Temporalidade e factualidade em sentenças condicionais no português brasileiro
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-16012025-112546/ |
Resumo: | A partir da estrutura condicional do tipo se p, q, os objetivos gerais desta tese são explorar a relação entre antecedente e momento de fala a partir de noções de temporalidade (concomitância, antecedência e precedência de um em relação ao outro) e de factualidade (tomando-se o antecedente como factual, contrafactual ou hipotético) descrevendo como as diferentes formas verbais (indicativas e subjuntivas, simples e perifrásticas) se organizam para a expressão dessas duas noções combinadas no antecedente de condicionais no português brasileiro (PB). Nosso objetivo específico é propor uma análise baseada em conceitos semântico-pragmáticos para os contrastes de significado entre antecedentes no presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro simples e perifrástico do subjuntivo em condicionais hipotéticas sobre o futuro. A metodologia consiste no julgamento introspectivo de sentenças. Concluímos que o presente do indicativo conserva no antecedente desse tipo de condicional as mesmas propriedades que apresenta em orações simples, podendo ter um uso de presente futurado, associado a situações determinadas no momento de fala, além de usos não-canônicos atestados também fora da condicional. Já o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo no antecedente de condicionais hipotéticas sobre o futuro, comumente associado a antecedentes em que se descrevem hipóteses de realização remota ou de baixa probabilidade, pode estar relacionado a outras noções, como a normalidade da situação descrita ou os desejos do falante. O futuro simples do subjuntivo, por sua vez, é uma forma neutra quanto à (in)determinação, à probabilidade de realização e à normalidade da situação no antecedente ou aos desejos do falante, apenas descrevendo no antecedente da condicional hipotética uma condição suficiente para que o consequente se realize. Por fim, o futuro perifrástico do subjuntivo é mais específico: ele estabelece um tempo de tópico futuro em relação ao momento de fala a partir do qual a situação descrita pelo verbo se dará ainda mais no futuro |
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Temporalidade e factualidade em sentenças condicionais no português brasileiroTemporality and factuality in conditional sentences in Brazilian PortugueseCondicionaisConditionalsFactualidadeFactualityIndicative moodModo indicativoModo subjuntivoSubjunctive moodTemporalidadeTemporalityA partir da estrutura condicional do tipo se p, q, os objetivos gerais desta tese são explorar a relação entre antecedente e momento de fala a partir de noções de temporalidade (concomitância, antecedência e precedência de um em relação ao outro) e de factualidade (tomando-se o antecedente como factual, contrafactual ou hipotético) descrevendo como as diferentes formas verbais (indicativas e subjuntivas, simples e perifrásticas) se organizam para a expressão dessas duas noções combinadas no antecedente de condicionais no português brasileiro (PB). Nosso objetivo específico é propor uma análise baseada em conceitos semântico-pragmáticos para os contrastes de significado entre antecedentes no presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro simples e perifrástico do subjuntivo em condicionais hipotéticas sobre o futuro. A metodologia consiste no julgamento introspectivo de sentenças. Concluímos que o presente do indicativo conserva no antecedente desse tipo de condicional as mesmas propriedades que apresenta em orações simples, podendo ter um uso de presente futurado, associado a situações determinadas no momento de fala, além de usos não-canônicos atestados também fora da condicional. Já o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo no antecedente de condicionais hipotéticas sobre o futuro, comumente associado a antecedentes em que se descrevem hipóteses de realização remota ou de baixa probabilidade, pode estar relacionado a outras noções, como a normalidade da situação descrita ou os desejos do falante. O futuro simples do subjuntivo, por sua vez, é uma forma neutra quanto à (in)determinação, à probabilidade de realização e à normalidade da situação no antecedente ou aos desejos do falante, apenas descrevendo no antecedente da condicional hipotética uma condição suficiente para que o consequente se realize. Por fim, o futuro perifrástico do subjuntivo é mais específico: ele estabelece um tempo de tópico futuro em relação ao momento de fala a partir do qual a situação descrita pelo verbo se dará ainda mais no futuroGiven the conditional structure if p, q, the general objectives of this thesis are to explore the relationship between the antecedent and the time of utterance based on notions of temporality (concomitance, antecedence and precedence of one in relation to the other) and factuality (taking the antecedent as factual, counterfactual or hypothetical) and to describe how the different verbal forms are organized for the expression of these two combined notions in Brazilian Portuguese (BP). Our specific aim is to propose an analysis based on semantic-pragmatic concepts for the contrasts in meaning between three tenses found in the antecedent of hypothetical conditionals about the future: presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, e futuro do subjuntivo (in its simple and periphrastic forms). The methodology consists of introspective judgment of sentences. We concluded that presente do indicativo retains the same properties in the antecedent of the conditional about the future as it does in simple clauses. Thus, it can have a futurate use, associated with situations that are determined at the time of utterance, as well as non-canonical uses which are also attested outside the conditional. The use of pretérito imperfeito do subjuntivo in the antecedent of hypothetical conditionals about the future, commonly associated with antecedents describing hypotheses of remote realization or low probability, may be related to other notions, such as the normality of the situation described or the speaker\'s wishes. The simple form of futuro do subjuntivo is neutral in terms of (in)determination, probability of realization and normality of the situation in the antecedent or the speaker\'s wishes, merely describing in the antecedent of the hypothetical conditional a sufficient condition for the consequent to be realized. Finally, the periphrastic form of futuro do subjuntivo is more specific: it refers to a topic time that is in the future in relation to the time of utterance, from which the situation described by the verb will occur even further in the futureBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerreira, Marcelo BarraSantos, Camila Cristina Silvestre dos2024-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-16012025-112546/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-16T13:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-16012025-112546Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-16T13:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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