O (d)escrever a arte nos romances de Émile Zola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ishii, Aline Magalhães dos Santos Silvério
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8164/tde-18062025-152201/
Resumo: Émile Zola e sua relação com os artistas, em sua maioria pintores que buscam a modernidade pictural, data muito antes do início de sua carreira como romancista. É a partir desse momento que seu interesse pela pintura vai ser desenvolvido mais profundamente em sua teoria estética e nas trocas com seus amigos pintores. Zola sempre procurou traduzir em literatura o que faziam seus amigos pintores, mas é em seu romance L\'OEuvre (Zola, 1886) que podemos notar de forma mais contundente a utilização das técnicas de pintura, observadas durante quarenta anos de carreira. É em seu processo de escrita que ele procura ser o grande pintor que nunca conseguiu ser. L\'OEuvre (Zola, 1886) passa não só a ser um romance sobre a pintura, mas se torna uma escrita da pintura ao mesmo tempo que a recusa tendo como protagonista, Claude, um pintor fracassado. É nessa recusa que a fotografia aparece para Zola como uma forma de encontrar o que ele sempre buscou na obra de arte: o temperamento do artista. É na fotografia que ele pode atingir – e praticar – a sua obra-prima e todas as técnicas que ele julgava essenciais e que foram deixadas à parte pelos seus amigos impressionistas. Zola quer fixar a fugacidade do tempo e tanto sua obra literária quanto sua obra fotográfica abordam pontos em comum. O ato de fotografar seria uma revanche sobre a pintura? Esta tese tem então um duplo objetivo: o de apresentar, primeiramente, a relação entre os escritos de arte, a pintura e o romance que retrata o mundo artístico em L\'OEuvre (Zola, 1886); em seguida, o de analisar como o trabalho fotográfico afeta a teoria estética zoliana, entendendo se a fotografia pode fazer por Zola, no fim de sua carreira como escritor, o que a pintura de certa forma não pode. Para isso, este trabalho visa relacionar essa nova arte com o romance A Besta Humana (Zola, 1890)
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