Estrutura de capital das empresas no Brasil: evidências empíricas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1992
Autor(a) principal: Nakamura, Wilson Toshiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12131/tde-23072025-164850/
Resumo: Nosso trabalho aborda a teoria da estrutura de capital, que se constitui num dos temas mais importantes na área de finanças. Desde o trabalho clássico de Modigliani e Miller, publicado em 1958, até os dias de hoje, muitos estudos têm sido feitos sob diferentes abordagens teóricas. Discutimos, em nosso trabalho, as principais teorias que foram desenvolvidas ao longo do tempo, destacando especialmente a teoria estática, que trata de explicar os níveis de endividamento das empresas pelo equilíbrio entre economias fiscais pela dedutibilidade das despesas financeiras e custos de falência esperados. A teoria de agency também tem sido utilizada para explicar os níveis desejados de endividamento, uma vez que os custos de agency, combinados com os custos de falência, formam o que se tem chamado de custos de financial distress, custos estes que se tornam maiores e mais prováveis quanto mais endividadas forem as empresas. Após uma breve discussão dos principais aspectos da realidade brasileira que consideramos importante destacar, formulamos as hipóteses de pesquisa do nosso estudo empírico, fazendo uso de uma metodologia parecida com a que foi usada por Bradley, Jarrell e Kim, que recorreram a um modelo de de regressão linear múltipla para testar algumas das principais proposições da teoria estática. Pelo nosso estudo, constatamos que as médias setoriais de endividamento são significativamente diferentes. Ao mesmo tempo, o tipo de capital, se privado nacional, estrangeiro ou estatal, também ajuda a explicar as diferenças de endividamento entre as empresas. Na análise de regressão, em relação às variáveis ativo permanente sobre ativo total, ativo total e retorno sobre património líquido obtivemos resultados de acordo com o esperado, o mesmo não ocorrendo com o desvio-padrão da lucratividade das vendas e a liquidez corrente. Estamos certos de que outras pesquisas empíricas devem ser feitas sobre a teoria da estrutura de capital no Brasil, inclusive enfocando outras abordagens teóricas e fazendo uso de outras ferramentas de análise estatística.
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