Estudos, em escala de laboratório, visando corrigir a viscosidade plástica de esmectita de cor verde-lodo lages, de Boa Vista, Campina Grande, Paraíba.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1983
Autor(a) principal: Valenzuela Diaz, Francisco Rolando
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-22052025-105004/
Resumo: Estudando, em escala de laboratório, uma amostra de argila esmectítica, policatiônica de cor verde-lodo com umidade natural da localidade de Lages, Boa Vista, Campina Grande, Paraíba, observou-se que, após ser seca às temperaturas ambientes, moída até passar na peneira ABNT n° 200; tratada com carbonato de sódio na forma de solução aquosa concentrada, na proporção de 100meq/100g argila seca, e permanecer em ambiente saturado de umidade por um período de seis dias, produz dispersões aquosas, na concentração de 6% em peso de argila, com viscosidades plásticas (determinadas segundo método da Petrobrás e do API) nulas ou negativas, essas últimas indicando um comportamento dilatante e não tixotrópico, como seria de se esperar pela morfologia anisométrica dos cristais lamelares, apresentada comumente pelas esmectitas sódicas. A diálise, contra água destilada dessas dispersões aquosas, corrige as viscosidades e as levam a valores superiores aos exigidos pela Petrobrás e pelo API para uso de bentonitas em fluídos de perfuração de poços de petróleo, porém o seu uso industrial é antieconômico dada a grande quantidade de energia a ser dispendida na secagem e na moagem. Foi verificado experimentalmente que existe um teor de água abaixo do qual, se a esmectita for seca (antes da troca por sódio), não haverá esta troca por sódio entre as camadas 2:1; no caso da esmectita de cor verde-lodo de Lages, essa umidade limite é da ordem de sua umidade natural, 31%. Se a esmectita contiver umidade acima desse limite mínimo, não há problema em secá-la e depois se ter a troca por sódio. Foi também determinado que, para a esmectita de cor verde-lodo de Lages, após adquirir umidades em torno de 47% (mantendo-se assim úmida por tempos adequados), podem ser obtidas trocas satisfatórias por sódio, após secagem, as quaislevam a valores de viscosidade plástica condizentes com o uso em fluídos de perfuração, corrigindo-se assim as viscosidades plásticas anômalas obtidas quando a esmectita bruta é diretamente seca e, depois, tratada com carbonato de sódio.
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A diálise, contra água destilada dessas dispersões aquosas, corrige as viscosidades e as levam a valores superiores aos exigidos pela Petrobrás e pelo API para uso de bentonitas em fluídos de perfuração de poços de petróleo, porém o seu uso industrial é antieconômico dada a grande quantidade de energia a ser dispendida na secagem e na moagem. Foi verificado experimentalmente que existe um teor de água abaixo do qual, se a esmectita for seca (antes da troca por sódio), não haverá esta troca por sódio entre as camadas 2:1; no caso da esmectita de cor verde-lodo de Lages, essa umidade limite é da ordem de sua umidade natural, 31%. Se a esmectita contiver umidade acima desse limite mínimo, não há problema em secá-la e depois se ter a troca por sódio. Foi também determinado que, para a esmectita de cor verde-lodo de Lages, após adquirir umidades em torno de 47% (mantendo-se assim úmida por tempos adequados), podem ser obtidas trocas satisfatórias por sódio, após secagem, as quaislevam a valores de viscosidade plástica condizentes com o uso em fluídos de perfuração, corrigindo-se assim as viscosidades plásticas anômalas obtidas quando a esmectita bruta é diretamente seca e, depois, tratada com carbonato de sódio.In a sample of policationic dark green-colored smectite from Lages, Boa Vista, Campina Grande, Brazil, studied in laboratory, it was observed that, after being dried at the room temperatures, ground to 200 mesh, treated with an aqueous concentrated sodium carbonate solution (in the proportion of 100meq/100g of dried clay) and phased in a saturated steam atmosphere for 6 days, when dispersed in water in concentrations of 6% in weight of clay, exhibited zero or negative plastic viscosities (determined according to Petrobrás and API standards), the last value indicating a dilatant and not a tixotropic behavior as it could be expected from the anisometric morphology of the sodium-smectite lamellar cristals. Dialysis against distilled water of these aqueous dispersions improved the viscosities leading to values that are greater than those required by Petrobrás and API for a bentonite to be used in drilling-fluid muds, but its industrial use is not economic because of the large amount of energy required to dry and to ground. There is a water content under which if the smectite is dried before the sodium exchange, this exchange will not happen intercalating Na+ between the 2:1 layers. For the green-colored smectite from Lages this limit water content is of the order of magnitude of its natural humidity, 31%. If its water content is increased above this value, there is no problem on drying it before the sodium exchange. The green-colored smectite from, Lages, after reaching a water content of about 47% (maintaining this condition during adequated time) presents satisfactory sodium exchanges after drying, and good plastic viscosity values will be obtained for use in drilling-fluid muds. By this process anomalous plastic viscosities of the green-colored smectite from Lages was corrected.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos, Persio de SouzaValenzuela Diaz, Francisco Rolando 1983-06-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-22052025-105004/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-22T13:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-22052025-105004Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-22T13:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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