Resposta fisiológica e emocional à luz colorida
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-15042026-155248/ |
Resumo: | Introdução. A melatonina desempenha um papel importante na fisiologia humana, principalmente relacionada ao controle do ciclo sono/vigília. Sua secreção em indivíduos saudáveis segue o ritmo circadiano e é extremamente sensível à luz. Objetivo. Investigar os possíveis efeitos da exposição à luz colorida, no período da manhã, com iluminâcia entre 200 e 300 lux, no estado de ansiedade, nas variáveis fisiológicas e na secreção de melatonina, em pacientes em terapia transfusional. Desenho do estudo e Método. Trata-se de um estudo analítico de intervenção, randomizado simples, numa amostra por conveniência, de 40 pacientes em terapia transfusional no Núcleo de Hematologia e Hemoterapia de Franca, que após preencherem os critérios de elegibilidade foram alocados por sorteio para um dos ambientes coloridos (amarelo, verde, azul ou vermelho) ou para o ambiente controle (iluminação branca). Os dados relativos ao estado de ansiedade foram obtidos pelo Inventário de Ansiedade Estado (E-IDATE). Os dados relativos a resposta fisiológica foram obtidos por medidas de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura axilar e saturação de oxigênio. Amostras de urina coletadas ao longo do período de 24 horas, em quatro intervalos pré-determinados, durante dois dias consecutivos, pré e pós-exposição à luz, foram analisadas pelo método ELISA, para determinação da concentração de 6-sulfatoximelatonina. Resultados. Pacientes mesmo portadores de doenças graves, em tratamento ambulatorial, mantém o padrão fisiológico da secreção de melatonina. Foi observado o ritmo circadiano da excreção de melatonina urinária no dia anterior à intervenção e uma variação do padrão de excreção após exposição à luz no grupo azul com redução da excreção total e arraste de fase, no grupo verde com redução da excreção total, mais expressiva no período de exposição à luz e sem alterações sugestivas de arraste de fase e no grupo vermelho com alterações sugestivas de avanço de fase, sem alteração significativa na excreção total. Exposição à luz foi associada a uma diminuição da ansiedade, com exceção da luz vermelha. Quando os grupos foram comparados entre si, foi observada uma expressiva diferença entre as razões pós/pré no grupo controle e azul, não foi observada diferença significativa entre as razões pós/pré entre os grupos verde e amarelo e o grupo vermelho apresentou uma diferença significativa das razões encontradas para os demais grupos. Os resultados não sustentam a hipótese de que existe correlação entre a exposição à luz colorida e as medidas fisiológicas estudadas. Conclusão. A luz ambiente interfere no estado de ansiedade podendo influenciar a resposta emocional em ambiente hospitalar. A secreção da melatonina noturna é extremamente sensível às variações da iluminação artificial, podendo ter repercussões importantes no ciclo sono/vigília. Uma gestão cuidadosa da iluminação em ambientes hospitalares, privados de iluminação natural, poderá contribuir na preservação do ritmo biológico, na qualidade do sono, no bem estar e na recuperação. |
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Trata-se de um estudo analítico de intervenção, randomizado simples, numa amostra por conveniência, de 40 pacientes em terapia transfusional no Núcleo de Hematologia e Hemoterapia de Franca, que após preencherem os critérios de elegibilidade foram alocados por sorteio para um dos ambientes coloridos (amarelo, verde, azul ou vermelho) ou para o ambiente controle (iluminação branca). Os dados relativos ao estado de ansiedade foram obtidos pelo Inventário de Ansiedade Estado (E-IDATE). Os dados relativos a resposta fisiológica foram obtidos por medidas de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura axilar e saturação de oxigênio. Amostras de urina coletadas ao longo do período de 24 horas, em quatro intervalos pré-determinados, durante dois dias consecutivos, pré e pós-exposição à luz, foram analisadas pelo método ELISA, para determinação da concentração de 6-sulfatoximelatonina. Resultados. Pacientes mesmo portadores de doenças graves, em tratamento ambulatorial, mantém o padrão fisiológico da secreção de melatonina. Foi observado o ritmo circadiano da excreção de melatonina urinária no dia anterior à intervenção e uma variação do padrão de excreção após exposição à luz no grupo azul com redução da excreção total e arraste de fase, no grupo verde com redução da excreção total, mais expressiva no período de exposição à luz e sem alterações sugestivas de arraste de fase e no grupo vermelho com alterações sugestivas de avanço de fase, sem alteração significativa na excreção total. Exposição à luz foi associada a uma diminuição da ansiedade, com exceção da luz vermelha. Quando os grupos foram comparados entre si, foi observada uma expressiva diferença entre as razões pós/pré no grupo controle e azul, não foi observada diferença significativa entre as razões pós/pré entre os grupos verde e amarelo e o grupo vermelho apresentou uma diferença significativa das razões encontradas para os demais grupos. Os resultados não sustentam a hipótese de que existe correlação entre a exposição à luz colorida e as medidas fisiológicas estudadas. Conclusão. A luz ambiente interfere no estado de ansiedade podendo influenciar a resposta emocional em ambiente hospitalar. A secreção da melatonina noturna é extremamente sensível às variações da iluminação artificial, podendo ter repercussões importantes no ciclo sono/vigília. Uma gestão cuidadosa da iluminação em ambientes hospitalares, privados de iluminação natural, poderá contribuir na preservação do ritmo biológico, na qualidade do sono, no bem estar e na recuperação.lntroduction. Melatonin plays significant roles in human physiology, mainly related to the control of sleep / wake cycle. Secretion in healthy subjects follows the circadian rhythm and is extremely sensitive to light. Purpose. lnvestigate the possible effects of exposure to colored light, in the morning, with luminosity between 200 and 300 lux in the state of anxiety, physiological variables and melatonin secretion in patients with transfusion therapy. Study Design and Method. This is a simple analytical study of intervention, randomized in a convenience sample of 40 patients with transfusion therapy at the Center of Hemotherapy and Hematology Franca, which after have met the inclusion rules they were randomized to one of the colorful environments (yellow, green, blue or red) or the control environment (white lighting). The data on the state of anxiety were obtained by the State Anxiety lnventory (STAI-E). The data on the physiological response were obtained by measurements of blood pressure, heart rate, respiratory rate, axillary temperature and oxygen saturation. Urine samples collected over 24 hours at 4 pre-determined intervals for two consecutive days previous and after exposure to light, were analyzed by ELISA to determine the concentration of 6-sulphatoxymelatonin. Results. Even patients with serious disease, in ambulatory treatment, maintain the physiological pattern of melatonin secretion. Circadian rhythm of urinary excretion of melatonin on the day before the intervention, and a variation of the excretion pattern after exposure to light in blue group with reduced total excretion and delay of phase, was observed in the green group with a reduction of the total excretion, more significant during exposure to light without change suggesting phases delay and in red group with changes suggestive of phase advance, with no significant change in total excretion. Light exposure was associated with a decrease in anxiety, with the exception of red light. When compared, there was a significant difference in the ratio post / pre in control and blue groups was observed, no significant difference was observed among the reasons post / pre between the green and yellow and red groups showed a significant group difference the rates found for the other groups. The results did not confirm the hypothesis that there is a correlation between exposure to colored light and physiological measures. Conclusion. The ambient light interferes in the state of anxiety and can influence the emotional response in the hospital. The nocturnal melatonin secretion is extremely sensitive to variations of artificial lighting and it can have significant repercussions in the sleep / wake cycle. Careful management of lighting in hospitals, natural lighting private environments, may contribute to the preservation of biological rhythms, sleep quality, well-being and recovery.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina de Ribeirão PretoMartinez, Edson ZangiacomiAngstmam, Teresinha Guerreiro Cervi2014-12-152026-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17155/tde-15042026-155248/doi:10.11606/D.17.2014.tde-15042026-155248Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-15T19:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-15042026-155248Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-15T19:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução. A melatonina desempenha um papel importante na fisiologia humana, principalmente relacionada ao controle do ciclo sono/vigília. Sua secreção em indivíduos saudáveis segue o ritmo circadiano e é extremamente sensível à luz. Objetivo. Investigar os possíveis efeitos da exposição à luz colorida, no período da manhã, com iluminâcia entre 200 e 300 lux, no estado de ansiedade, nas variáveis fisiológicas e na secreção de melatonina, em pacientes em terapia transfusional. Desenho do estudo e Método. Trata-se de um estudo analítico de intervenção, randomizado simples, numa amostra por conveniência, de 40 pacientes em terapia transfusional no Núcleo de Hematologia e Hemoterapia de Franca, que após preencherem os critérios de elegibilidade foram alocados por sorteio para um dos ambientes coloridos (amarelo, verde, azul ou vermelho) ou para o ambiente controle (iluminação branca). Os dados relativos ao estado de ansiedade foram obtidos pelo Inventário de Ansiedade Estado (E-IDATE). Os dados relativos a resposta fisiológica foram obtidos por medidas de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura axilar e saturação de oxigênio. Amostras de urina coletadas ao longo do período de 24 horas, em quatro intervalos pré-determinados, durante dois dias consecutivos, pré e pós-exposição à luz, foram analisadas pelo método ELISA, para determinação da concentração de 6-sulfatoximelatonina. Resultados. Pacientes mesmo portadores de doenças graves, em tratamento ambulatorial, mantém o padrão fisiológico da secreção de melatonina. Foi observado o ritmo circadiano da excreção de melatonina urinária no dia anterior à intervenção e uma variação do padrão de excreção após exposição à luz no grupo azul com redução da excreção total e arraste de fase, no grupo verde com redução da excreção total, mais expressiva no período de exposição à luz e sem alterações sugestivas de arraste de fase e no grupo vermelho com alterações sugestivas de avanço de fase, sem alteração significativa na excreção total. Exposição à luz foi associada a uma diminuição da ansiedade, com exceção da luz vermelha. Quando os grupos foram comparados entre si, foi observada uma expressiva diferença entre as razões pós/pré no grupo controle e azul, não foi observada diferença significativa entre as razões pós/pré entre os grupos verde e amarelo e o grupo vermelho apresentou uma diferença significativa das razões encontradas para os demais grupos. Os resultados não sustentam a hipótese de que existe correlação entre a exposição à luz colorida e as medidas fisiológicas estudadas. Conclusão. A luz ambiente interfere no estado de ansiedade podendo influenciar a resposta emocional em ambiente hospitalar. A secreção da melatonina noturna é extremamente sensível às variações da iluminação artificial, podendo ter repercussões importantes no ciclo sono/vigília. Uma gestão cuidadosa da iluminação em ambientes hospitalares, privados de iluminação natural, poderá contribuir na preservação do ritmo biológico, na qualidade do sono, no bem estar e na recuperação. |
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