Anatomia funcional da relação entre parasita-hospedeira de Struthanthus rhynchophyllus (Loranthaceae) e Tipuana tipu (Leguminosae)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-22052025-174711/ |
Resumo: | Struthanthus rhynchophyllus Eichler (Loranthaceae) é uma erva-de-passarinho brasileira, generalista comumente parasitando Tipuana tipu (Benth.) Kuntze (Leguminosae), que é uma espécie exótica no Brasil. Essa espécie de parasita forma um haustório principal e vários outros secundários a partir de suas raízes epicorticais, que crescem em paralelo com o caule da hospedeira. O haustório é formado pelo apressório externo que realiza adesão e se mescla ao córtex e à casca da hospedeira e; internamente, por uma porção globosa chamada bulbo, de onde emergem prolongamentos, chamados sinkers ou extensores que crescem internamente na madeira da hospedeira, através do parênquima do raio e entrando nos vasos, de forma a criar conexões com os elementos traqueais da mesma. Os objetivos desse projeto foram os de: i) analisar qualitativamente e quantitativamente a madeira de órgãos da parasita; ii) estudar meticulosamente, com diversas técnicas de microscopia, as conexões vasculares entre a parasita e a hospedeira; iii) analisar a morfologia dos elementos traqueais dos órgãos da parasita e da madeira da hospedeira, de forma a poder discutir aspectos funcionais. Com isso será possível, no futuro, estimar os parâmetros funcionais hidráulicos dessa espécie. As preparações das amostras foram feitas a partir dos métodos tradicionais de anatomia da madeira, como amolecimento da madeira, cortes em micrótomos de deslize e maceração. Para análise das amostras foram utilizadas microscopia de luz tradicional, microscopia confocal de varredura a laser e microscopia eletrônica de varredura. As medições foram feitas utilizando os programas Photoshop e Image-J e análises de variância (ANOVA) usando pacote estatístico JMP. Os resultados obtidos mostraram que as conexões vasculares nas diversas partes do haustório são formadas por elementos de vaso, com placas de perfuração claras, variando de 2 a 5 por elemento. Adicionalmente há uma ampla gama de variação morfológica desses elementos de vasos, tais como no comprimento, formato, quantidade de placas de perfuração, e essa diversidade se repete em todos os órgãos. Os elementos de vaso entre raiz epicortical e caule não diferem estatisticamente, denotando similaridade na sua capacidade de condução, mas são drasticamente diferentes dos elementos da região do bulbo. Os elementos de vaso do bulbo variam muito e possuem formatos desde cilíndrico tradicional até poliédrico, conectados de forma intrincada. Os elementos do sinker são finos e longos, mas não foram obtidos em número suficiente para uma análise detalhada. A organização dos elementos de vaso dos bulbos é completamente diferente da organização anatômica tradicional de madeiras e isso implica em consequências funcionais ainda a ser avaliadas no futuro. |
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Anatomia funcional da relação entre parasita-hospedeira de Struthanthus rhynchophyllus (Loranthaceae) e Tipuana tipu (Leguminosae)Functional anatomy of the connection parasite-host between Struthanthus rhynchophyllus (Loranthaceae) e Tipuana tipu (Leguminosae)Anatomia funcional de madeiraElementos de vasoErva-de-passarinhoFunctional wood anatomyHaustórioHaustoriumLoranthaceaeLoranthaceaeMistletoeVessel elementsStruthanthus rhynchophyllus Eichler (Loranthaceae) é uma erva-de-passarinho brasileira, generalista comumente parasitando Tipuana tipu (Benth.) Kuntze (Leguminosae), que é uma espécie exótica no Brasil. Essa espécie de parasita forma um haustório principal e vários outros secundários a partir de suas raízes epicorticais, que crescem em paralelo com o caule da hospedeira. O haustório é formado pelo apressório externo que realiza adesão e se mescla ao córtex e à casca da hospedeira e; internamente, por uma porção globosa chamada bulbo, de onde emergem prolongamentos, chamados sinkers ou extensores que crescem internamente na madeira da hospedeira, através do parênquima do raio e entrando nos vasos, de forma a criar conexões com os elementos traqueais da mesma. Os objetivos desse projeto foram os de: i) analisar qualitativamente e quantitativamente a madeira de órgãos da parasita; ii) estudar meticulosamente, com diversas técnicas de microscopia, as conexões vasculares entre a parasita e a hospedeira; iii) analisar a morfologia dos elementos traqueais dos órgãos da parasita e da madeira da hospedeira, de forma a poder discutir aspectos funcionais. Com isso será possível, no futuro, estimar os parâmetros funcionais hidráulicos dessa espécie. As preparações das amostras foram feitas a partir dos métodos tradicionais de anatomia da madeira, como amolecimento da madeira, cortes em micrótomos de deslize e maceração. Para análise das amostras foram utilizadas microscopia de luz tradicional, microscopia confocal de varredura a laser e microscopia eletrônica de varredura. As medições foram feitas utilizando os programas Photoshop e Image-J e análises de variância (ANOVA) usando pacote estatístico JMP. Os resultados obtidos mostraram que as conexões vasculares nas diversas partes do haustório são formadas por elementos de vaso, com placas de perfuração claras, variando de 2 a 5 por elemento. Adicionalmente há uma ampla gama de variação morfológica desses elementos de vasos, tais como no comprimento, formato, quantidade de placas de perfuração, e essa diversidade se repete em todos os órgãos. Os elementos de vaso entre raiz epicortical e caule não diferem estatisticamente, denotando similaridade na sua capacidade de condução, mas são drasticamente diferentes dos elementos da região do bulbo. Os elementos de vaso do bulbo variam muito e possuem formatos desde cilíndrico tradicional até poliédrico, conectados de forma intrincada. Os elementos do sinker são finos e longos, mas não foram obtidos em número suficiente para uma análise detalhada. A organização dos elementos de vaso dos bulbos é completamente diferente da organização anatômica tradicional de madeiras e isso implica em consequências funcionais ainda a ser avaliadas no futuro.Struthanthus rhynchophyllus Eichler (Loranthaceae) is an endemic Brazilian generalist mistletoe commonly parasitizing Tipuana tipu (Benth.) Kuntze (Leguminosae), which is an exotic species to Brazil. This species of parasite forms a main haustorium and several secondary haustoriua from its epicortical roots, which grow parallel to the host branches. The haustorium is formed by the external appressorium that perform the attachment to the host and merges with hosts cortex and/or bark of the; internally, there is a globose portion called bulb, from which emerge extensions called sinkers have intrusive growth inside the host wood , within the rays than and entering the vessels, in order to create connections with the tracheal elements of the same. The objectives of this project were to: i) analyze qualitatively and quantitatively the wood of organs of the parasite; ii) meticulously study, using various microscopy techniques, the vascular connections between the parasite and the host; iii) to analyze the morphology of the tracheal elements of the parasite organs and the host wood, in order to discuss functional aspects. This would make possible, in the future, to estimate the hydraulic functional parameters of this complex connection, the haustorium. Samples were prepared using traditional methods of wood anatomy, such as softening the wood, cutting with a sliding microtome and maceration. Traditional light microscopy, confocal laser scanning microscopy and scanning electron microscopy were used to analyze the samples. Measurements were made using the Photoshop and Image-J programs, and analysis of variance (ANOVA) was performed using the JMP statistical package. The results obtained showed that the vascular connections in the various parts of the haustorium are formed by vessel elements, with clear perforation plates, varying from 2 to 5 per element. Additionally, there is a wide range of morphological variation in these vessel elements, such as length, shape, and number of perforation plates, and this diversity is repeated in all parts. The vessel elements between the epicortical root and stem do not differ statistically, indicating similarity in their conduction capacity, but they are drastically different from the elements in the bulb region. The vessel elements of the bulb vary greatly and have shapes ranging from traditional cylindrical to polyhedral, intricately connected and bearing up to 5 perforation plates. The sinker elements are very thin and long but were not obtained in sufficient numbers for detailed analysis. The organization of the vessel elements of the bulbs is completely different from the traditional anatomical organization of woods, and this implies functional consequences that are yet to be evaluated in the future.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCeccantini, Gregório Cardoso TápiasSobral, Alexandre Piagentini2025-03-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-22052025-174711/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-23T15:10:01Zoai:teses.usp.br:tde-22052025-174711Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-23T15:10:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Struthanthus rhynchophyllus Eichler (Loranthaceae) é uma erva-de-passarinho brasileira, generalista comumente parasitando Tipuana tipu (Benth.) Kuntze (Leguminosae), que é uma espécie exótica no Brasil. Essa espécie de parasita forma um haustório principal e vários outros secundários a partir de suas raízes epicorticais, que crescem em paralelo com o caule da hospedeira. O haustório é formado pelo apressório externo que realiza adesão e se mescla ao córtex e à casca da hospedeira e; internamente, por uma porção globosa chamada bulbo, de onde emergem prolongamentos, chamados sinkers ou extensores que crescem internamente na madeira da hospedeira, através do parênquima do raio e entrando nos vasos, de forma a criar conexões com os elementos traqueais da mesma. Os objetivos desse projeto foram os de: i) analisar qualitativamente e quantitativamente a madeira de órgãos da parasita; ii) estudar meticulosamente, com diversas técnicas de microscopia, as conexões vasculares entre a parasita e a hospedeira; iii) analisar a morfologia dos elementos traqueais dos órgãos da parasita e da madeira da hospedeira, de forma a poder discutir aspectos funcionais. Com isso será possível, no futuro, estimar os parâmetros funcionais hidráulicos dessa espécie. As preparações das amostras foram feitas a partir dos métodos tradicionais de anatomia da madeira, como amolecimento da madeira, cortes em micrótomos de deslize e maceração. Para análise das amostras foram utilizadas microscopia de luz tradicional, microscopia confocal de varredura a laser e microscopia eletrônica de varredura. As medições foram feitas utilizando os programas Photoshop e Image-J e análises de variância (ANOVA) usando pacote estatístico JMP. Os resultados obtidos mostraram que as conexões vasculares nas diversas partes do haustório são formadas por elementos de vaso, com placas de perfuração claras, variando de 2 a 5 por elemento. Adicionalmente há uma ampla gama de variação morfológica desses elementos de vasos, tais como no comprimento, formato, quantidade de placas de perfuração, e essa diversidade se repete em todos os órgãos. Os elementos de vaso entre raiz epicortical e caule não diferem estatisticamente, denotando similaridade na sua capacidade de condução, mas são drasticamente diferentes dos elementos da região do bulbo. Os elementos de vaso do bulbo variam muito e possuem formatos desde cilíndrico tradicional até poliédrico, conectados de forma intrincada. Os elementos do sinker são finos e longos, mas não foram obtidos em número suficiente para uma análise detalhada. A organização dos elementos de vaso dos bulbos é completamente diferente da organização anatômica tradicional de madeiras e isso implica em consequências funcionais ainda a ser avaliadas no futuro. |
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