk of thrombotic events. However, the role of platelet reactivity (PR) in the development of this complication remains uncertain. The main objective of this study was to evaluate PR in hospitalized patients diagnosed with COVID-19 compared to a control group of non-hospitalized volunteers with negative serology for COVID-19. Methods: This observational case-control study included patients with confirmed COVID-19 (COVID-19 group, n = 60) and non-hospitalized volunteers with negative serology for COVID-19 (control group, n = 60) matched for age and sex. PR was assessed in both groups using the \"point of care\" Multiple-Electrode Aggregometry (MEA) method with adenosine diphosphate (MEA-ADP, low PR defined as AUC <53), arachidonic acid (MEA-ASPI, low PR < 86 AUC), and thrombin receptor-activating peptide (MEA-TRAP, low PR < 97 AUC). Results: The rates of low PR assessed by MEA-ADP were 27.5% in the COVID-19 group and 21.7% in the control group (OR = 1.60, p = 0.20); by MEA-ASPI, the observed rates were 37.5% and 22.5%, respectively (OR = 3.67, p < 0.001); by MEA-TRAP, the observed rates were 48.5% and 18.8%, respectively (OR = 9.58, p < 0.001). Levels of Ddimer, fibrinogen, and plasminogen activator inhibitor 1 (PAI-1) were significantly higher in the COVID-19 group compared to the control group (all p < 0.05). Thromboelastometry in a subset of patients showed a hypercoagulable state in the COVID-19 group, with the process initiating after the initial phase of platelet adhesion/aggregation. Conclusion: The findings of this study suggest lower PR in hospitalized patients with non-severe COVID-19 compared to controls, despite having higher levels of D-dimer, fibrinogen, and PAI-1, as well as hypercoagulability indicated by thromboelastometryBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNicolau, José CarlosBertolin, Adriadne Justi2024-10-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-14022025-174425/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-27T17:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-14022025-174425Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-27T17:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A COVID-19 está associada a um aumento no risco de eventos trombóticos. No entanto, o papel da reatividade plaquetária (RP) no desenvolvimento dessa complicação permanece incerto. O objetivo principal do presente estudo foi o de avaliar a RP em pacientes hospitalizados com diagnóstico de COVID-19 em comparação com um grupo-controle composto por voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19. Métodos: Estudo observacional, de caso-controle, que incluiu pacientes com COVID-19 confirmada (grupo COVID-19, n = 60) e voluntários não hospitalizados com sorologia negativa para COVID-19 (grupo-controle, n = 60) pareados por idade e sexo. A RP foi avaliada em ambos os grupos pelo método point of care Multiple-Electrode Aggregometry (MEA) com difosfato de adenosina (MEA-ADP, baixa RP definida como AUC <53), ácido araquidônico (MEA-ASPI, baixa RP < 86 AUC) e peptídeo ativador do receptor da trombina (MEA-TRAP, baixa RP < 97 AUC). Resultados: As taxas de baixa RP avaliadas por MEA-ADP foram de 27,5% no grupo COVID-19 e 21,7% no grupo de controle (OR = 1,60, p = 0,20); por MEAASPI, as taxas observadas foram, respectivamente, 37,5% e 22,5% (OR = 3,67, p < 0,001); por MEA-TRAP, as taxas observadas foram 48,5% e 18,8%, respectivamente (OR = 9,58, p < 0,001). Os níveis de D-dímero, fibrinogênio e inibidor do ativador do plasminogênio 1 (PAI-1) foram significativamente maiores no grupo COVID-19, em comparação com o grupo de controle (todos p < 0,05). A tromboelastometria foi avaliada em um subgrupo de pacientes e mostrou um estado de hipercoagulabilidade no grupo COVID-19, com o processo se iniciando após a fase inicial de adesão/agregação plaquetária. Conclusão: Os achados do presente estudo sugerem menor RP no grupo de pacientes hospitalizados com COVID-19 não grave, em comparação com controles, apesar de apresentarem níveis mais elevados de D-dímero, fibrinogênio e PAI-1, e hipercoagulabilidade por tromboelastometria |
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