Perfil sorológico para sífilis em uma coorte de homens que fazem sexo com homens, 1994 a 1998, São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Silveira, Edilene Peres Real da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-07102024-192810/
Resumo: A sífilis tem sido um problema mundial de Saúde Pública principalmente pela seqüela catastrófica da infecção transplacentária e, ainda, do diagnóstico baseado unicamente na evolução clínica ser frequentemente indefinível nas várias fases da doença adquirida. O diagnóstico laboratorial, portanto, desempenha relevante papel na confirmação do diagnóstico feito sob o aspecto clínico, bem como para o seguimento de tratamento. O objetivo do presente estudo de coorte prospectivo de homens que fazem sexo com homens (HSH) - Projeto Bela Vista foi analisar o perfil sorológico dos testes não treponêmico e treponêmico, respectivamente - VDRL e FT A-Abs, e, então, determinar a taxa de prevalência e incidência de sífilis neste grupo. Um total de 1047 voluntários inscritos no Projeto Bela Vista foi avaliado semestralmente (\"onda\"). A avaliação foi constituída de entrevista sociocomportamental, exame clínico direcionado para sinais e sintomas de doenças sexualmente transmissível (DSTs) e realização de testes sorológicos para sífilis, HIV -1 e Hepatite B. Para sífilis, as amostras de soro foram testadas por meio de VDRL e FT A-Abs em paralelo e a soroprevalência para sífilis foi determinada pela combinação de ambos os testes, baseada nos dados da \"onda\" zero. Dos 1047 voluntários, 100 (9,5%) foram soropositivos para VDRL e FTA-Abs; 72 (6,8%) apresentaram VDRL negativo e FTA-Abs positivo e 9{0,8%) foram soropositivos para VDRL e soronegativos para FTA-Abs. As amostras foram consideradas soropositivas para a sífilis quando a combinação dos testes foi: positivo para ambos os testes VDRL e FT A-Abs e as amostras com VDRL negativo e FT A-Abs positivo, que resultou na taxa de prevalência de 16,4%. A combinação de VDRL positivo e FT A-Abs negativo foi considerada como reação falso-positiva. Em quatro anos de acompanhamento, 25 voluntários apresentaram soro conversão para sífilis (2, 71 casos por 1 00 pessoas-ano). Em duas amostras, a reatividade no teste não treponêmico (VDRL) foi detectado antes da positividade dos anticorpos treponêmicos (FTA-Abs). Por outro lado, algumas amostras (em \"onda\" iniciais) entre aquelas de voluntários que soroconverteram apresentaram VDRL negativo, porém positivas no FT A-Abs. Os indivíduos apresentando esse perfil sorológico poderiam não ter sido identificados, considerando que o teste treponêmico (FTA-Abs) não é realizado em paralelo ou simultaneamente com o teste não treponêmico (VDRL) no diagnóstico da rotina laboratorial. Por conseguinte, a taxa de soroprevalência teria sido erroneamente determinada como 9,5%, ao passo que a taxa precisa deveria ser 16,4%, como estimada na presente investigação. Os dados obtidos neste estudo indicam a relevância do uso de testes não treponêmicos e treponêmicos em paralelo, a fim de executar diagnóstico laboratorial de rotina para sífilis com exatidão e precisão.
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O objetivo do presente estudo de coorte prospectivo de homens que fazem sexo com homens (HSH) - Projeto Bela Vista foi analisar o perfil sorológico dos testes não treponêmico e treponêmico, respectivamente - VDRL e FT A-Abs, e, então, determinar a taxa de prevalência e incidência de sífilis neste grupo. Um total de 1047 voluntários inscritos no Projeto Bela Vista foi avaliado semestralmente (\"onda\"). A avaliação foi constituída de entrevista sociocomportamental, exame clínico direcionado para sinais e sintomas de doenças sexualmente transmissível (DSTs) e realização de testes sorológicos para sífilis, HIV -1 e Hepatite B. Para sífilis, as amostras de soro foram testadas por meio de VDRL e FT A-Abs em paralelo e a soroprevalência para sífilis foi determinada pela combinação de ambos os testes, baseada nos dados da \"onda\" zero. Dos 1047 voluntários, 100 (9,5%) foram soropositivos para VDRL e FTA-Abs; 72 (6,8%) apresentaram VDRL negativo e FTA-Abs positivo e 9{0,8%) foram soropositivos para VDRL e soronegativos para FTA-Abs. As amostras foram consideradas soropositivas para a sífilis quando a combinação dos testes foi: positivo para ambos os testes VDRL e FT A-Abs e as amostras com VDRL negativo e FT A-Abs positivo, que resultou na taxa de prevalência de 16,4%. A combinação de VDRL positivo e FT A-Abs negativo foi considerada como reação falso-positiva. Em quatro anos de acompanhamento, 25 voluntários apresentaram soro conversão para sífilis (2, 71 casos por 1 00 pessoas-ano). Em duas amostras, a reatividade no teste não treponêmico (VDRL) foi detectado antes da positividade dos anticorpos treponêmicos (FTA-Abs). Por outro lado, algumas amostras (em \"onda\" iniciais) entre aquelas de voluntários que soroconverteram apresentaram VDRL negativo, porém positivas no FT A-Abs. Os indivíduos apresentando esse perfil sorológico poderiam não ter sido identificados, considerando que o teste treponêmico (FTA-Abs) não é realizado em paralelo ou simultaneamente com o teste não treponêmico (VDRL) no diagnóstico da rotina laboratorial. Por conseguinte, a taxa de soroprevalência teria sido erroneamente determinada como 9,5%, ao passo que a taxa precisa deveria ser 16,4%, como estimada na presente investigação. Os dados obtidos neste estudo indicam a relevância do uso de testes não treponêmicos e treponêmicos em paralelo, a fim de executar diagnóstico laboratorial de rotina para sífilis com exatidão e precisão.Syphilis has been a worldwide matter Public Health concern mainly because of catastrophic sequelae of transplacental infection, and diagnoses based solely on clinical evaluation are often undefinable at varied phase of acquired disease. Therefore, laboratory assays play a remarkable role for the confirmation of diagnosis based on clinical features and for treatment follow-up. The objective of the present prospective cohort study of men who have sex with men (MSM) - Projeto Bela Vista was to evaluate the serological profile of non-treponemal and treponemal assays - VDRL and FT A-Abs, respectively, and thereon to determine the prevalence and the incidence rates of syphilis in this group. A total of 1,047 volunteers enrolled in the Projeto Bela Vista- MSM cohort study was evaluated every semester (\'\'wave\"). The evaluation was consisted of sociobehavioral interview, clinical examinations focused on signs and syptoms of sexually transmitted diseases (STD), and serologic tests for syphilis, HIV-1, and hepatitis B virus. For syphilis, serum samples were tested by means of VDRL and FT A-Abs in parallel, and the baseline seroprevalence for syphilis was assessed by the combining the both tests results, according to the zero wave data Of samples from 1,047 volunteers, 100 (9.5%) were seropositive on VDRL and FTA-Abs; 72 (6,8%) presented negative VDRL but positive on FTA-Abs; and 9 (0.8%) were seropositive on VDRL and seronegative on FTA-Abs. The samples were considered as seropositive for syphilis when the combination of tests were: positive on the both tests VDRL and FT A-Abs, and negative on VDRL and positive on FT A-Abs, wich resulted in 16.4% of seroprevalence rate. The combination of positive VDRL and negative on FT A-Abs was considered as false-positive reaction. In four years follow-up study, 25 volunteers presented soroconversion for syphilis (2, 71 cases per 100 persons-year). In two samples of them the reactivity on non-treponema assay (VDRL) was detected precociously, that is before antybody positivity on treponemal assay (FTA-Abs). On the other hand, some samples (early wave) from among those seroconverted volunteers showed negative on VDRL but positive on FT A-Abs. Individuals presenting this pattern of serologic pro file would not be identified, considering that a treponemal assay (FT A Abs) has not been performed in parallel or simultaneously with non treponemal assay (VDRL) in routine diagnosis laboratory. And the seroprevalence rate would be erroneously evaluated as 9.5%, while the precise rate should be 16.4% as estimated in the present investigation. In due course the data achieved in this study indicated the relevance of use of both non treponemal and treponemal assays in parellel in order to perform an accurate routine syphilis laboratory diagnosis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSato, Neusa NakaoSilveira, Edilene Peres Real da2002-03-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-07102024-192810/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-07T22:41:01Zoai:teses.usp.br:tde-07102024-192810Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-07T22:41:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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