Controle da pressão arterial e adesão ao tratamento em hipertensos atendidos na atenção primária da cidade de Manaus, AM, Brasil
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-02062025-154504/ |
Resumo: | Introdução: A Hipertensão arterial representa a principal causa de morte evitável e fator de risco para doenças cardiovasculares. O controle pouco satisfatório da pressão arterial (PA) relaciona-se à adesão inadequada ao tratamento anti-hipertensivo e na região norte do Brasil há escassez de informações, justificando o presente estudo. Objetivo: Avaliar o controle da PA e a adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em hipertensos da atenção primária. Métodos: Estudo transversal com 412 hipertensos das Unidades Básicas de Saúde de Manaus, AM. Foram avaliadas as características: sociodemográfica, psicoemocional, hábitos de vida, situação clínica, perfil lipídico, glicemia, medidas antropométricas; e as variáveis dependentes adesão ao tratamento medicamentoso pela Escala de Morisky Quatro Itens, e controle da PA valores < 140/90 mmHg, com aparelho semiautomático validado. Estudo autorizado por comitê de ética (CAAE 52879921.0.0000.5392). Realizou-se análises descritiva, associações bivariadas e regressão logística com nível de significância p<0,05. Resultados: O controle da PA foi de 49,76% e adesão ao tratamento 18,45%. A amostra foi de mulheres (70,87%), 59,19(10,08) anos, 83,50% raça parda/preta, 54,37% com companheiro(a), 32,52% aposentados, 54,85% classificação socioeconômica C1/C2, 50,24% residentes na área 1 (Norte/Leste), 84,95% sobrepeso/obesidade, glicemia 131,18(55,59)mg/dL, triglicérides 172,37(118,28)mg/dL, 4,61% tabagistas, 16,26% uso de bebida alcoólica, 63,35% sedentários/irregularmente ativos, 75,24% utilizavam gordura, 80,10% não adicionavam sal ao alimento pronto, 56,07% usavam açúcar, 36,41% apresentaram transtorno mental não psicótico, 9,68(8,32) anos de diagnóstico de hipertensão e média de 3,04(1,49) medicamentos utilizados. Os hipertensos controlados foram diferentes (p<0,05) dos não controlados, respectivamente, quanto a: sexo feminino (53,08% vs 41,67%); relação cintura quadril [0,92(0,07) vs 0,94(0,07)];colesterol [185,65(39,92) vs 195,16(45,70)mg/dL];tempo de diagnóstico [8,49(7,23) vs 10,87(9,13)anos];deixar de tomar medicamento (37,89% vs 62,11%);uso de suplemento vitamínico (75% vs 25%) e insulina NPH (26,92% vs 73,08%). Os hipertensos aderentes foram diferentes (p<0,05) dos não aderentes, respectivamente, quanto a:idade [63,88(9,97) vs 58,13(9,81)anos];anos de estudo [7,17(4,72) vs 9,12(4,56)anos];vínculo empregatício (8,97% vs 91,03%);glicemia [118,86(41,18) vs 133,97(58,05)mg/dL];colesterol [181,25(36,37) vs 192,50(44,30)mg/dL];colesterol alterado (13,97% vs 86,03%);transtorno mental não psicótico (11,33% vs 88,67%);uso de bebida alcoólica (7,46% vs 92,54%);uso nocivo ou provável dependência de bebida alcoólica (00,00% vs 100,00%); uso de açúcar (13,85% vs 86,15%); consultas médicas [2,18(1,84) vs 1,91(2,18)]; deixar de tomar medicamento (4,21% vs 95,79%); uso de bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (21,45% vs 78,55%); e antiácidos (32,50% vs 67,50%). Na análise multivariada houve associação do controle da PA com: valor de colesterol (OR=1,006;IC=1,001-1,012), tempo de diagnóstico (OR=1,040;IC=1,013-1,070) e deixar de tomar medicamento (OR=2,173;IC=1,294-3,698); e para a não adesão ao tratamento foram: residir na área 2 (Sul/Oeste) (OR=0,494;IC=0,256-0,932), idade (OR=0,962;IC=0,926-0,998), número de dependentes da renda (OR=0,783;IC=0,654-0,937), transtorno mental não psicótico (OR=1,099;IC=1,014-1,195), uso de açúcar (OR=2,508;IC=1,351-4,757) e deixar de tomar medicamento (OR=6,296;IC=2,313-22,364). Conclusão: Apenas cerca da metade dos hipertensos estava com a PA controlada e a prevalência de adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo foi bem menor. O controle e adesão ao tratamento foram influenciados por variáveis biopsicossociais, relacionadas ao tratamento e doença. Embora o contexto de atenção primária, as características identificadas preocupam o que reafirma a hipertensão como problema de saúde pública que necessita de ações contínuas e mais efetivas. |
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Controle da pressão arterial e adesão ao tratamento em hipertensos atendidos na atenção primária da cidade de Manaus, AM, BrasilBlood pressure control and adherence to treatment in hypertensive patients treated in primary care in the city of Manaus, AM, BrazilAdesão ao TratamentoAdherence to TreatmentAtenção Primária à SaúdeCooperaçãoCooperationEnfermagemHipertensãoHypertensionNursingPrimary Health CareIntrodução: A Hipertensão arterial representa a principal causa de morte evitável e fator de risco para doenças cardiovasculares. O controle pouco satisfatório da pressão arterial (PA) relaciona-se à adesão inadequada ao tratamento anti-hipertensivo e na região norte do Brasil há escassez de informações, justificando o presente estudo. Objetivo: Avaliar o controle da PA e a adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em hipertensos da atenção primária. Métodos: Estudo transversal com 412 hipertensos das Unidades Básicas de Saúde de Manaus, AM. Foram avaliadas as características: sociodemográfica, psicoemocional, hábitos de vida, situação clínica, perfil lipídico, glicemia, medidas antropométricas; e as variáveis dependentes adesão ao tratamento medicamentoso pela Escala de Morisky Quatro Itens, e controle da PA valores < 140/90 mmHg, com aparelho semiautomático validado. Estudo autorizado por comitê de ética (CAAE 52879921.0.0000.5392). Realizou-se análises descritiva, associações bivariadas e regressão logística com nível de significância p<0,05. Resultados: O controle da PA foi de 49,76% e adesão ao tratamento 18,45%. A amostra foi de mulheres (70,87%), 59,19(10,08) anos, 83,50% raça parda/preta, 54,37% com companheiro(a), 32,52% aposentados, 54,85% classificação socioeconômica C1/C2, 50,24% residentes na área 1 (Norte/Leste), 84,95% sobrepeso/obesidade, glicemia 131,18(55,59)mg/dL, triglicérides 172,37(118,28)mg/dL, 4,61% tabagistas, 16,26% uso de bebida alcoólica, 63,35% sedentários/irregularmente ativos, 75,24% utilizavam gordura, 80,10% não adicionavam sal ao alimento pronto, 56,07% usavam açúcar, 36,41% apresentaram transtorno mental não psicótico, 9,68(8,32) anos de diagnóstico de hipertensão e média de 3,04(1,49) medicamentos utilizados. Os hipertensos controlados foram diferentes (p<0,05) dos não controlados, respectivamente, quanto a: sexo feminino (53,08% vs 41,67%); relação cintura quadril [0,92(0,07) vs 0,94(0,07)];colesterol [185,65(39,92) vs 195,16(45,70)mg/dL];tempo de diagnóstico [8,49(7,23) vs 10,87(9,13)anos];deixar de tomar medicamento (37,89% vs 62,11%);uso de suplemento vitamínico (75% vs 25%) e insulina NPH (26,92% vs 73,08%). Os hipertensos aderentes foram diferentes (p<0,05) dos não aderentes, respectivamente, quanto a:idade [63,88(9,97) vs 58,13(9,81)anos];anos de estudo [7,17(4,72) vs 9,12(4,56)anos];vínculo empregatício (8,97% vs 91,03%);glicemia [118,86(41,18) vs 133,97(58,05)mg/dL];colesterol [181,25(36,37) vs 192,50(44,30)mg/dL];colesterol alterado (13,97% vs 86,03%);transtorno mental não psicótico (11,33% vs 88,67%);uso de bebida alcoólica (7,46% vs 92,54%);uso nocivo ou provável dependência de bebida alcoólica (00,00% vs 100,00%); uso de açúcar (13,85% vs 86,15%); consultas médicas [2,18(1,84) vs 1,91(2,18)]; deixar de tomar medicamento (4,21% vs 95,79%); uso de bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (21,45% vs 78,55%); e antiácidos (32,50% vs 67,50%). Na análise multivariada houve associação do controle da PA com: valor de colesterol (OR=1,006;IC=1,001-1,012), tempo de diagnóstico (OR=1,040;IC=1,013-1,070) e deixar de tomar medicamento (OR=2,173;IC=1,294-3,698); e para a não adesão ao tratamento foram: residir na área 2 (Sul/Oeste) (OR=0,494;IC=0,256-0,932), idade (OR=0,962;IC=0,926-0,998), número de dependentes da renda (OR=0,783;IC=0,654-0,937), transtorno mental não psicótico (OR=1,099;IC=1,014-1,195), uso de açúcar (OR=2,508;IC=1,351-4,757) e deixar de tomar medicamento (OR=6,296;IC=2,313-22,364). Conclusão: Apenas cerca da metade dos hipertensos estava com a PA controlada e a prevalência de adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo foi bem menor. O controle e adesão ao tratamento foram influenciados por variáveis biopsicossociais, relacionadas ao tratamento e doença. Embora o contexto de atenção primária, as características identificadas preocupam o que reafirma a hipertensão como problema de saúde pública que necessita de ações contínuas e mais efetivas.Introduction: Hypertension represents the main cause of preventable death and a risk factor for cardiovascular diseases. The unsatisfactory control of blood pressure (BP) is related to inadequate adherence to antihypertensive treatment and in the northern region of Brazil there is a lack of information, justifying the present study. Objective: To evaluate BP control and adherence to antihypertensive medication treatment in hypertensive patients in primary care. Methods: Cross-sectional study with 412 hypertensive patients from Basic Health Units in Manaus, AM. The following characteristics were evaluated: sociodemographic, psychoemotional, lifestyle habits, clinical situation, lipid profile, blood glucose, anthropometric measures; and the dependent variables adherence to drug treatment using the Four Item Morisky Scale, and BP control values <140/90 mmHg, with a validated semi-automatic device. Study authorized by ethics committee (CAAE 52879921.0.0000.5392). Descriptive analyses, bivariate associations and logistic regression were carried out with a significance level of p<0.05. Results: BP control was 49,76% and treatment adherence 18,45%. The sample was women (70,87%), 59,19(10,08) years old, 83,50% brown/black race, 54,37% with a partner, 32,52% retired, 54,85% socioeconomic classification C1/C2, 50,24% living in area 1 (North/East), 84,95% overweight/obesity, blood glucose 131,18(55,59)mg/dL, triglycerides 172,37(118,28)mg/dL, 4,61% smokers, 16,26% drank alcohol, 63,35% sedentary/irregularly active, 75,24% use fat, 80,10% do not add salt to ready-made food, 56,07% used sugar, 36,41% had a non-psychotic mental disorder, 9,68(8,32) years of hypertension diagnosis and an average of 3,04(1,49) medications used. Controlled hypertensive patients were different (p<0,05) from uncontrolled ones, respectively, in terms of: female sex (53,08% vs 41,67%); waist-hip ratio [0,92(0,07) vs 0,94(0,07)]; cholesterol [185,65(39,92) vs 195,16(45,70)mg/dL]; time since diagnosis [8,49(7,23) vs 10,87(9,13)years]; stopping taking medication (37,89% vs 62,11%); use of vitamin supplements (75% vs 25%) and NPH insulin (26,92% vs 73,08%). Adherent hypertensive patients were different (p<0,05) from non-adherent patients, respectively, regarding: age [63,88(9,97) vs 58,13(9,81)years]; years of study [7,17(4,72) vs 9,12(4,56)years]; employment relationship (8,97% vs 91,03%); blood glucose [118,86(41,18) vs 133,97(58,05)mg/dL]; cholesterol [181,25(36,37) vs 192,50(44,30)mg/dL]; altered cholesterol (13,97% vs 86,03%); non-psychotic mental disorder (11,33% vs 88,67%); use of alcoholic beverages (7,46% vs 92,54%); harmful use or probable dependence on alcoholic beverages (00,00% vs 100,00%); use of sugar (13,85% vs 86,15%); medical appointments [2,18(1,84) vs 1,91(2,18)]; stopping taking medication (4,21% vs 95,79%); use of angiotensin II AT1 receptor blockers (21,45% vs 78,55%); and antacids (32,50% vs 67,50%). In the multivariate analysis, there was an association between BP control and: cholesterol value (OR=1,006;CI=1,001-1,012), time since diagnosis (OR=1,040;CI=1,013-1,070) and stopping taking medication (OR=2,173;CI=1,294-3,698); and for non-adherence to treatment were: living in area 2 (South/West) (OR=0,494;CI=0,256-0,932), age (OR=0,962;CI=0,926-0,998), number of income dependents (OR=0,783;CI=0,654-0,937), non-psychotic mental disorder (OR=1,099;CI=1,014-1,195), use of sugar (OR=2,508;CI=1,351-4,757) and stopping taking medication (OR=6,296;CI=2,313-22,364). Conclusion: Only around half of hypertensive patients had their BP under control and the prevalence of adherence to antihypertensive medication treatment was much lower. Control and adherence to treatment were influenced by biopsychosocial variables, related to treatment and disease. Despite the primary care context, the characteristics identified are of concern, reaffirming hypertension as a public health problem that requires continuous and more effective actions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPierin, Angela Maria GeraldoVaz, Ana Katly Martins Gualberto2024-05-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-02062025-154504/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-17T15:36:08Zoai:teses.usp.br:tde-02062025-154504Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-17T15:36:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A Hipertensão arterial representa a principal causa de morte evitável e fator de risco para doenças cardiovasculares. O controle pouco satisfatório da pressão arterial (PA) relaciona-se à adesão inadequada ao tratamento anti-hipertensivo e na região norte do Brasil há escassez de informações, justificando o presente estudo. Objetivo: Avaliar o controle da PA e a adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em hipertensos da atenção primária. Métodos: Estudo transversal com 412 hipertensos das Unidades Básicas de Saúde de Manaus, AM. Foram avaliadas as características: sociodemográfica, psicoemocional, hábitos de vida, situação clínica, perfil lipídico, glicemia, medidas antropométricas; e as variáveis dependentes adesão ao tratamento medicamentoso pela Escala de Morisky Quatro Itens, e controle da PA valores < 140/90 mmHg, com aparelho semiautomático validado. Estudo autorizado por comitê de ética (CAAE 52879921.0.0000.5392). Realizou-se análises descritiva, associações bivariadas e regressão logística com nível de significância p<0,05. Resultados: O controle da PA foi de 49,76% e adesão ao tratamento 18,45%. A amostra foi de mulheres (70,87%), 59,19(10,08) anos, 83,50% raça parda/preta, 54,37% com companheiro(a), 32,52% aposentados, 54,85% classificação socioeconômica C1/C2, 50,24% residentes na área 1 (Norte/Leste), 84,95% sobrepeso/obesidade, glicemia 131,18(55,59)mg/dL, triglicérides 172,37(118,28)mg/dL, 4,61% tabagistas, 16,26% uso de bebida alcoólica, 63,35% sedentários/irregularmente ativos, 75,24% utilizavam gordura, 80,10% não adicionavam sal ao alimento pronto, 56,07% usavam açúcar, 36,41% apresentaram transtorno mental não psicótico, 9,68(8,32) anos de diagnóstico de hipertensão e média de 3,04(1,49) medicamentos utilizados. Os hipertensos controlados foram diferentes (p<0,05) dos não controlados, respectivamente, quanto a: sexo feminino (53,08% vs 41,67%); relação cintura quadril [0,92(0,07) vs 0,94(0,07)];colesterol [185,65(39,92) vs 195,16(45,70)mg/dL];tempo de diagnóstico [8,49(7,23) vs 10,87(9,13)anos];deixar de tomar medicamento (37,89% vs 62,11%);uso de suplemento vitamínico (75% vs 25%) e insulina NPH (26,92% vs 73,08%). Os hipertensos aderentes foram diferentes (p<0,05) dos não aderentes, respectivamente, quanto a:idade [63,88(9,97) vs 58,13(9,81)anos];anos de estudo [7,17(4,72) vs 9,12(4,56)anos];vínculo empregatício (8,97% vs 91,03%);glicemia [118,86(41,18) vs 133,97(58,05)mg/dL];colesterol [181,25(36,37) vs 192,50(44,30)mg/dL];colesterol alterado (13,97% vs 86,03%);transtorno mental não psicótico (11,33% vs 88,67%);uso de bebida alcoólica (7,46% vs 92,54%);uso nocivo ou provável dependência de bebida alcoólica (00,00% vs 100,00%); uso de açúcar (13,85% vs 86,15%); consultas médicas [2,18(1,84) vs 1,91(2,18)]; deixar de tomar medicamento (4,21% vs 95,79%); uso de bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (21,45% vs 78,55%); e antiácidos (32,50% vs 67,50%). Na análise multivariada houve associação do controle da PA com: valor de colesterol (OR=1,006;IC=1,001-1,012), tempo de diagnóstico (OR=1,040;IC=1,013-1,070) e deixar de tomar medicamento (OR=2,173;IC=1,294-3,698); e para a não adesão ao tratamento foram: residir na área 2 (Sul/Oeste) (OR=0,494;IC=0,256-0,932), idade (OR=0,962;IC=0,926-0,998), número de dependentes da renda (OR=0,783;IC=0,654-0,937), transtorno mental não psicótico (OR=1,099;IC=1,014-1,195), uso de açúcar (OR=2,508;IC=1,351-4,757) e deixar de tomar medicamento (OR=6,296;IC=2,313-22,364). Conclusão: Apenas cerca da metade dos hipertensos estava com a PA controlada e a prevalência de adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo foi bem menor. O controle e adesão ao tratamento foram influenciados por variáveis biopsicossociais, relacionadas ao tratamento e doença. Embora o contexto de atenção primária, as características identificadas preocupam o que reafirma a hipertensão como problema de saúde pública que necessita de ações contínuas e mais efetivas. |
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